16/10/2025
🚨 𝗠𝘂𝗱𝗮𝗿𝗮𝗺 𝗮 𝗳𝗲𝗰𝗵𝗮𝗱𝘂𝗿𝗮. 𝗡𝗮̃𝗼 𝗮𝗽𝗮𝗴𝗮𝗺 𝗮 𝗵𝗶𝘀𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗮. 🚨
Na terça-feira, 7 de outubro, a Zona Franca foi despejada — à força, contra a nossa vontade — depois de doze anos a construir um espaço livre, solidário e vivo no coração dos Anjos. Porque a Zona Franca nunca foi só um lugar: foi uma ideia de cidade.
𝗘 𝗮𝘀 𝗶𝗱𝗲𝗶𝗮𝘀, 𝗰𝗼𝗺𝗼 𝗮𝘀 𝗵𝗶𝘀𝘁𝗼́𝗿𝗶𝗮𝘀, 𝗻𝗮̃𝗼 𝘀𝗲 𝗮𝗽𝗮𝗴𝗮𝗺.
Apesar de muitas dificuldades — financeiras e não só —, a associação que dinamizava o número 42 da Rua de Moçambique, onde se realizaram concertos, DJ sets, exposições, ciclos de cinema, debates, open mics, jam sessions e uma cantina social a preços acessíveis, viu a sua fechadura ser mudada por um agente de execução.
O contrato de arrendamento terminou no final do ano passado. A senhoria, que herdou o prédio da mãe e, ao contrário desta, não via o espaço como um bem a partilhar com a comunidade, mas como uma fonte de lucro, informou-nos de que não pretendia renovar o contrato.
Tentámos negociar: oferecemos o dobro da renda — 1.500 € — e comprometemo-nos a realizar obras de melhoramento no espaço, por nossa conta. Mas as nossas condições foram recusadas.
Ficou claro que, se para a mãe da atual proprietária o espaço não era um negócio, para a filha passou a ser.
Sem alternativas no mercado imobiliário e perante a falta de vontade da Câmara Municipal de Lisboa em disponibilizar património público desaproveitado a organizações sem fins lucrativos, decidimos resistir: não entregar as chaves, 𝗰𝗼𝗻𝘁𝗶𝗻𝘂𝗮𝗿 𝗮 𝗽𝗮𝗴𝗮𝗿 𝗿𝗲𝗻𝗱𝗮 e manter vivo o nosso projeto por mais algum tempo — até que o processo legal chegasse ao fim.
Esse momento chegou agora. *continua nos comentários*