17/06/2026
À Lusa, e respondendo a preocupações hoje manifestadas pelo representante da Associação de Bares da Zona Histórica do Porto (ABZHP) sobre a possibilidade de haver limitações às atividades dos comerciantes na zona da Ribeira do Porto, fonte oficial da Câmara do Porto garantiu que as restrições se vão limitar ao trânsito e à garantia de um perimetro de segurança para o público que pretenda ver o festival aéreo.
Em comunicado hoje enviado, o representante da Associação de Bares da Zona Histórica do Porto (ABZHP) apelava às autoridades municipais e policiais do Porto e Gaia para não imporem restrições às atividades comerciais durante o festival aéreo Air Invictus.
"Se houver alguma restrição [à utilização das esplanadas dos bares], os danos têm que ser bem acautelados, em termos de prejuízos diretos e indiretos, porque tiveram que reforçar o 'stock' com antecedência, tiveram que analisar pessoas para reforçar também o 'staff', e ao mesmo tempo aceitar reservas (...), porque há restaurantes que têm varandinhas, há esplanadas. Portanto, se houver restrições sobre isso quem é que vai pagar os prejuízos?", declarou António Fonseca, presidente da ABZHP.
Em entrevista telefónica à Lusa, o presidente da ABZHP lembrou que, há 15 e nove anos, quando os aviões da Red Bull Air Race sobrevoaram os céus do Douro, não houve restrições e sugere que assim se deve manter a bem da economia local.
António Fonseca lamentou que, para este evento não tenha existido "qualquer negociação" ou "reunião" para esclarecer os comerciantes das zonas históricas do Porto e de Vila Nova de Gaia, recordando que até ao momento, nem a Câmara Municipal do Porto nem a Câmara Municipal de Gaia fizeram chegar aos comerciantes "qualquer comunicação oficial" sobre as condições em que poderão operar durante o evento onde são esperadas milhares de pessoas para ver acrobacias aéreas sobre as margens do Douro.
"A escassos dias do início do festival, a falta de informação está gerar instabilidade e preocupação junto dos empresários, que necessitam de planear a sua atividade e de responder adequadamente aos seus clientes", refere António Fonseca, acrescentando que as Câmaras Municipais do Porto e de Gaia devem esclarecer "com a máxima brevidade" se vão existir ou não restrições ao funcionamento dos estabelecimentos e à ocupação do espaço público.