27/08/2026
As Crianças Também Têm Medo!
Delegação da Cruz Vermelha da Póvoa de Varzim
Quando a violência acontece em casa, a criança não assiste apenas. Ela vive a violência.
Vive o medo, a ansiedade, a insegurança e um estado permanente de alerta. Mesmo quando não é diretamente agredida, pode carregar marcas profundas no seu desenvolvimento emocional, na aprendizagem e na forma como se relaciona com os outros.
Nem sempre o sofrimento é evidente. Há crianças inquietas, desafiadoras ou agressivas. Outras tornam-se silenciosas e isoladas. E há ainda aquelas que se refugiam nos estudos e se tornam excelentes alunos, encontrando na escola um espaço de segurança e uma forma de se afastarem, ainda que por momentos, da realidade que vivem em casa. O bom desempenho escolar não significa, por isso, ausência de sofrimento.
Antes de perguntarmos o que se passa com esta criança, talvez devamos perguntar:
O que estará esta criança a viver?
Sente-se segura?
É feliz?
Reconhecer os sinais, escutar e intervir precocemente pode mudar o percurso de uma vida.
A violência doméstica é um crime público. Denunciar não é intrometer-se. É proteger.
Nenhuma criança deve crescer com medo dentro da sua própria casa.