Meditando Junto

Meditando Junto O Meditando Junto organiza estudos online de práticas contemplativas, buscando estabelecer diálogos e

17/08/2025

No primeiro encontro do curso O inconsciente nas relações, falamos sobre como a imagem de si pode se associar a determinadas figuras da infância e isso significa que somos atraídos por seguir um caminho parecido ou em oposição a nossas figuras de afeto.

Algumas vezes, aprendemos a não ser sérios para contrastar com a depressão, aprendemos a ser cômicos para "entreter" uma casa cheia de conflitos. Por vezes, aprendemos simplesmente a fugir e continuar fugindo, terminamos nos tornando dependentes de um cigarrinho, uma cervejinha, um docinho...Também aprendemos a seguir de cabeça a expectativa que tinham de nós, aderindo na imagem idealizada que nossos pais (ou ao menos um deles) esperava. Outros simplesmente precisaram "fracassar" para ser justo diferente dos pais ("não esperem nada de mim").

Quando você se dá conta das motivações inconscientes e de como elas se posicionaram na sua vida, você percebe que essas forças estão te guiando há muito tempo, direcionando tua energia, teu foco.

Às vezes é só a raiva da criança, às vezes é só a idealização da criança, às vezes é só simbiose da criança, às vezes é só depreciação da criança, às vezes é só o medo e a cobrança..

Quanto mais as forças inconscientes são reconhecidas, mais você percebe que tem tanto por viver, potencial por se realizar, movimentos por fazer, processos por construir, para além da identificação pessoal com os processos da tua infância.

A criança em você que não abre mão do prazer, não frutifica o trabalho.
A criança em você que não abre mão da seriedade, não vivencia a brincadeira.
A criança em você que não reconheceu a carência, não sabe o que é autonomia.
A criança em você que não aprendeu a dar nome ao que sente, projeta nos outros as esperanças e os temores.

Trabalhar o inconsciente é admirar essas forças que te trouxeram até aqui e não necessariamente se fundir com elas, afinal, elas foram apenas reações a um lugar do passado e pouco tem a ver com a vivacidade do teu presente.



PS: quem quiser se somar ao curso, a inscrição está na bio. Ver a gravação é imprescindível antes do encontro da próxima quinta, 17h (BR).

Desejo para você as boas verdades.Desejo para você o conhecimento de todas as mentiras que teve que contar sobre você.De...
29/08/2023

Desejo para você as boas verdades.
Desejo para você o conhecimento de todas as mentiras que teve que contar sobre você.
Desejo para você o não, bem dado, quando estiver numa posição que não te é digna.
Desejo o sim, bem dado, quando estiver num caminho bom.
Desejo que você conheça seus vícios.
Desejo que você tenha coragem de assumir suas dependências e saber o que quer fazer com isso.
Desejo que você saiba do que o medo fez na sua vida e quando é o momento de parar.
Desejo que seu amor não venha de um personagem, mas de um projeto coletivo.
Desejo que você não se coloque em submissão sempre.
Desejo que você não use tanto a crítica com você.
Desejo que você não ache que tá tudo bem quando não tá.
Desejo que você consiga ficar bem a maior parte da sua vida.
Desejo que você veja os perigos de abrir tanto mão de si.
Desejo que você veja os perigos de deixar que o outro tome tanto conta de você.
Desejo que você veja os frutos de uma criação autoritária.
Desejo que você veja como saiu do presente para fugir da dor.
Desejo que você veja como diz que não sabe só para se proteger.
Desejo que você veja como é difícil ficar só.
Desejo que você veja como é difícil deixar alguém se aproximar de verdade.
Desejo que você consiga dizer "desculpa" e se transformar.
Desejo que você saiba que o perdão tem um tempo.
Desejo que você fique longe dos amores ruins.
Desejo que você aprenda com o seu amor ruim atual.
Desejo que você acerte as contas com o seu direito de construir sua vida com integridade.

Hoje às 18h (BR), 22h (PT), começamos uma série de três encontros abertos do Meditando Junto!Nessa sexta, 18.08, nosso t...
18/08/2023

Hoje às 18h (BR), 22h (PT), começamos uma série de três encontros abertos do Meditando Junto!

Nessa sexta, 18.08, nosso tema será: qual a importância de combinar meditação e processo terapêuticos?"

Entrar na meditação sem um trabalho de conhecimento das emoções pode ser um caminho mais duro porque podemos não perceber as estratégias mentais que fazemos para lidar com as nossas feridas.

Nesse sentido, terminamos por "domesticar" nossa meditação para dentro da manutenção do nosso ego.
Aí ela perde a sua capacidade transformadora e se torna mais um processo de identificação comum.

Nesse encontro gratuito vamos falar sobre como o processo meditativo integrado com uma abordagem emocional potencializa nossa capacidade de estar aqui e agora nas nossas relações.

Esperamos vocês! O link está na bio!

O problema do sujeito não pode ser resolvido pelo objeto. Nossa confusão, as dificuldades que sentimos, nossas incerteza...
02/07/2023

O problema do sujeito não pode ser resolvido pelo objeto. Nossa confusão, as dificuldades que sentimos, nossas incertezas sobre quem somos e sobre o sentido da vida, não serão resolvidas encontrando o objeto perfeito, e nos apaixonando.

O outro adorável pode permitir que você tire férias da dificuldade de ser você mesmo, mas depois de um tempo você descobrirá que a dificuldade ainda estará aqui.

É por isso que temos que aprender a estar conosco, com nossos pensamentos e sentimentos, e encontrar a maneira de deixá-los nos conduzir ao nosso verdadeiro ser.

James Low

A pulsão, o imediatismo, a afetação e a respectiva submissão da paixão dominam o apaixonado sem que esse perceba que est...
02/07/2023

A pulsão, o imediatismo, a afetação e a respectiva submissão da paixão dominam o apaixonado sem que esse perceba que está diante de uma revivência da memória.

Não é, evidentemente, sobre o presente.
É uma reivindicação de algum traço do passado que mobiliza o presente como uma revelação, um chamado.

Isso explica, por exemplo, como é possível que a paixão seja pelo mal trato ou pela indisponibilidade antes mesmo que uma palavra tenha sido trocada.

O mal trato ou indisponibilidade são traços que vem junto com o afeto justo quando a criança não tinha capacidade para distinguir ou separar bem o que estava acontecendo.

A criança estava em seu congelamento, em sua "confusão", na incapacidade de poder discernir exatamente o que se passava.

É é por isso que, até o momento em que não perceba o sequestro emocional e se distancie um pouco, será incapaz de reagir diferente da convicção apaixonada.

Há uma representação bonita do Buda Sakyamuni o nonde os filhos e as filhas de Mara, a delusão, tentam seduzi-lo e ele está imóvel, na árvore Bodhi, focando em sua respiração.

À medida em que está aí, respirando, as paixões estão surgindo, como tempestuosamente costumam surgir, mas o compromisso do Buda é seguir respirando.

Depois de surgirem, as paixões iniciam seus chamados, suas indicações, suas coisas por fazer, por "salvar" ou "porque eu sinto que é sim", muitas são as formas que justificamos nossas inflamações. Mas diante desse teatro ativado, o compromisso do Buda é seguir respirando.

E na despedida, as paixões levam consigo a sensação de que não foram vividas, de que a vida não tem sentido sem elas, de que estamos perdendo algo muito crucial e da maior importância.
E o compromisso do Buda se completa.

O compromisso do Buda é estar em contato com o presente sem ser devorado pelo que ali surge.

A meditação, como o yoga ou a devoção, criam outra relação do apaixonado com ele mesmo.

Não é mais algo externo que modula a sua força e sim o contato atento de si com o mundo.

"Derrotar o desejo" como se diz no Budismo é estar a vontade, e não obcecado com ele.

O tempo de alguém apaixonado que está afetado e submetido é o tempo das insistências: é algo que vai ser dito, é algo qu...
01/07/2023

O tempo de alguém apaixonado que está afetado e submetido é o tempo das insistências: é algo que vai ser dito, é algo que vai ser feito, é algo especial que vai fazer a paixão melhorar ou mesmo ser salva. 

O problema dessa posição afetada e submissa é que eventualmente há uma resposta afetiva do objeto apaixonante que devolve não apenas o perigo, mas também o carinho, não apenas a irracionalidade mas também a disponibilidade...o que, muitas vezes, aproxima ainda mais da "casa", o mundo de origem.

Meu eu-criança revive ali com toda sua ânsia tentando, de alguma forma, se expressar e talvez fazer algo para que a paixão realmente frutifique: eu preciso enfim te consertar, eu preciso que tu, enfim, reconheças o que estás fazendo comigo...

Como se a criança quisesse, mesmo, separar dos pais os aspectos negativos pelos quais ela mesma se familiarizou e é, também, apaixonada.

O apaixonado pode suportar violências, se o seu ambiente de origem é o conflito, suportar manipulações, se o seu ambiente de origem foi sedutor. Tudo isso porque o negativo está protegido pelo positivo: há carinho, não há?

O apaixonado nunca vai estranhar isso até que seja apresentado a outra imagem.

Uma outra imagem é um tema importante em terapia e nos modos de aprendizado de si. 

Como é possível construir uma outra imagem?

Poderia haver paixões verdadeiramente mais maduras e menos ancoradas más cicatrizes do passado?

É claro que podemos, afinal, o corpo é algo por se fazer. Tanto o tempo quanto a mente atuam sobre o corpo de modo que  nos é garantido a capacidade de amar-se de uma forma nova, digna e ao mesmo tempo generosa. Para  isso é necessário uma certa dose de distanciamento, de percepção das suas próprias marcas, das suas próprias cicatrizes. É importante ir longe para os campos do abuso, da agressão, da neurose.

Parte do trabalho do apaixonado em reabilitação é separar bem o que faz bem, o que faz mal e cuidar de si.

Acostumar o corpo atual, de adulto, a um processo de querer bem verdadeiro.

Reescrevendo padrões de relação Compreender os padrões de apego é a chave para perceber vivencialmente os jogos que reen...
30/06/2023

Reescrevendo padrões de relação

Compreender os padrões de apego é a chave para perceber vivencialmente os jogos que reencenamos nas nossas relações.

Com alegria, vamos ter a oportunidade de realizar esse curso com Sonia Rodriguez, psicóloga clínica e gestalt terapeuta, com formação no âmbito do trauma.

Sonia é supervisora vinculada a Associação Espanhola de Gestalt Terapia (AETG) com uma experiência ampla em condução de grupos, terapia de casal e grupos de mulheres.

Vamos ver juntos a importância de descobrir o que está pendente por ser vivido no meu aqui e agora dos meus processos afetivos tanto comigo quanto com o outro.

Nosso curso acontece dias 09 de julho e 13 de agosto, das 14h às 16h30 BR e 18h às 20h30 PT.

A contribuição sugerida é de R$ 240,00 / 45 EUR podendo ser dividida em 2 vezes.

Caso esse valor seja difícil para você, entre em contato conosco.

As inscrições estão disponíveis na bio.

Para que a nova experiência venha, a velha experiência tem que ir. Do contrário, a nova experiência se confundiria com a...
25/06/2023

Para que a nova experiência venha, a velha experiência tem que ir. Do contrário, a nova experiência se confundiria com a antiga e a mistura resultante não seria nem a velha, nem a nova. Se você fosse a um restaurante para almoçar e quando eles trouxessem a comida, você percebesse que a borda do prato tinha comida velha e seca, não ficaria satisfeito. Você poderia até dizer ao garçom: “Não estou feliz com isso. Quero um prato limpo para a minha comida fresca.”

Da mesma forma, quando sua mente está aberta, disponível e livre do passado, você pode desfrutar da comida fresca do momento presente.

No entanto, se o prato da sua existência está empilhado com um acúmulo de experiências antigas, isso vai contaminar o que quer que aconteça agora e a triste mistura não vai refrescar o seu paladar cansado.

Se a meditação te mostrar como você se engana, você está no caminho.Se a meditação evidencia as histórias e personagens ...
21/06/2023

Se a meditação te mostrar como você se engana, você está no caminho.

Se a meditação evidencia as histórias e personagens que você cria, você está no caminho.

Se a meditação te mostrar como o orgulho pode te habitar e você se distancia do mundo, você está no caminho.

Se a meditação te mostrar como a comparação pode te habitar e você quer ser superior ou inferior aos demais, você está no caminho.

Se a meditação te mostrar como a projeção, delusão e repressão pode te habitar e você maqueia a sua conexão com os outros, você está no caminho.

Se a meditação te mostrar como o anseio pode te habitar e você se identifica com os ganchos do apego, você está no caminho.

Se a meditação te mostrar como a raiva pode te habitar e você se deixa levar pela aversão e criticidade, você está no caminho.

Se não houver uma visão muito sincera sobre os venenos inerentes da separatividade, desconfie da sua meditação porque você pode estar simplesmente vendo a sua meditação desde uma perspectiva intoxicada.

Não p**e etapas.
Não salte apressadamente.
Descubra como você se engana.
Tenha seus demônios perto de você.

E quando eles tiverem perto, com seu olhar atento, deixe que se desmanchem na fogueira da sua abertura amorosa.

Os grupos terapêuticos do Meditando Junto voltados para o aprendizado nos e a partir dos relacionamentos abrem espaço pa...
22/05/2023

Os grupos terapêuticos do Meditando Junto voltados para o aprendizado nos e a partir dos relacionamentos abrem espaço para a chegada de novos membros!

Nesse momento abrimos entrevistas para o horário das quartas, das 9h às 10h30 (horário de Brasília) / 13h às 14h30 (horário de Lisboa). A previsão de entrada é até meados de Junho, a depender do processo de formação do grupo.

O grupo Estar (ou não) em Relação tem como objetivo apoiar pessoas que se sentem dentro de dinâmicas relacionais insatisfatórias, seja pela inibição, seja pela dependência. Frequentemente as pessoas se interessam por este grupo devido ao sentimento de não saberem o que fazer diante do outro: ou me afasto, ou me submeto completamente.

Nossa abordagem é psicoeducativa e também psicodinâmica, enfatizando tanto conhecimentos importantes sobre a dinâmica pessoal de cada um/a, como também a construção de uma relação grupal onde sabemos que não estamos sozinhos na construção do grupo e da consecução de seus objetivos.

Se interessou? Escreve pra gente no [email protected] para maiores informações e para agendarmos uma entrevista 😉

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