14/06/2026
Jesus detém o Seu olhar sobre a multidão e vê mais do que rostos, mais do que necessidades exteriores. Vê corações cansados, almas sedentas de sentido, vidas que caminham sem rumo. E, diante dessa realidade, não julga nem condena: enche-Se de compaixão. A compaixão de Cristo é o reflexo do amor do Pai, um amor que se inclina sobre a fragilidade humana para a levantar e conduzir à vida.
Hoje, também nós estamos entre essas ovelhas que tantas vezes se sentem fatigadas e abatidas. Antes de nos enviar, antes de nos confiar qualquer missão, Jesus olha para cada um de nós com ternura. Conhece as nossas limitações, as nossas hesitações e até as nossas quedas. Ainda assim, chama-nos pelo nome e convida-nos a participar na Sua obra.
O Senhor recorda-nos que a fecundidade não nasce da agitação, mas da oração. Antes de trabalharmos na seara, somos chamados a permanecer junto d’Ele, a deixar que o Seu amor transforme os nossos corações. É da intimidade com Deus que brota toda a verdadeira missão.
Depois, Jesus envia-nos. Não porque sejamos capazes, mas porque Ele nos capacita. Não porque sejamos dignos, mas porque a Sua graça age na nossa pobreza. O Reino dos Céus aproxima-se através de gestos simples, palavras de esperança, actos de misericórdia e disponibilidade generosa.
Neste momento, escutamos o Seu convite: “Recebestes de graça, dai de graça”. Que não esperemos sentir-nos preparados para responder. Que saibamos dizer o nosso “sim” hoje, agora. E que, nas mãos de Cristo, a nossa pequena vida se torne instrumento do Seu amor para aqueles que mais precisam de encontrar o Bom Pastor.