Observatório dos Direitos Humanos

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Observatório dos Direitos Humanos O ODH não é uma instituição pública nem promove ou constitui quaisquer meios de resolução judicial ou extra - judicial de conflitos.

O Observatório dos Direitos Humanos (ODH) é uma organização não-governamental que tem por objetivos denunciar violações dos direitos fundamentais e promover a cultura dos direitos humanos em Portugal. O Observatório dos direitos humanos (ODH) é uma organização não-governamental que tem por objectivo denunciar
violações dos direitos fundamentais em Portugal, bem como proteger e promover os direitos humanos em geral, mediante a publicação e publicitação de relatórios periódicos sobre esta mesma temática, com referência a situações concretas.

VAMOS LEVAR O DIREITO DE MANIFESTAÇÃO A SÉRIO?Nos últimos dias, os responsáveis políticos têm-se desdobrado em declaraçõ...
22/10/2026

VAMOS LEVAR O DIREITO DE MANIFESTAÇÃO A SÉRIO?

Nos últimos dias, os responsáveis políticos têm-se desdobrado em declarações a dizer que o exercício do direito de manifestação pacíf**a tem que respeitar a lei. E acrescentam que não está em causa o direito de manifestação, mas sim o cumprimento da lei pelos promotores das manifestações. Aparentemente parece uma afirmação razoável, mas, na verdade, os termos da equação surgem trocados: não é tanto o direito de manifestação que tem de obedecer à lei, mas sim a lei que tem de garantir o direito de manifestação. E isto é assim por força da consagração do direito de manifestação no artigo 45º da Constituição da República Portuguesa (CRP), bem como pela sua natureza de direito de liberdade ou, na terminologia constitucional, direito, liberdade e garantia. Deste modo, o artigo 45º da CRP tem aplicação direta, vinculando as entidades públicas e privadas, por um lado, e as leis que o restrinjam não podem diminuir a extensão e o alcance do seu conteúdo essencial. Assim, as leis restritivas do direito de manifestação têm que se mostrar adequadas, necessárias e equilibradas, para o fim em vista, nomeadamente a proteção de outros valores constitucionais, salvo situações de estado de emergência ou de estado de sítio.
O Decreto-Lei nº 406/74, de 29 de agosto, garante e regulamenta o direito de reunião e manifestação. É um diploma legal anterior à aprovação da CRP, mas isso não obsta à sua plena vigência porque o legislador constituinte não revogou automaticamente a legislação anterior. De facto, o artigo 290º da CRP estatui que “o direito ordinário anterior à entrada em vigor da Constituição mantém-se, desde que não seja contrário à Constituição ou aos princípios nela consignados”. Esta ressalva constitucional tem dois importantes signif**ados: as normas do Decreto-Lei nº 406/74, de 29 de agosto, estão sujeitas a um juízo de inconstitucionalidade por parte dos tribunais e, em última instância, pelo Tribunal Constitucional; e, em qualquer caso, as entidades públicas devem fazer uma interpretação das mesmas normas conforme à Constituição.
No que respeita à interpretação das leis, o artigo 9º do Código Civil define os critérios que a devem nortear, rejeitando uma interpretação literal das mesmas e mandando atender, sobretudo, à unidade do sistema jurídico, às circunstâncias em que a lei foi elaborada e às condições específ**as do tempo em que é aplicada (sublinhado nosso), mas salvaguardando que qualquer interpretação deve ter uma mínima correspondência verbal com o texto legal e que o intérprete deve presumir que o legislador consagrou as soluções mais acertadas e soube exprimir o seu pensamento em termos adequados.
Ora, o direito de manifestação tem uma grande diversidade de expressões. Não há razão nenhuma para presumir que o legislador constituinte restringiu o mesmo à realização de marchas ou comícios. De facto, ao tempo da aprovação da Constituição, há muito que Henry David Thoreau havia teorizado sobre a desobediência civil e que Gandhi e Luther King, entre outros, tinham implementado os seus ensinamentos através de múltiplas ações não-violentas para combater o colonialismo britânico na India e para lutar pelos direitos civis dos cidadãos negros norte-americanos, respetivamente. Assim, o legislador constituinte, recém-libertado de 48 anos de ditadura, estava bem ciente do conteúdo amplo do direito de manifestação pacíf**a enquanto meio de participação democrática dos cidadãos. Por isso, uma “acampada” pode muito bem incluir-se no direito de manifestação protegido constitucionalmente, desde que seja uma forma de protesto e reivindicação político-social e seja balizada no tempo. De facto, o argumento da ocupação do espaço público não tem qualquer razão de ser, já que essa é a regra de quaisquer manifestações.
Isto posto, o Decreto-Lei nº 406/74, de 29 de agosto, prevê, nomeadamente, que as autoridades só poderão interromper a realização de reuniões, comícios, manifestações ou desfiles realizados em lugares públicos ou abertos ao público quando forem afastados da sua finalidade pela prática de atos contrários à lei ou à moral ou que perturbem grave e efetivamente a ordem e a tranquilidade públicas, o livre exercício dos direitos das pessoas ou ofendam a honra e a consideração devidas aos órgãos de soberania e às Forças Armadas (cfr. artigo 5º, nº 1); além disso, prevê ainda que as reuniões em lugares públicos de outros ajuntamentos objetos do mesmo diploma legal não poderão prolongar-se para além das 0,30 horas (cfr. artigo 11º).
É, por isso, a esta luz que se deve apreciar a legalidade da atuação das forças de segurança sobre os manifestantes acampados em Lisboa e Porto, nos últimos dias. Desde logo, dificilmente se poderá sustentar que os acampamentos existentes em praças centrais das cidades de Lisboa e Porto constituíam, por si só, uma perturbação grave e efetiva da ordem e tranquilidade pública, mormente se não estavam a impedir a circulação de trânsito automóvel e pedonal na via pública nem a produzir ruído desproporcionado, perturbando o descanso de eventuais moradores. Por outro lado, o artigo 11º do mesmo diploma legal carece de uma interpretação atualista. Para quem foi jovem nos anos 70, quando foi aprovado aquele decreto-lei, a meia-noite era um limite para as saídas noturnas que muitos pais colocavam aos seus filhos, tanto mais que a maioria dos estabelecimentos de convívio e diversão fechavam a essa hora. Hoje, porém, nas grandes cidades, sobretudo ao fim de semana, esse horário é o momento em que os jovens saem de casa para se irem encontrar nos estabelecimentos de diversão noturna, f**ando na via pública a conviver até de madrugada (em muitos casos para desespero dos moradores locais). Que sentido tem, atualmente, proibir o direito de manifestação a partir das 0.30h se não há idêntica limitação para se andar a divertir na rua? Será por acaso a participação democrática um valor menos importante do que os direitos que se reconhecem à oferta e procura de diversão noturna? Este paradoxo mostra bem que a limitação horária imposta pela lei ao direito de manifestação ofende o seu conteúdo essencial nos tempos de hoje, não podendo manter-se tal e qual, mas somente em articulação com o disposto no artigo 5º, nº 1 do mesmo diploma legal. Assim, será sempre necessário aferir em cada caso se a manifestação noturna colide com outros direitos fundamentais, como o direito ao descanso dos moradores, ou outros valores constitucionais protegidos, para poder impor a respetiva desmobilização.
Por último, obviamente não compete às autoridades policiais fazer juízos de inconstitucionalidade das leis vigentes, mas sim aplicar as mesmas, observando o princípio da proporcionalidade (cfr. artigo 266º da CRP). São os tribunais que velam pela conformidade constitucional das leis ordinárias, designadamente as que regulam o direito de manifestação, quando chamados a pronunciar-se sobre essa questão. Nesse sentido, o artigo 20º, nº 4 da CRP prevê que “a lei assegura aos cidadãos procedimentos judiciais caracterizados pela celeridade e prioridade, de modo a obter tutela efetiva e em tempo útil contra ameaças ou violações desses direitos”. E o artigo 109º e ss. do Código de Processo nos Tribunais Administrativos regula esse procedimento judicial, denominado intimação para proteção de direitos, liberdades e garantias. Até ao momento, o debate público atual sobre os limites do direito de manifestação ainda não chegou aos tribunais. Por isso, a discussão sobre este assunto está longe de estar esgotada.

Luís Filipe Guerra

Sem Teto Não Há Cidadania: O Dever de Ir à Rua Pelo Direito à HabitaçãoTer uma casa não é um luxo nem um privilégio; é a...
19/10/2026

Sem Teto Não Há Cidadania: O Dever de Ir à Rua Pelo Direito à Habitação

Ter uma casa não é um luxo nem um privilégio; é a base de qualquer vida digna. Quando o acesso a um teto se torna financeiramente sufocante ou praticamente impossível para a maioria, a dignidade humana deixa de ser garantida e a própria cidadania f**a em risco.

A Constituição garante a todos o direito à habitação, mas a realidade das ruas mostra-nos um cenário oposto: especulação desenfreada, rendas incomportáveis e o Estado a falhar no seu papel protetor. Perante a inércia política, o silêncio não é opção.

É aqui que o direito de manifestação ganha a sua verdadeira força. Ir para a rua protestar pacif**amente não é apenas um direito constitucional — é uma obrigação moral de quem recusa aceitar a habitação como um mero negócio. Manifestar-se é exigir limites ao mercado, rendas justas e habitação pública real.

Exigir um teto é defender o futuro das nossas cidades e a dignidade de quem nelas vive. A rua continua a ser o espaço mais poderoso para transformar a indignação individual numa mudança coletiva urgente.

Texto : Nuno Aldeia
Foto: David José Marreiros/Jornal do Algarve

A pobreza não é apenas a ausência de rendimento.É a criança que vai para a escola com fome. É a mãe que salta refeições ...
16/10/2026

A pobreza não é apenas a ausência de rendimento.
É a criança que vai para a escola com fome.
É a mãe que salta refeições para garantir que os filhos comem.
É o trabalhador que, apesar de ter emprego, não consegue pagar a renda da casa.
É o idoso que escolhe entre aquecer a habitação ou comprar os medicamentos.
Falamos muitas vezes da pobreza como uma estatística. Mas a pobreza tem rosto, nome e história.

Hoje, cerca de 826 milhões de pessoas vivem em situação de pobreza extrema em todo o mundo. Quase metade encontra-se em países marcados pela guerra, pela instabilidade ou pela fragilidade institucional.
Centenas de milhões de crianças crescem privadas de condições básicas para um desenvolvimento digno. E a crise climática continua a empurrar os mais vulneráveis para situações cada vez mais precárias.

Em Portugal, apesar dos progressos alcançados, cerca de 1,7 milhões de pessoas vivem abaixo do limiar de pobreza.
Muitas trabalham.
Muitas estudam.
Muitas vivem ao nosso lado sem que a sua realidade seja visível.

A pobreza não é inevitável.
É o resultado das escolhas políticas, económicas e sociais. E, por isso, pode e deve ser combatida.

Neste Dia Internacional para a Erradicação da Pobreza, somos desafiados a olhar para além dos números e a reconhecer uma verdade fundamental: a dignidade humana não pode depender do código postal, do género, do país onde se nasce ou da condição económica em que se vive.

Erradicar a pobreza não é um ato de caridade. É uma questão de justiça.

Porque uma sociedade verdadeiramente desenvolvida não se mede pela riqueza dos que têm mais, mas pela forma como cuida dos que têm menos

Enquanto uma pessoa for obrigada a lutar diariamente pela sua sobrevivência, a promessa universal dos direitos humanos continuará por cumprir.

Angelika Lima

A não perder, num cinema perto de si!Porque os Direitos Humanos, também são assunto no doclisboa 2026, entre 15 e 25 de ...
16/10/2026

A não perder, num cinema perto de si!
Porque os Direitos Humanos, também são assunto no doclisboa 2026, entre 15 e 25 de Outubro

O DIREITO DE MANIFESTAÇÃO É UM PILAR DA DEMOCRACIAO Observatório dos Direitos Humanos (ODH) foi surpreendido pelas notíc...
15/10/2026

O DIREITO DE MANIFESTAÇÃO É UM PILAR DA DEMOCRACIA

O Observatório dos Direitos Humanos (ODH) foi surpreendido pelas notícias de que os jovens acampados na Praça D. João I, na cidade do Porto, pelo direito à habitação, na sequência da manifestação contra o custo de vida do passado sábado, foram alvo de carga policial com vista à evacuação daquele espaço público. As imagens difundidas pelos meios de comunicação social mostram uma concentração pacíf**a a ser dispersada por meio da
violência policial, obrigando várias pessoas a ter de receber tratamento médico-hospitalar.
O ODH recorda que a liberdade de reunião e de manifestação pacíf**as é um dos pilares das sociedades democráticas, constituindo o núcleo duro, a par das liberdades de expressão e de
associação, dos direitos civis, também conhecidos como direitos humanos de 1ª geração, tendo consagração expressa no artigo 45º da Constituição da República Portuguesa.
Nessa medida, a necessidade de preservar a ordem pública, que pode ser invocada para restringir o direito de reunião e manifestação em certos casos, nos termos da lei, não pode afetar o seu conteúdo essencial, designadamente obstando a que os cidadãos se reúnam pacif**amente nos espaços públicos e se manifestem a favor dos direitos sociais, como é o caso do direito à habitação, hoje em dia a braços com uma crise severa, face ao aumento galopante de preços e rendas dos imóveis.
Por outro lado, não se pode louvar o espírito de iniciativa dos jovens somente quando o mesmo assume expressão económica ou tecnológica, já que o seu sentido crítico contribui decisivamente para o progresso social, apontando novos caminhos para o futuro. Nesse sentido, a sua participação cívica e democrática deve ser incentivada e protegida, não apenas quando funcionam como caixa de ressonância dos interesses dos líderes políticos e empresariais.
Assim, uma sociedade que escolhe reprimir com violência os seus jovens hipoteca o seu futuro e um sistema político que privilegia a manutenção da ordem pública a qualquer custo afunda a democracia. São estes os sinais deixados esta madrugada na cidade do Porto pelos poderes públicos. Por isso, o ODH solidariza-se com todos os manifestantes pacíficos reprimidos com violência e exorta os poderes públicos a atuar com proporcionalidade para respeitar os seus direitos fundamentais.
Porto, 15 de outubro
A Comissão Diretiva

Um dos simpósios do Congresso Internacional de Direitos Humanos em Coimbra, entre 13-15 Out 2026, contará com a moderaçã...
12/10/2026

Um dos simpósios do Congresso Internacional de Direitos Humanos em Coimbra, entre 13-15 Out 2026, contará com a moderação de Angelika Lima, alguém que o ODH tem muito gosto de ter entre os seus elementos.

10 de Outubro - Dia Mundial contra a Pena de Morte Há erros que podem ser corrigidos, injustiças que podem ser reparadas...
09/10/2026

10 de Outubro - Dia Mundial contra a Pena de Morte

Há erros que podem ser corrigidos, injustiças que podem ser reparadas e sentenças que podem ser revistas. Uma execução, não.
A pena de morte parte de uma ficção perigosa: a de que a justiça humana pode decidir, sem hesitações nem margem para erro, quem deve viver e quem deve morrer.
A realidade desmente essa pretensão.
Existem pessoas condenadas à morte que foram posteriormente declaradas inocentes. Algumas sobreviveram até que a verdade fosse reconhecida. Outras foram executadas antes de poderem provar a sua inocência.

Quando o Estado executa um inocente, não retira apenas uma vida. Elimina também qualquer possibilidade de corrigir o seu erro.
Nesse momento, uma falha processual, uma investigação deficiente ou uma decisão judicial injusta deixam de poder ser reparadas.
A injustiça torna-se definitiva.

Por isso, a questão não é saber se alguém merece morrer. É saber se podemos confiar a um sistema imperfeito o poder irreversível de matar.

Neste Dia Mundial contra a Pena de Morte, o Observatório dos Direitos Humanos associa-se à Campanha Global pela Abolição Universal da Pena Capital.

Os Direitos Humanos não existem apenas para proteger quem consideramos inocente ou digno de compaixão. Existem para impedir que o poder do Estado ultrapasse os limites da própria humanidade.

Se a justiça pode errar, quem lhe deu o direito de tornar o erro irreversível?

Angélica Lima

O Dia Internacional da Não-Violência celebra-se, anualmente, no dia 2 de outubro, coincidindo com o aniversário do nasci...
03/10/2026

O Dia Internacional da Não-Violência celebra-se, anualmente, no dia 2 de outubro, coincidindo com o aniversário do nascimento do Mahatma Gandhi, na sequência da Resolução 61/271, de 15.06.2007, da Assembleia Geral da ONU.

Citando Silo*, “a não-violência refere-se tanto a um determinado sistema de conceitos morais que negam a violência como ao movimento de massas encabeçado pelo Mahatma Gandhi, que foi desenvolvido na India na primeira metade do século XX, assim como à luta pelos direitos civis dos cidadãos negros nos EUA, sob a direção de M. Luther King, e a atividade desenvolvida por Kwame Nkrumah no Gana. Podem mencionar-se também as intervenções cívicas de A. Soljhenitsin, A. Sakharov, S. Kovalev e outros famosos dissidentes contra o totalitarismo soviético. (…) O conceito da não-violência, inclusivamente de formas não-violentas de protesto, continua vivo e a desenvolver-se no mundo (…)”.

Nesse sentido, a não-violência constitui uma ética e uma prática, um estilo de vida humanista e uma metodologia de ação contra a injustiça e a discriminação.
No contexto atual, em que a violência física, racial, religiosa, económica, sexual e psicológica ou moral, se expressa por todo o mundo, inquinando a relação entre povos e indivíduos, importa reafirmar o valor ético da não-violência e a sua capacidade transformadora.
Por isso, neste dia, apelamos ao compromisso com a não-violência para poder ultrapassar de forma criativa os conflitos em curso e aprender a resistir à violência que há em cada um e no mundo.
Superar a violência é não só uma aspiração profunda como uma condição para se poder passar a outra etapa da evolução humana.

Luís Filipe Guerra

*Silo. Obras Completas, Vol. II: Diccionario del Nuevo Humanismo. Disponível em www.silo.net

LinkedIn: https://lnkd.in/p/ewmCykdB

29/09/2026

CELEBRAÇÃO DO DIA INTERNACIONAL DA NÃO-VIOLÊNCIA

O Dia Internacional da Não-Violência celebra-se, anualmente, no dia 2 de outubro, coincidindo com o aniversário do nascimento do Mahatma Gandhi, na sequência da Resolução 61/271, de 15.06.2007, da Assembleia Geral da ONU.
Para assinalar essa data, vários organismos do Movimento Humanista promovem uma conversa sobre a não-violência ativa, a ter lugar no próximo dia 3 de outubro, entre as 17h e as 19.30h, na Macaréu - Associação Cultural, na cidade do Porto.
A conversa terá como mote a partilha de testemunhos sobre ações não-violentas transformadoras e os efeitos para a vida, nomeadamente de quem as pratica, tendo como detonador o relato da experiência de vários coletivos.
Na verdade, muita gente tem experiências de dedicar a sua energia e tempo a atividades com sentido, ações que se registam internamente como muito válidas, mais importantes do que qualquer sentido ilusório proposto pelo sistema socioeconómico em que vivemos, mas que muitas vezes são desvalorizadas. É esse registo interno de fazer algo válido, com a metodologia da não-violência ativa, o tema central da conversa. Nesse sentido, visa-se a troca de ideias e experiências sobre o motor interior de cada um, que não permite aos ativistas manterem-se indiferentes ao que se passa à sua volta, “dedicando-se apenas à sua vida”.
A conversa é aberta a todos os interessados, porque a construção do futuro comum também passa por aqui.

18/08/2026

Boas notícias!

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