B2E Blue Bioeconomy Colab

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B2E Colab is promoting the creation of highly-skilled jobs that can actively contribute to enhance the economic and social value of new and existing bio-based products and services inspired by the ocean.

"Se vem do mar, é sustentável." Será mesmo? 🌊Durante décadas, o verde tornou-se sinónimo de sustentabilidade, até o gree...
09/10/2026

"Se vem do mar, é sustentável." Será mesmo? 🌊

Durante décadas, o verde tornou-se sinónimo de sustentabilidade, até o greenwashing ser identificado e combatido. Agora que se fala cada vez mais de economia azul, a pergunta impõe-se: vamos repetir o erro com o azul?

Uma atividade ser do mar diz-nos de onde vem, não como se comporta. Para ser sustentável, tem de ser avaliada nas dimensões ambiental, económica, social e de governança, e olhando para toda a cadeia de valor, das matérias-primas ao destino final.

Quando o azul é usado para passar uma imagem de sustentabilidade sem evidências que a sustentem, isso tem nome: bluewashing.

No novo artigo de opinião, a Taynara Franco, Gestora de Inovação & LCA no B2E CoLAB, explica porque é que azul é o ponto de partida e sustentabilidade é aquilo que precisamos de demonstrar.

📖 Lê o artigo completo no link da bio

07/10/2026

🌊 «Se uma embalagem diz "eco", é porque é amiga do ambiente.» Oceano ou engano? 🏷️

No novo episódio de , Daniela Amorim, técnica de Marketing e Comunicação no B2E CoLAB, explica porque é que a resposta é engano e o que mudou nos rótulos desde 27 de setembro.

Spoiler: a palavra "eco" não foi proibida. Mas agora já não basta escrevê-la. 👀

Vê o vídeo e descobre a pergunta que deves fazer da próxima vez que pegares numa embalagem. 🔍

Feitas as contas, 31 de maio foi o dia em que o peixe produzido em Portugal deixou de chegar para o que comemos.O cálcul...
05/10/2026

Feitas as contas, 31 de maio foi o dia em que o peixe produzido em Portugal deixou de chegar para o que comemos.

O cálculo é da Sciaena e da WWF Portugal, com base em dados do INE e do Observatório Europeu do Mercado dos Produtos da Pesca e da Aquacultura (EUMOFA). Na prática, o país produz pouco mais de 40% do peixe que consome. No resto do ano, depende das importações.

Produzir mais peixe cá dentro, com qualidade e de forma sustentável, é um dos grandes desafios da bioeconomia azul, e a aquacultura é uma das respostas. É também aí que o B2E CoLAB trabalha, em projetos de investigação dedicados à aquacultura.

Uma dica: no peixe fresco e congelado, a etiqueta indica a zona onde foi capturado e se foi pescado ou criado em aquacultura. Vale a pena espreitar.

É verde, é minúscula e cresce em água parada. Também é uma das fontes de proteína mais concentradas que existem.O INNOEC...
28/09/2026

É verde, é minúscula e cresce em água parada. Também é uma das fontes de proteína mais concentradas que existem.

O INNOECOFOOD é um projeto europeu que está a criar ecohubs em seis países africanos, centros que produzem alimento e ensinam as comunidades locais a produzi-lo. Ao B2E CoLAB coube a componente audiovisual, ou seja, a produção de vídeos educativos para mostrar o gesto certo, à velocidade certa, para quem vai ter de o repetir sozinho.

A spirulina é uma microalga que se cultiva em tanques, se colhe com frequência e se seca ao sol. Não precisa de solo fértil, o que faz diferença em regiões onde a agricultura tradicional dá luta. Filmámos este episódio na quinta Kugawana, em Mumias, no oeste do Quénia, onde a produção já é uma rotina diária.

Um obrigado à The Nasio Trust, que nos abriu as portas e nos deu tempo, experiência e contexto para filmar.

📍 Mumias, oeste do Quénia
🎥 Vídeos de formação INNOECOFOOD, produzidos pelo B2E CoLAB
🇪🇺 Projeto financiado pela União Europeia, no âmbito do Horizonte Europa

25/09/2026

🌊 «A aquacultura vai substituir a pesca.» Oceano ou engano? 🐟

No novo episódio de , Rita Ribeiro, gestora de Inovação e Projetos no B2E CoLAB, explica porque é que a resposta é engano.

A aquacultura cresceu muito nas últimas décadas. Segundo o relatório SOFIA 2026 da FAO, já é responsável por 53% da produção mundial de animais aquáticos. Mas crescer não é o mesmo que substituir. A pesca continua a ser essencial para muitas comunidades costeiras e para muitas espécies que não se cultivam. E as duas atividades estão mais ligadas do que parece: parte da aquacultura ainda depende de rações feitas com farinha e óleo de peixe, que vêm da pesca.

A aquacultura pode ajudar a garantir mais alimento e a aliviar a pressão sobre alguns recursos selvagens, desde que seja bem feita. Por isso, a questão não é escolher entre pesca ou aquacultura. É garantir uma pesca bem gerida e uma aquacultura sustentável.

O futuro não é escolher entre as duas. É saber combiná-las. Isso também é economia azul.

Todos os verões há zonas do país onde a apanha de bivalves fecha. Porquê?Os bivalves – amêijoa, mexilhão, berbigão, ostr...
23/09/2026

Todos os verões há zonas do país onde a apanha de bivalves fecha. Porquê?

Os bivalves – amêijoa, mexilhão, berbigão, ostra – alimentam-se filtrando água. É assim que retiram do meio as partículas de que se alimentam. Só que, quando há proliferação de microalgas que produzem biotoxinas, também as filtram e acumulam nos seus tecidos.

O bivalve não é afetado, mas quem o consome pode ser.

E há um detalhe que muita gente desconhece: estas biotoxinas não são destruídas pela cozedura. Cozer, grelhar ou fritar não elimina o problema.

É por isso que existe um sistema de vigilância. O IPMA monitoriza regularmente as zonas de produção de bivalves em Portugal e pesquisa três grupos de biotoxinas: as que provocam intoxicações amnésicas, diarreicas e paralisantes. Quando os valores ultrapassam os limites legais, a apanha e a comercialização são interditas naquela zona, e a interdição aplica-se a todos: apanhadores profissionais, apanhadores recreativos e público em geral.

Quando compras bivalves num circuito legal, estás protegido por esta cadeia de controlo. O risco existe sobretudo na apanha por conta própria, em zonas fechadas.

A bioeconomia azul não é só produzir a partir do mar. É garantir que o que sai dele é seguro e essa garantia faz-se com ciência, análise laboratorial e monitorização contínua.

Antes de apanhares bivalves, verificas sempre se a zona está aberta? 👇

Como se constrói a confiança entre a aquacultura e as comunidades que dela dependem? 🌊Foi esta a questão que esteve no c...
21/09/2026

Como se constrói a confiança entre a aquacultura e as comunidades que dela dependem? 🌊

Foi esta a questão que esteve no centro do recente encontro da EATiP, onde a Taynara Franco, da área de Inovação & LCA, representou o B2E CoLAB em dois dias dedicados ao futuro sustentável da aquacultura europeia.

Em destaque esteve o conceito de Licença Social para Operar: a confiança, aceitação e legitimidade que uma atividade conquista junto das comunidades e stakeholders com quem interage. Num setor tão estratégico para a bioeconomia azul, este é um fator essencial para garantir um crescimento sustentável e responsável.

Workshops, visitas técnicas e momentos de partilha entre diferentes parceiros permitiram reforçar a colaboração e alinhar prioridades para a inovação no setor, sempre com o objetivo de aproximar a aquacultura da sociedade.

No B2E CoLAB, acreditamos que uma bioeconomia azul mais forte se constrói através do diálogo, da colaboração e da criação de valor partilhado entre ciência, indústria e comunidades. 💙

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Quando se fala em aquecimento global, pensa-se no ar. Na verdade, mais de 90% do calor excedentário retido no sistema cl...
16/09/2026

Quando se fala em aquecimento global, pensa-se no ar. Na verdade, mais de 90% do calor excedentário retido no sistema climático foi absorvido pelo oceano e o ritmo desse aquecimento mais do que duplicou desde 1993.

As consequências não são abstratas. Água mais quente retém menos oxigénio, altera a distribuição das espécies e favorece a proliferação de microalgas nocivas, a principal causa das interdições à apanha de bivalves em Portugal. Em aquacultura, significa animais sob maior stress e ciclos de produção menos previsíveis.

Para a bioeconomia azul, a temperatura da água não é um tema ambiental. É uma variável de produção: determina onde estão os recursos, em que quantidade, e o que se consegue fazer com eles.

Estudar estas mudanças e ajudar o setor a adaptar-se a elas é parte do trabalho da bioeconomia azul, mas também é responsabilidade de tudo o que se faz em terra. O aquecimento do oceano não nasce no mar. Lembra-te disso.

O que produzimos hoje no mar vai poder continuar a produzir-se daqui a 20 anos? 👇

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4450-718

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