Confraria Senhor Socorro

Confraria Senhor Socorro Aproveitou do foral de S. Martinho, dado por D. Hermóigio, bispo de Tui. O mosteiro veio a ser extinto em 1460. Marcos, na mesma cidade. Este monarca, a quem D.

RESENHA HISTÓRICA

Foi uma vigairaria de renúncia da apresentação do arcediago de Labruja, da Sé de Braga, e anteriormente do arcediago do mesmo título da Sé de Tui. Manuel a 2 de Junho de 1515. É povoação muito antiga, e se não existia já no tempo dos Romanos, existia com toda a certeza no tempo dos Godos. A tradição faz remontar os seus primórdios ao século IX, afirmando ter tido origem num mosteiro beneditino, fundado por D. A freguesia ostenta considerável riqueza patrimonial, impondo-se, todavia, dois destaques: A Ponte do Arquinho e o Santuário do Senhor do Socorro. A Ponte do Arquinho, dos séculos XIII-XIV, sobre o rio Labruja. Tem apenas um arco, redondo e de quatro metros de lado, com aduelas características. O Santuário do Senhor do Socorro, foco de uma afamada romaria, possui um conjunto arquitectónico que exprime o gosto cenográfico que no século XVIII caracterizou tal género de edificações. A data de 1773 inscrita na portada oferece-nos um elemento cronológico a ter em conta, relativo à época principal da construção do templo. Mas as obras continuaram, sem dúvida, por bastantes anos mais sobretudo no exterior do santuário. O amplo adro fronteiro à igreja, murado a toda a volta, apresenta uma entrada de certa ênfase, dominada por larga escadaria precedida de estátuas de anjos tocando trombetas. Varandas de balaústres, animadas por fogaréus, acompanham o lanço dos degraus. E nos muros que ladeiam a escadaria dispõem-se, em linha, estátuas alegóricas de pedra, entremeadas de vasos e fogaréus. Ao fundo do adro ergue-se a fachada nobre da igreja, com as suas duas torres flanqueando o corpo central, no qual se desenha a cornija pontiaguda do rococó. Sob a cornija ficam as armas reais; e logo abaixo delas, por cima do pórtico do templo, rasga-se uma janela com balcão, acolitada pelas estátuas de S. Pedro e, presumivelmente, do papa Clemente XIV, em nichos. Na igreja há talha "rocaille" do último quartel de Setecentos (nos retábulos da capela-mor, púlpitos, sanefas e grade do coro) e bem assim talha neoclássica (no sanefão do arco triunfal e no trono do retábulo-mor). Trata-se, de resto, de um templo muito simples, de uma única nave, ainda que a capela -mor possua uma pequena cúpula e lanternim. A construção actual teve uma outra a antecedê-la, donde procedem até algumas das interessantes tábuas votivas, dos séculos XVIII e XIX, que hoje vemos penduradas nas paredes. Também se encontra na nave um projecto, aguarelado, de uma reforma do santuário, apresentado em 1854 por António Augusto Pereira, "condutor de trabalhos da Direcção de Obras Públicas de Braga". Sem originalidade, o estudo inspira-se no escadório do Bom Jesus de Braga e na igreja do Hospital de S. No exterior, atrás do santuário, estão a Casa da Mesa da Irmandade e o edifício dos quartéis dos romeiros que se dirigiam a Santiago de Compostela pois como se sabe Labruja está, desde sempre, no roteiro dos Caminhos de Santiago. Junto da última construção começa um escadório de vários lanços e patamares, neoclássico, que vai terminar num terreiro situado sobre uma colina. Na fachada desse escadório, dentro de uma espécie de gruta (datada de 1893), observa-se uma monumental escultura de Abel, de pedra, em que a bíblica personagem aparece coberta de peles e encostada a uma enorme maça. Fora do recinto murado do santuário, no caminho que o contorna, restam ainda sete fornos em pedra, alguns já arruinados, onde os peregrinos de outrora assavam os tradicionais cabritos. Ainda no que diz respeito a história da freguesia, no Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo pede ler-se textualmente:
«O mosteiro beneditino de São Cristóvão de Labruja deve a sua fundação ao bispo de Tui, D. Hermoígio, que o mandou construir numa herdade, localizada no lugar de Labruja, pertencente ao monarca Ordonho II. Hermoígio cedera o convento, veio a doá-lo à Sé de Lugo, em 915. Em 1125, D. Teresa fez doação do mosteiro e seu couto à Sé de Tui. Na divisão das igrejas e arcediagados desta diocese, em 1 de Dezembro de 1156, foram anexadas ao mosteiro as igrejas de Cepões, Rendufe e metade da de Romarigães. Em 1242, informa ainda o Padre Avelino J. da Costa, o bispo de Tui D. Lucas criou o arcediagado de Labruja, que ficou a ter cadeira na Sé de Tiu e o mosteiro por cabeça. Nas Inquirições de 1258 figura como sendo do padroado real. O mosteiro acabou por ser extinto em 1460, Cerca de 1520, no Censual de D. Diogo de Sousa, refere-se que o mosteiro fora reduzido a igreja paroquial. Era, então, cabeça do arcediagado de Labruja. Em 1546, sendo arcebispo D. Manuel de Sousa, Labruja foi avaliada com a sua anexa Cepões em 70 mil réis. O Censual de D. Frei Baltasar Limpo, na cópia de 1580, considera Labruja como paróquia, anexa perpétua ao arcediagado de Labruja e tendo anexa a metade sem cura de São Tiago de Romarigães. Segundo Américo Costa, São Cristóvão de Labruja era vigairaria de renúncia da apresentação do arcediago de Labruja da Sé de Braga e, em tempos mais remotos do arcediago do mesmo título da Sé de Tui.»

Inventário do Património Arquitectónico
Em http://www.monumentos.pt
Informações detalhadas acerca de:

►Santuário do Socorro

Fontes consultadas: Dicionário Enciclopédico das Freguesias, Freguesias-Autarcas do Séc. XXI, Inventário Colectivo dos registros Paroquiais Vol. 2 Norte Arquivos Nacionais /Torre do Tombo.

29/08/2026

Edital nº 01/2026

Hasta Pública para cedência Temporária do Direito de Exploração do espaço “Café / restaurante Senhor do Socorro”, sito na Avenida do Nosso Senhor do socorro, nº 140 em Labruja.
Padre Ricardo Correia, Presidente da Confraria do Senhor do Socorro, torna Público que, no dia 4 de setembro de 2026, pelas 18:00 horas, terá lugar no edifício do Café /Restaurante, sito na Avenida do Nosso Senhor do Socorro, 4990-655, Labruja, o acto público da hasta pública que tem por objeto a cedência de exploração do espaço “Café / restaurante Senhor do Socorro”, Avenida do Nosso Senhor do Socorro nº 140 da Freguesia de Labruja.
Procedimento do ato público:
1. O ato público terá lugar no edifício do Café/Restaurante do Senhor do Socorro, realizar-se-á pelas 18:00 horas do dia 4 de setembro de 2026 perante um Júri, composto por 3 membros efetivos, um dos quais preside, e dois suplentes, elementos da Confraria do Senhor do Socorro.
2. Só poderão intervir no ato público as pessoas que para o efeito, estiverem devidamente credenciadas e inscritas, bastando para tal, relativamente às pessoas singulares a exibição do respetivo cartão de identificação civil, e no caso de pessoas coletivas, a exibição de certidão do registo comercial atualizada e procuração ou ata a atribuir poderes para representar a sociedade, caso não resulte da certidão do registo comercial.
3. As propostas deverão ser entregues ao presidente do Júri, na abertura da Hasta Pública no dia 4 de setembro de 2026, e na presença dos restantes membros do Júri.


Valor base da renda mensal:
O valor base de renda mensal é de 500,00 € (Quinhentos euros), atualizado anualmente nos termos legais.
Concorrentes:
1.Podem concorrer todos os interessados, entidades individuais ou pessoas coletivas, que preencham as condições técnicas necessárias à prossecução do contrato de cedência para o exercício de atividade de estabelecimento de bebidas e restauração.
2.Os concorrentes não podem ter dividas á Autoridade Tributária, nem á Segurança Social.
3.Os concorrentes têm de manifestar o interesse de participar no ato através de inscrição prévia junto da Confraria, utilizando para o efeito os seguintes contatos: 966487017 e 969997193, até às 12:00horas do dia 4 de setembro de 2026.
Prazo de cedência de exploração:
O prazo de cedência de exploração do “Café / restaurante Senhor do Socorro”, sito na Av. Do Nosso Senhor do Socorro, acima melhor identificado, destinado a serviços de restauração, é de 5 (cinco) anos, a partir da data de celebração do contrato.
Critério de Adjudicação:
A adjudicação será efetuada à proposta mais vantajosa.
Adjudicação:
1. No ato público, o Júri adjudica provisoriamente a cedência da exploração ao concorrente que tiver apresentando a melhor e mais vantajosa proposta.
2. Na sequência imediata da hasta pública e no próprio dia da adjudicação, o adjudicatário provisório deve proceder ao pagamento do valor correspondente a uma renda mensal proposta, sob pena da adjudicação provisória ficar sem efeito.
3. A adjudicação definitiva, deliberada em Reunião da Confraria, será aquando da assinatura do contrato.
Celebração do contrato
1. O contrato será celebrado em data e hora a designar pela Confraria, sendo o adjudicatário notificado, com a antecedência mínima de 3 (três) dias úteis.
2. No caso do adjudicatário não comparecer para outorgar o contrato, na data, hora e local fixados para o efeito (salvo prova de que tal ocorreu por motivo que lhe não seja imputável e que seja considerado justificação plausível de ser aceite), ou tendo comparecido, se recuse a assinar o contrato, a adjudicação será considerada sem efeito, revertendo o valor já pago a favor da Confraria do Senhor do Socorro.
3. Até ao dia anterior ao da celebração do contrato, o adjudicatário prestará a caução prevista no contrato e entregará certidão comprovativa da situação tributária (Finanças) e contributiva (Segurança Social) regularizadas, caso contrário a adjudicação será considerada sem efeito, revertendo o valor já pago a Confraria do Senhor do Socorro.
4. Os concorrentes inscritos para a Hasta Pública podem ter acesso ao contrato de exploração através de pedido prévio a confraria.
As visitas ao local “Café / restaurante Senhor do Socorro”, realizar-se-ão nos 5 (cinco) dias úteis seguintes à publicação do presente edital, devendo para o efeito ser agendada marcação junto da confraria, nomeadamente, através dos contactos telefónicos (966487017 e 969997193).
Para constar e para conhecimento geral se mandou passar este edital e outros de igual teor que vão ser afixados nos lugares de estilo e publicitados no Facebook da confraria.
Labruja, 4 de setembro de 2026
O Presidente da Confraria,
Padre Ricardo Correia

20/08/2026

No passado domingo, celebrámos a festa em honra do Nosso Senhor dos Emigrantes, do Senhor do Socorro!

Foi um dia marcado pela celebração da Santa Missa e pelo nosso tradicional almoço, preparado para toda a comunidade, em especial para os nossos emigrantes, que nesta época regressam às suas terras e às suas gentes.

Agradecemos a todas as pessoas que se juntaram a nós, a todos os que nos ajudaram e contribuíram para que este momento fosse possível e, sobretudo, a todos os que fizeram deste dia uma verdadeira celebração de comunidade.

Que esta tradição continue a unir-nos, ano após ano, e que o Senhor do Socorro continue a acompanhar e proteger todos os que partem e todos os que regressam!

Para informar que já está esgotado o Almoço!!!! Obrigado a todos
29/07/2026

Para informar que já está esgotado o Almoço!!!! Obrigado a todos

09/07/2026
07/07/2026
07/07/2026
A Confraria do Senhor do Socorro deseja votos de uma Santa Páscoa 2026!
05/04/2026

A Confraria do Senhor do Socorro deseja votos de uma Santa Páscoa 2026!

Endereço

Rua Avenida Senhor Do Socorro
Ponte Do Lima
4990-655

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