25/09/2026
Hoje, na Assembleia da República, falámos de Reinserção Social
Hoje tivemos a oportunidade de estar na Assembleia da República, a convite do P*P, para participar na reunião pública “A Reinserção Social em contexto prisional”, levando a experiência e a voz d’O Companheiro para a discussão sobre o presente e o futuro das políticas de reinserção social.
Foi um momento importante para reafirmar uma convicção que orienta o nosso trabalho: a reinserção social exige investimento, continuidade, profissionais especializados e políticas públicas centradas na pessoa e na sua capacidade de reconstruir o seu projeto de vida.
Na nossa intervenção, destacámos três dimensões fundamentais:
🔹 A valorização e especialização dos recursos humanos que trabalham na área da reinserção. A complexidade dos percursos de vida exige profissionais qualificados, especializados e com condições para desenvolver uma intervenção consistente e continuada.
🔹 A necessidade de políticas públicas de Justiça mais focadas na reinserção social, criando condições para que a passagem pelo sistema prisional possa constituir uma oportunidade efetiva de mudança e não apenas uma resposta à infração cometida.
🔹 A importância das respostas em meio livre, onde a reinserção efetivamente ganha expressão no quotidiano. O Companheiro dispõe atualmente de 29 camas em Lisboa e 15 no Algarve, assegurando respostas residenciais dirigidas a pessoas que necessitam de apoio no processo de transição para uma vida autónoma.
Mas reinserção não é apenas ter um lugar para viver. É também atividade ocupacional, acompanhamento psicossocial, capacitação, desenvolvimento de competências, promoção da saúde mental, formação, autonomia e reconstrução de projetos de vida.
Neste contexto, partilhámos ainda o exemplo do nosso mais recente programa psicoeducativo, “Capacitar para a Saúde Mental”, enquanto experiência que procura levar a promoção da saúde mental e a aquisição de competências para os processos de reinserção. Um exemplo que, ainda que numa microescala, demonstra a importância de investir em respostas estruturadas, próximas das pessoas e orientadas para a mudança.
Porque acreditamos que a reinserção começa muito antes da saída e continua muito depois dela.
Reinserir não é apenas abrir uma porta. É criar condições para que a pessoa consiga atravessá-la e construir um caminho diferente.
Agradecemos o convite e a oportunidade de levar a experiência d’O Companheiro a um espaço tão importante de reflexão sobre as políticas públicas de Justiça e Reinserção Social.
39 anos a semear e devolver sorrisos