Maria da Feira, fruto de um pequeno anúncio publicado numa revista de Clássicos, não podiam imaginar que estavam a dar os primeiros passos para a criação de um clube que viria a tornar-se no maior clube de automóveis mono-marca de Portugal. Nesse primeiro encontro ficou logo decidido avançar para a criação de um clube e ficou alinhavada uma Comissão Instaladora para dar os primeiros passos. Em Jan
eiro de 1998 volta a acontecer novo encontro, desta vez em Braga e já com a comparência de mais de cinquenta Minis a serem orgulhosamente exibidos pelos seus proprietários. Em Abril de 1998 voltam a reunir-se em Coimbra, em Maio vão até Leiria, e em Outubro do mesmo ano foi a vez de Lisboa, onde seriam eleitos os Órgãos Sociais que sucederam à Comissão Instaladora numa altura em que o Clube contava já com 120 associados. Para trás tinham ficado a divulgação de um projecto em torno do Mini, a elaboração dos Estatutos e a Escritura Pública que dava existência legal ao Clube Mini de Portugal (Diário da República nº139/98 de 19 de Junho).·
Estava em curso um movimento significativo em torno do Mini que para alguns era o reacender de antigas paixões, enquanto para outros era um projecto simpático, que envolvia um carro simpático, recheado de ingredientes capazes de despertar novas emoções motorizadas (que, inevitavelmente, viriam também a tornar-se numa paixão). O CMP tinha conseguido mobilizar as atenções em torno do pequeno carro e talvez seja dos poucos casos associativos em que os acontecimentos excederam largamente as expectativas. Cresceu em ritmo acelerado (o último cartão de sócio emitido tem o número 3042), e continua em frente. Já realizou concentrações e passeios em inúmeros locais: Loures, Pinheiro da Bemposta, Guimarães, Trofa, Golegã, Beja/Monsaraz, Serra da Estrela, Cascais/Estoril, Paços de Ferreira, Viana do Castelo, Aveiro, Castelo de Vide/Marvão/Espanha, Moita, Bombarral, Braga, dando a conhecer ao país a enorme paixão que gira em torno do Mini e a forma como é acarinhado por gente de todas as idades. Tem associados de todo o lado, do Minho ao Algarve, Açores e Madeira, e recentemente assinou um protocolo de cooperação com o Clube Mini da Madeira. Apesar do Mini ser um icon dos anos sessenta, ninguém tem dúvidas de que continua bem vivo e de que o Clube Mini de Portugal muito tem contribuído para