15/08/2026
SEGURANÇA PRIVADA: CHEGOU O MOMENTO DE AGIR
Nas últimas semanas temos assistido a uma sucessão de acontecimentos extremamente preocupantes envolvendo profissionais de segurança privada.
Colegas que estão diariamente a cumprir a sua missão estão a ser agredidos, esfaqueados e baleados enquanto trabalham.
Tivemos recentemente o caso de um vigilante, em Guimarães, que foi esfaqueado durante o exercício das suas funções. Na semana passada, um segurança foi baleado à porta de uma discoteca na zona das Galerias, no Porto. E ontem, novamente na mesma zona, outro profissional de segurança foi esfaqueado, num cenário de enorme violência que acabou por envolver confrontos entre grupos, deixando inclusivamente um cidadão inglês em estado muito grave.
Isto não pode ser normalizado.
Não podemos continuar a exigir aos profissionais de segurança que enfrentem situações de violência sem que a lei, a sua proteção e os meios à sua disposição acompanhem a realidade que encontram no terreno.
O SUSP entende que é urgente uma mudança profunda na forma como a Segurança Privada é encarada em Portugal.
É necessário rever a Lei da Segurança Privada, a regulamentação aplicável aos profissionais, o enquadramento dos Seguranças-Porteiros e dos restantes profissionais de segurança, bem como a forma como são tratadas as agressões cometidas contra estes trabalhadores no exercício das suas funções.
Quem está a trabalhar para proteger pessoas, bens e espaços não pode ser tratado como um cidadão qualquer quando é atacado durante o cumprimento da sua missão.
É tempo de reconhecer o risco real destas profissões.
É tempo de reforçar a autoridade, a proteção jurídica e as condições de segurança de quem está na linha da frente.
É tempo de deixar de reagir apenas depois de acontecer uma tragédia.
O SUSP vai solicitar uma reunião de emergência ao Ministério da Administração Interna (MAI).
Queremos discutir soluções concretas e exigir respostas.
Porque enquanto nada mudar, continuaremos a assistir ao mesmo:
agressões, facadas, tiros e profissionais expostos a situações cada vez mais perigosas.
A Segurança Privada precisa de uma mudança.
E essa mudança é urgente.
SUSP — Sindicato Unificado da Segurança Privada