17/06/2026
Conceição Calhau esteve no Rotary Club de Oliveira de Azeméis, a 27 de Maio, com o tema "Engolir Sapos Engorda", título do seu mais recente livro.
“(…)eu desconstruo o complicado, tenho a linguagem simplificada para as pessoas poderem acompanhar, e eu senti sempre na minha carreira que era o meu dever devolver à sociedade um investimento(…)” começou por dizer a autora em relação ao título do livro – e da conversa.
“Engolir sapos, engorda. Qual é que é o desafio? do ponto de vista da ciência, é que nós falamos muito de stress, cada vez causamos mais e mais stress, o que é que é o stress? É preparar uma resposta do organismo - nós até sentimos assim o calor, sentimos qualquer coisa a acontecer, porque há uma preparação para a luta e para a fuga -, o que significa que está em ataque, em alerta e, portanto, há algumas pessoas que dizem, eu até vou dar uma volta e vou arejar, mas há outras que são aquelas que são esponja, são aquelas que ninguém dá conta, e essas, de facto, engolem as emoções, e então, como o organismo se prepara para a luta e para a fuga, o açúcar sobe e não é gasto, transformando-se em gordura”, simplificou Conceição Calhau
A cientista falou da obesidade e da forma como, infelizmente, a doença tem vindo a ser tratada, como se o doente fosse culpado do seu estado.
A ingestão de água, como fonte de vida e de alimento, por ser rica em minerais e o corpo humano ter falta desses minerais, é fundamental, começou por dizer. Mas, em tom de alerta, disse que a ingestão de shots de gengibre, curcuma e pimenta preta, não devem ser uma panaceia para, depois, se ingerir grandes quantidades de açúcar ou gordura.
Sublinhou que o prazer durante as refeições é importante mas, mais importante do que isso, é a diversidade de alimentos ingeridos “um prato em Portugal tem arroz, batata e um bocadinho de alface, mas faltam leguminosas, hortaliças”. Referiu, também, a importância da alimentação nas cantinas escolares e a necessidade que existe em se cumprirem as regras que estão há muito estabelecidas. Ainda na parte de políticas públicas, reforçou a necessidade de se avaliarem as quantidades mínimas diárias da ingestão de determinados alimentos, porque muitas das tabela foram pensadas em 1941, em plena Segunda Guerra Mundial.
O público ficou, ainda, a saber que a história infantil favorita da investigadora é “Os três porquinhos”, porque tudo na vida tem que ser feito com solidez suficiente para perdurar no tempo.
Fotos: Kim Ramalho