Madeira Sanctuary

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Algo que deveria ser no mundo inteiro!
09/10/2026

Algo que deveria ser no mundo inteiro!

A terra onde nasci é belíssima!Ponta do Sol
09/10/2026

A terra onde nasci é belíssima!
Ponta do Sol

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A saber...
08/10/2026

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Ponta do Sol!

08/10/2026

A terra que me viu crescer!
Câmara de Lobos!
Para sempre no coração!

Jornalista com alma e coração!Tânia Laranjo! Elia Maria Jesus
27/09/2026

Jornalista com alma e coração!
Tânia Laranjo!
Elia Maria Jesus

Gosto muito da Tânia Laranjo. Não gosto é dos merdas. Um merdas é alguém que acha que sabe tudo, que julga tudo, que é mais inteligente do que todos, mais sábio do que todos, mais culto do que todos, que acha que pode decidir o que é bom ou mau, e, mais bizarro ainda, quem é bom ou mau. A Tânia Laranjo é o contrário dos merdas. Deve ser por isso que os merdas não parecem gostar muito dela. Acho que isso é mais uma medalha do que um problema. O jornalismo tem de se deixar de um elitismo bacoco. O jornalista tem de ser um intelectual, tem de interpretar, selecionar, avaliar, a informação que lhe chega; tem, mais ainda, de ser uma pessoa. Tem de andar no terreno, tem de sentir o espaço, tem de ser observador da história, e não apenas o narrador. O jornalismo é tão bonito quando há jornalistas como a Tânia. Sente, cai, existe, é, levanta-se, procura, pergunta, erra, acerta, volta a tentar, pede desculpa, é de carne, de osso, da mesma massa que se faz a vida. O jornalismo precisa de mais vida: de se ligar à veia e deixar o cadeirão de superioridade. Quem se coloca acima dos outros não têm ângulo de visão para saber o que vêem os outros. A Tânia Laranjo é admirável até na maneira como olha para si: na forma como ri de si, de tudo o que dizem de si, dos memes, das piadas, dos risos. Eu demorei anos a aprender a rir-me de mim, do que encontram em mim. Não é fácil. Temos demasiado ego em nós. Rir de nós é um processo profundo. Quem ri de si mesmo emociona-me. A grandeza vem dessa capacidade de levar muito a sério tudo o que fazemos e ao mesmo tempo não nos levarmos muito a sério. Somos todos ridículos e milagrosos, patéticos e espantosos. O jornalismo precisa de mais Tânias Laranjo, que não sejam autómatos gélidos de um qualquer livro de regras. As regras existem para vivermos todos melhor, só isso. O jornalismo precisa de mais corajosos que chorem com quem acabou de perder a casa, que se abracem a quem de repente não sabe o que vai ser a sua vida, que se atirem para o meio de um temporal para sentir e não só para saber, que se entreguem às histórias que contam dos outros como se fossem as suas próprias histórias. No final, são mesmo.

Endereço

Ponta Do Sol
9360-559

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