MIAR Movimento de Intervenção em Animais de Rua. Ass. de proteção animal, com sede em Oeiras.

🎉✋ 𝐄𝐗𝐂𝐄𝐋𝐄𝐍𝐓𝐄 𝐍𝐎𝐓𝐈́𝐂𝐈𝐀! 🖐🎉Hoje partilhamos convosco uma vitória que não é da MIAR.É uma vitória de TODOS.De todos os que ...
07/06/2026

🎉✋ 𝐄𝐗𝐂𝐄𝐋𝐄𝐍𝐓𝐄 𝐍𝐎𝐓𝐈́𝐂𝐈𝐀! 🖐🎉

Hoje partilhamos convosco uma vitória que não é da MIAR.
É uma vitória de TODOS.
De todos os que não f**aram indiferentes.

De todos os que compreenderam que a dignidade humana não pode f**ar dependente da sorte.

De todos os que partilharam, comentaram, enviaram emails, fizeram telefonemas, pressionaram quem tinha responsabilidades e recusaram aceitar que esta situação fosse normal.

De todos os que escolheram agir em vez de virar a cara.

A TODOS, a nossa mais profunda gratidão.

Se dúvidas houvesse, f**aram definitivamente dissipadas: a união faz mesmo a força.

Depois de três longos meses a viverem dentro de um carro, acompanhados pelos seus animais, o casal a quem temos dado voz, vai finalmente poder descansar.

A Câmara Municipal de Oeiras atribuiu uma habitação social ao casal.

Chega assim ao fim um período tortuoso de incerteza e resistência.

Foram três meses de noites passadas sentados dentro de um automóvel.

Três meses de desespero, exaustão e desgaste emocional.

𝐓𝐫𝐞̂𝐬 𝐦𝐞𝐬𝐞𝐬 𝐞𝐦 𝐪𝐮𝐞 𝐮𝐦𝐚 𝐟𝐚𝐦𝐢́𝐥𝐢𝐚 𝐬𝐞 𝐫𝐞𝐜𝐮𝐬𝐨𝐮 𝐚 𝐟𝐚𝐳𝐞𝐫 𝐚𝐪𝐮𝐢𝐥𝐨 𝐪𝐮𝐞 𝐭𝐚𝐧𝐭𝐨𝐬 𝐥𝐡𝐞 𝐞𝐱𝐢𝐠𝐢𝐫𝐚𝐦: 𝐚𝐛𝐚𝐧𝐝𝐨𝐧𝐚𝐫 𝐨𝐬 𝐬𝐞𝐮𝐬 𝐚𝐧𝐢𝐦𝐚𝐢𝐬 𝐩𝐚𝐫𝐚 𝐭𝐞𝐫 𝐚𝐜𝐞𝐬𝐬𝐨 𝐚 𝐮𝐦𝐚 𝐫𝐞𝐬𝐩𝐨𝐬𝐭𝐚.

Não o fizeram.

Mantiveram-se juntos e firmes.
Uma família que nunca aceitou ser desmembrada.

Queremos deixar também um agradecimento especial à equipa da Ação Social da Câmara Municipal de Oeiras.

Agradecemos, de 💕, a quem foi determinante neste desfecho: à Exma. Senhora Vereadora Dra. Teresa Bacelar e à sua equipa, em particular à Dra. Ivone Afonso e à Dra. Ana Vieira.

Pelo empenho, pelo humanismo e pela disponibilidade que sempre demonstraram. Enquanto fazíamos contacto atrás de contacto, enquanto insistíamos, questionávamos e procurávamos alternativas, nunca se escusaram a ouvir-nos. Nunca fecharam a porta ao diálogo. E isso merece ser reconhecido.

Nem sempre estivemos de acordo. Nem sempre o caminho foi fácil. Mas a verdade é que, nos momentos decisivos, estiveram presentes e contribuíram para que esta família pudesse finalmente recuperar aquilo que nunca deveria ter perdido: um lar.

✌🏅𝐄𝐬𝐭𝐚 𝐯𝐢𝐭𝐨́𝐫𝐢𝐚 𝐩𝐞𝐫𝐭𝐞𝐧𝐜𝐞 𝐚𝐨 𝐜𝐚𝐬𝐚𝐥. mas pertence também a todos os que acreditaram que era possível fazer melhor.

Hoje celebramos.

Amanhã continuaremos a luta para que os serviços sociais nunca, mas nunca, ostracizem famílias compostas por humanos e animais.

Mas hoje, permitam-nos apenas dizer:

𝐕𝐚𝐥𝐞𝐮 𝐚 𝐩𝐞𝐧𝐚 𝐧𝐚̃𝐨 𝐝𝐞𝐬𝐢𝐬𝐭𝐢𝐫.

Há gatos que precisam de uma casa. Há outros que precisam de respeito pelo território.Apesar de já termos escrito profus...
07/06/2026

Há gatos que precisam de uma casa. Há outros que precisam de respeito pelo território.

Apesar de já termos escrito profusamente sobre colónias CED, sobre gatos territorializados e sobre o trabalho invisível e desgastante dos seus cuidadores, de vez em quando continuam a aparecer pessoas que acham que proteger animais signif**a retirar todos os gatos de colónia da rua, numa obsessão quase doentia em “apanhar” tudo o que tenha quatro patas.

Mas a realidade não é uma fantasia simplista de salvação absoluta.

Nem todos os gatos de colónia são verdadeiramente assilvestrados. Muitos são apenas cautelosos, desconfiados e hipervigilantes porque cresceram num ambiente em que tiveram de aprender a sobreviver. Isso não signif**a automaticamente que estejam preparados para viver fechados numa casa, num quarto, numa jaula ou num abrigo sobrelotado.

E, sobretudo: não existem casas para todos os gatos.

Os adotantes ideais não são infinitos, os recursos não são ilimitados e as FATs também não são solução garantida. E as adoções comportam os seus próprios riscos.

Porque retirar um animal de um território que conhece, onde está estabilizado e acompanhado, para depois acabar negligenciado, devolvido, perdido numa fuga, abandonado novamente ou a viver anos fechado num espaço exíguo, não é necessariamente salvá-lo. Muitas vezes é apenas uma forma de afastar da vista o que incomoda, independentemente de o animal precisar ou não de ser retirado dali.

E sim: há animais em colónias muito mais bem tratados do que certos gatos “com casa”.

Há gatos esterilizados, alimentados diariamente, observados e acompanhados durante anos por cuidadores que conhecem os seus hábitos, que percebem rapidamente quando algo está mal e que intervêm sempre que necessário.

E depois há gatos “domésticos” fechados em varandas, ignorados, sem cuidados veterinários, sem estímulo, obesos, negligenciados ou tratados como meros objetos decorativos.

Ter paredes não garante dignidade. Tal como viver na rua não signif**a automaticamente abandono absoluto, quando existe acompanhamento sério e contínuo.

Ninguém sério romantiza colónias. Quem trabalha verdadeiramente no terreno sabe demasiado bem o peso emocional, físico e financeiro que isso implica. Sabe o que é fazer a alimentação todos os dias, esterilizar, observar feridas, procurar desaparecidos, enfrentar queixas, atropelamentos, doenças e mortes.

Mas também sabe outra coisa: a obsessão em “tirar tudo da rua” de forma indiscriminada acaba muitas vezes por prejudicar precisamente os animais que precisam desesperadamente de uma casa, de tratamento intensivo ou de acompanhamento permanente. Porque os recursos gastos a retirar compulsivamente gatos estabilizados do território são recursos que deixam de existir para os casos verdadeiramente urgentes e sem qualquer alternativa.

O mais preocupante é haver pessoas tão fechadas nesta ideia fixa que já não conseguem compreender o que lhes é explicado vezes sem conta. Explica-se repetidamente que os animais não são todos iguais e continuam a repetir exatamente a mesma coisa, incapazes de perceber que diferentes animais exigem respostas diferentes.

E isso não é apenas irritante. É perigoso.

Porque é precisamente assim que muitos animais acabam retirados de contextos estabilizados para serem colocados em situações pouco dignas: abrigos sobrelotados, quartos saturados, jaulas durante anos, ambientes altamente stressantes ou adoções irrefletidas, feitas apenas para satisfazer a obsessão humana de “resgatar”.

Proteger animais não é projetar obsessões pessoais sobre eles, nem transformar todos os gatos em versões daquilo que gostaríamos que fossem.

É olhar para cada animal como um indivíduo e perceber, com honestidade e responsabilidade, qual é, realmente, a vida mais estável e digna para ele.

👑De Adolfo a D. Dolfini: a ascensão de um aristocrataHá recuperações que se revelam em pequenos gestos aparentemente ban...
06/06/2026

👑De Adolfo a D. Dolfini: a ascensão de um aristocrata

Há recuperações que se revelam em pequenos gestos aparentemente banais, mas que dizem tudo sobre um animal que voltou a sentir vontade de estar vivo.

Hoje recebemos uma mensagem da FAT do Adolfo que nos deixou em êxtase. Quando acordou, foi diretamente até ao local onde costuma estar a comida húmida, olhou para o pote vazio, bateu com a pata e miou, indignado com aquela falha absolutamente inadmissível no serviço de restauração.

E emocionámo-nos.

Porque este é o mesmo gato que, há poucas semanas, parecia ter desistido da vida.

O Adolfo perdeu os tutores, perdeu a casa, perdeu o Mickey, perdeu as rotinas, os cheiros, os sons, os lugares onde dormia e todas as referências afetivas que davam sentido ao mundo dele. Houve momentos em que o mais assustador não era sequer a falta de apetite. Era aquela ausência de vontade. A apatia de um gato que parecia já não esperar nada da vida.

Agora temos um D. Dolfini plenamente instalado no seu papel de aristocrata doméstico, a brincar, a escolher camas estratégicas, a procurar companhia, a dormir ao sol e, pelos vistos, perfeitamente à vontade para apresentar reclamações sempre que o patê não aparece à hora devida.

Como diz a FAT, nem parece ter a idade que tem. Os 11 anos são claramente os novos 5. 😀

Há animais que sobrevivem fisicamente. E há outros que regressam verdadeiramente à vida. O Adolfo está a regressar. E isso deve-se muito ao amor, à paciência e à presença constante da sua FAT, que lhe devolveu o que ele tinha perdido: segurança, conforto, previsibilidade e, acima de tudo, a sensação de voltar a pertencer a um lar. ❤️

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🖤 Hoje fazem 9 semanas desde que o Tommy partiu.Há ruas que nunca mais voltam a ser iguais. O Tommy fazia parte daquele ...
06/06/2026

🖤 Hoje fazem 9 semanas desde que o Tommy partiu.

Há ruas que nunca mais voltam a ser iguais. O Tommy fazia parte daquele espaço e da rotina construída, ao longo de anos, entre a cuidadora e os gatos daquela colónia. Não era um detalhe da paisagem nem um incómodo urbano. Era uma presença viva, conhecida, esperada.

A colónia acabou naquele sítio. O Tommy morreu, a Patanisca foi resgatada, e os cabotinos urbanos podem finalmente descansar na sua ilusão de ordem urbana perfeita, tão perturbada pela existência de um gato esterilizado a comer discretamente numa esquina, mas estranhamente tolerante a cães de raça sem trela, dejetos espalhados pelos passeios e urina em fachadas.

Porque nunca foi sobre higiene nem sobre civismo. Foi sobre decidir o que merece existir à frente dos seus olhos e o que deve desaparecer para que a paisagem corresponda à sua ideia bacoca de conforto.

O Tommy não tinha pedigree, não valorizava socialmente ninguém, não era símbolo de estatuto nem acessório de Instagram. Era apenas um gato de rua. Um gato verdadeiro. E isso basta para que certas pessoas achem que a sua existência é negociável.

Quem cuidou dele sabe o que desapareceu dali. A cuidadora continua a olhar automaticamente para o sítio onde ele costumava estar, continua a haver aquele instante em que ainda se espera vê-lo aparecer.

Talvez seja isso o luto: continuarmos a encontrar a ausência de alguém nos lugares onde durante anos encontrámos a sua presença. Há dias em que isso pesa mais do que outros. Hoje é um desses dias.

O Tommy partiu. E aquela rua ficou inevitavelmente mais pobre sem ele. 🖤

🖐️🔍ALECRIM, PROCURA VAGA EM RESIDÊNCIA DE GATOS IDOSOS✋🔎O ALECRIM é um senhor gato de idade avançada. Procura alojamento...
05/06/2026

🖐️🔍ALECRIM, PROCURA VAGA EM RESIDÊNCIA DE GATOS IDOSOS✋🔎

O ALECRIM é um senhor gato de idade avançada. Procura alojamento permanente em residência de qualidade, com vista para uma janela soalheira e uma equipa técnica especializada em respeitar gatos de feitio vincado.

O ALECRIM chegou-nos num estado absolutamente miserável, nem castrado estava. Magro, debilitado, envelhecido, o ALECRIM traz no corpo as marcas de uma vida de negligência, mas isso acabou, não o resgatámos para o devolver à rua. Já basta de sobreviver.

Por isso, o ALECRIM encontra-se atualmente à procura de vaga numa residência para gatos idosos com os seguintes requisitos mínimos:

👉 Serviço de alimentação húmida, pelo menos duas vezes por dia.
👉Camas fofas e confortáveis, porque os ossinhos já cumpriram demasiados anos de serviço a dormir em pedras, terra e cimento.
👉 Ração seca de qualidade. Não é particularmente exigente. A fome ensina uma certa humildade gastronómica.
👉 Programa regular de terapias ocupacionais, incluindo fios que voam sem explicação aparente, ratinhos com catnip, bolinhas saltitonas e outras atividades adequadas à terceira idade felina.
👉 Casa de banho privativa ou, pelo menos, instalações sanitárias onde não seja sujeito a episódios de bullying por residentes mais jovens e excessivamente entusiastas.
👉 Equipa humana com disponibilidade para conversas sem conteúdo relevante, prática que o ALECRIM aprecia bastante.

Importa esclarecer que o ALECRIM não é propriamente "extremamente sociável".
Gosta do seu espaço. Gosta de observar tudo à distância e aprecia oferecer, de forma ocasional, algumas bufadelas rezingonas a quem considere excessivamente otimista ou invasivo.

A equipa técnica não deve, por isso, criar expectativas irrealistas relativamente a demonstrações públicas de afeto.

É um idoso respeitável que passou demasiados anos a desenrascar-se sozinho e que considera a independência uma qualidade de caráter.

Em troca do alojamento, o ALECRIM oferece:

• Gratidão.

Se tem uma vaga disponível na sua residência para gatos idosos, o ALECRIM gostaria muito de analisar a sua candidatura.
Contacte: [email protected]

🔍𝐂𝐎𝐍𝐓𝐑𝐀𝐓𝐀𝐂̧𝐀̃𝐎 𝐃𝐄 𝐀𝐃𝐎𝐓𝐀𝐍𝐓𝐄🔎𝐀 𝐂𝐄𝐋𝐄𝐒𝐓𝐄 𝐞𝐬𝐭𝐚́ 𝐚 𝐫𝐞𝐜𝐫𝐮𝐭𝐚𝐫 𝐮𝐦 𝐚𝐝𝐨𝐭𝐚𝐧𝐭𝐞.👉Funções:• Distribuição diária de festas.• Disponibili...
03/06/2026

🔍𝐂𝐎𝐍𝐓𝐑𝐀𝐓𝐀𝐂̧𝐀̃𝐎 𝐃𝐄 𝐀𝐃𝐎𝐓𝐀𝐍𝐓𝐄🔎

𝐀 𝐂𝐄𝐋𝐄𝐒𝐓𝐄 𝐞𝐬𝐭𝐚́ 𝐚 𝐫𝐞𝐜𝐫𝐮𝐭𝐚𝐫 𝐮𝐦 𝐚𝐝𝐨𝐭𝐚𝐧𝐭𝐞.

👉Funções:
• Distribuição diária de festas.
• Disponibilidade para partilhar sofá.
• Abertura de cortinas sempre que solicitado para observação da paisagem.
• Reconhecimento formal de que qualquer lugar pode, a qualquer momento, passar a desempenhar funções habitacionais.

👉Requisitos obrigatórios:
• Capacidade de compreender que os gatos não são objetos decorativos.
• Disponibilidade para assumir um compromisso para toda a vida.
• Sentido de responsabilidade.
• Maturidade para perceber que adotar um gato não é um ato de consumo.
• Saber garantir segurança.
• Viver em Oeiras ou concelhos vizinhos.

👉Requisitos preferenciais:
• Saber apreciar a companhia de uma gata meiga.
• Não esperar que a vida funcione exatamente como nos vídeos das redes sociais.
• Ter sentido de humor.
• Ser inteligente.

🎁Benefícios oferecidos:
• Companhia.
• Afeto.
• Alegria.
• A possibilidade de ser escolhido por uma gata extraordinariamente simpática.

🔍A Celeste analisará os currículos com a habitual exigência dos felinos e reserva-se o direito de ignorar solenemente candidatos que não preencham os requisitos mínimos.🔎

Deve enviar a sua candidatura para:
📧[email protected]

ℹ️ADOÇÃOℹ️Não estávamos a contar com mais duas gatinhas, mas sabemos demasiado bem o que signif**a estar fechado numa ja...
02/06/2026

ℹ️ADOÇÃOℹ️

Não estávamos a contar com mais duas gatinhas, mas sabemos demasiado bem o que signif**a estar fechado numa jaula no Centro de Apoio ao Animal de Oeiras quando começam as festas municipais.

Carrosséis, concertos, música aos berros, milhares de pessoas, luzes, ruído constante. Uma experiência que talvez pareça divertida para quem está do lado de fora. Para um gato fechado numa box, é outra coisa. É medo. É stress. É um autêntico apocalipse sensorial.

Por isso fomos buscar as duas gatinhas que ali se encontravam.

Uma delas é a Margarida.

A Margarida é esta pequena panterinha de olhos atentos, que ainda não decidiu se os humanos são uma boa ideia. Aproxima-se devagar, observa primeiro, avalia depois. Não é antipática. É prudente. A vida ensinou-lhe que nem todos os humanos merecem confiança.

Ainda não tem um ano de vida e já teve pessoas a falhar-lhe.

Está esterilizada, vacinada e microchipada.

E agora chegamos à parte curiosa.

Todos os dias aparecem pessoas à procura do gato perfeito.

Querem um gato sociável, mas não demasiado dependente. Brincalhão, mas não destrutivo. Afetuoso, mas sem exageros. Calmo, mas divertido. Independente, mas disponível. Um gato que encaixe na perfeição na vida que já têm.

Raramente vemos alguém fazer a pergunta inversa.

Será que o meu perfil é adequado para este gato?

Será que tenho paciência para respeitar o tempo de um animal tímido?

Será que consigo aceitar que a confiança não se exige, conquista-se?

Será que procuro um ser vivo com personalidade própria ou apenas um objeto emocional feito à medida das minhas expectativas?

A Margarida não procura pessoas perfeitas. Procura pessoas equilibradas. Pessoas que compreendam que os gatos não vêm programados para corresponder aos nossos desejos.

Procura alguém capaz de lhe dar tempo. Tempo para observar. Tempo para confiar. Tempo para perceber que, afinal, nem todos os humanos falham.

☑️Se acredita que tem perfil para a Margarida, e vive em Oeiras ou concelhos vizinhos, envie-nos email para: [email protected]

Ela fará o resto da seleção.

𝐄𝐧𝐭𝐫𝐞 𝐚 𝐟𝐮𝐭𝐢𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐞 𝐨 𝐚𝐛𝐚𝐧𝐝𝐨𝐧𝐨Há cerca de dois anos fomos surpreendidos pela reação a uma publicação que colocámos sobr...
31/05/2026

𝐄𝐧𝐭𝐫𝐞 𝐚 𝐟𝐮𝐭𝐢𝐥𝐢𝐝𝐚𝐝𝐞 𝐞 𝐨 𝐚𝐛𝐚𝐧𝐝𝐨𝐧𝐨

Há cerca de dois anos fomos surpreendidos pela reação a uma publicação que colocámos sobre um gatinho nosso para adoção. Nunca tínhamos visto nada assim.

Comentários, mensagens, pessoas a querer “reservar”, perguntas atrás de perguntas sobre se ainda estava disponível. Tudo isto num ápice.

Mas havia um detalhe curioso no meio daquela enxurrada de interesse: quase ninguém queria realmente saber quem era o Valentim.

Poucos perguntavam pelo feitio, pela energia, pela adaptação, pelo tipo de família que precisaria ou sequer pelo que signif**a viver anos com um gato bebé cheio de intensidade.

O foco estava na aparência.

O Valentim era um gatinho cinzento azulado, exatamente dentro daquele tipo de estética que faz muita gente perder a cabeça. O “gato bonito”. O gato que leva pessoas a pedir “quero um igual ao da foto”.

Só que o Valentim não é uma fotografia.
Tanto se encosta para dormir como, no minuto seguinte, ferra o dente. Ainda ontem a adotante disse que ganha uma dentada nova do Valentim todos os dias. É um gato exigente, intenso, impulsivo e com uma energia que nem toda a gente consegue gerir.

E a pergunta que f**a é: quantos daqueles adotantes entusiasmados o iriam devolver quando percebessem que o gato da fotografia mordia, exigia paciência, dava trabalho e não existia para corresponder à fantasia que tinham criado?

Porque muita gente não procura propriamente um animal. Procura aquele tipo de gato, aquela cor, nada mais.

Depois descobrem que os animais têm personalidade própria, limites, manias, comportamentos difíceis e necessidades.

Enquanto isso, tantos gatos adultos, supostamente comuns, idosos ou menos apelativos (para certas cabecinhas) continuam anos à espera de alguém que os veja para lá da aparência.

O Valentim acabou por mostrar uma realidade desconfortável: há muita gente apaixonada pela ideia de ter um certo tipo de gato, mas muito menos gente preparada para amar o animal. E o problema persiste. Todos os dias vemos publicações com comentários e pedidos deste teor.

🚨 A Frida precisa de ajuda 🚨A Frida foi capturada no âmbito de CED. Mas CED não é apenas capturar, esterilizar e devolve...
29/05/2026

🚨 A Frida precisa de ajuda 🚨

A Frida foi capturada no âmbito de CED. Mas CED não é apenas capturar, esterilizar e devolver. Como fazemos sempre, o estado de cada animal é avaliado com atenção, e foi assim que percebemos que algo não estava bem.

A Frida apresentava diarreia, que entretanto evoluiu para diarreia com sangue. Testou positivo para parvovirose felina.

Felizmente, o hemograma ainda não mostra leucopenia, o que nos dá esperança de termos chegado a tempo. Mas sabemos como esta doença pode mudar em poucas horas.

A Frida vai fazer uma transfusão de plasma, um procedimento com custo elevado, aos quais se juntam exames, medicação e todos os cuidados de que precisará até recuperar.
E a verdade é que ainda não sabemos como a doença vai evoluir.

A panleucopenia é devastadora. Quem lida com ela sabe o medo que provoca e a rapidez com que tudo pode piorar.
Vamos precisar de ajuda para conseguir suportar tudo o que aí vem.

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29/05/2026

O Alecrim continua a recuperar o corpo e, pouco a pouco, também a alma.

Come com vontade, mas o olhar continua atento e desconfiado. Um olhar cansado, de quem aprendeu demasiado cedo que o mundo nem sempre é seguro.

Os animais que vivem na rua carregam marcas difíceis de apagar. Mesmo quando encontram alguma proteção, continuam em alerta. A sobrevivência obriga-os a desconfiar, a antecipar perigos, a viver preparados para fugir ou defender-se.

O Alecrim tem aquele ar frágil que custa mesmo ver. Dá vontade de lhe dar colo e fazê-lo perceber que já não precisa de ter medo. Aos poucos, queremos que descubra isso: que há mãos que cuidam, vozes calmas e sítios onde pode finalmente descansar.

Quando estiver totalmente recuperado, o Alecrim vai precisar de um lar para sempre, um lugar onde possa aprender o que signif**a ser amado sem condições.

Confie na MIAR e ajude-nos a continuar a mudar vidas.

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Apelo inicial para o Alecrim: https://www.facebook.com/share/v/1GQkuM6EHp/?mibextid=wwXIfr

Endereço

Oeiras
2780-200

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