Judeus pela Paz e Justiça

Judeus pela Paz e Justiça Colectivo de judeus em Portugal que defende a libertação da Palestina e a paz no Médio Oriente

26/05/2025

Dia da Terra Palestina
08/04/2025

Dia da Terra Palestina

Carta aberta ao coordenador nacional da estratégia europeia contra o anti-semitismo"Muitos grupos marginalizados, com lo...
24/02/2025

Carta aberta ao coordenador nacional da estratégia europeia contra o anti-semitismo

"Muitos grupos marginalizados, com longas histórias de perseguição na Europa merecem ser “protegidos e promovidos em toda a sua diversidade” e esperamos ver um dia estratégias europeias semelhantes para, por exemplo, combater a islamofobia, proteger as vidas "trans" ou promover a vida cigana."

Esperamos vê-lo utilizar a sua plataforma para proteger todas as vítimas de discriminação e honrar a memória do Holocausto combatendo a desumanização de todos.

Numa época de genocídios recorrentes, “Nunca Mais” é “Nunca Mais para Ninguém”: O 80º aniversário da libertação de Ausch...
27/01/2025

Numa época de genocídios recorrentes, “Nunca Mais” é “Nunca Mais para Ninguém”: O 80º aniversário da libertação de Auschwitz confronta-nos com a realidade de que o nosso tempo é tragicamente um tempo de genocídio recorrente e atual.

O 80º aniversário da libertação de Auschwitz confronta-nos com a realidade de que o nosso tempo é tragicamente um tempo de genocídio recorrente e atual.

European Jews for Palestine - Judeus Europeus pela Palestina                      DECLARAÇÃOO legado do Holocausto perte...
21/01/2025

European Jews for Palestine - Judeus Europeus pela Palestina

DECLARAÇÃO
O legado do Holocausto pertence a todos os judeus e não apenas aos sionistas

A rede European Jews for Palestine (Judeus Europeus pela Palestina) foi excluída da Conferência relativa ao Dia da Memória do Holocausto de 21 de janeiro
A European Jews for Palestine (EJP), enquanto rede agregadora de grupos e colectivos judeus, manifesta a sua preocupação, tristeza e até ultraje por vermos o nosso trauma histórico ser cooptado pelo Estado de Israel, pelos governos europeus e pela própria UE. Acreditamos que, como judeus que vivem na Europa, temos uma palavra a dizer sobre a forma como a história do Holocausto é contada, e sobre os propósitos que serve esta narrativa, bem como os que não deveria servir. Estamos especialmente alarmados ao constatarmos que o Dia Internacional da Memória do Holocausto deste ano está a ser cinicamente utilizado para apoiar as narrativas
pro-israelitas, e ainda para defender o Estado pária de Israel e o criminoso de guerra Benjamin Netanyahu de prestarem contas, ao ponto de as vozes judaicas não-sionistas serem explicitamente mantidas de fora.
A Comissão Europeia e a Presidência polaca do Conselho da UE organizam no próximo dia 21 de janeiro (hoje) um evento internacional designado como Conferência relativa ao Dia da Memória do Holocausto: Relembrar o Passado, Moldar o Futuro (Holocaust Remembrance Conference: Remembering the Past, Shaping the Future). No passado dia 16 de dezembro, reunimos
com Katharina Von Schnurbein, coordenadora da UE para o combate ao antissemitismo e promoção da vida judaica. Na sequência desta reunião, a EJP endereçou uma carta à Sra von
Schnurbein, solicitando participar na referida conferência. Infelizmente, a Sra von Schnurbein deixou sem resposta esta missiva de 16 de dezembro, deixando assim bem claro que ela e o
seu gabinete estão interessados em representar algumas vozes judaicas, mas não todas.
Verificando que a Conferência em Memória do Holocausto está a ser organizada em parceria com onze organizações judaicas, todas elas explicitamente comprometidas no apoio político a Israel e muitas das quais trabalham em estreita colaboração com a Missão de Israel na UE, perguntamos por que é que a nossa rede, que reúne um importante eleitorado judaico na Europa, não consta dos convidados para este evento. A inclusão no evento de organizações
americanas como o Congresso Judaico Americano ou a B’nai Brith, ao passo que colectivos de judeus europeus como o nosso ficam de fora é altamente perturbadora. Questionamos ainda a falta de representação cigana na programação, apesar das centenas de milhares de ciganos dizimados em Auschwitz.
A exclusão da EJP enquanto rede judaica serve apenas para dividir os judeus entre aceitáveis e inaceitáveis, merecedores e não merecedores. A Conferência relativa ao Dia da Memória do
Holocausto tem supostamente como objectivo honrar os nossos antepassados e dar forma ao nosso legado cultural de judeus na Europa; mas como pode isto ser feito ao mesmo tempo que
se ignoram as vozes de tantos judeus com base na sua posição política? Sabemos que Política, História e Cultura estão intimamente interligadas. Ao convidar unicamente as
organizações pró-israelitas, tendo assim em consideração apenas os seus pontos de vista, a Comissão Europeia arrisca-se a perpetuar o mito, esse sim antissemita, da homogeneidade política no seio da comunidade judaica. Esta postura exclusivista e politizada só serve para negar os ensinamentos de um dos crimes mais odiosos alguma vez cometidos pela sociedade europeia, o Holocausto.

Condenamos a decisão da Polónia de convidar o criminoso de guerra Benjamin Netanyahu para a Cerimónia em Auschwitz

Enquanto organizações judaicas, queremos ainda frisar que estamos ultrajados com a decisão do governo polaco de anuir ao pedido do Presidente Andrzej Duda, no passado dia 9 de
janeiro, que seja permitida a entrada no país do procurado criminoso de guerra Benjamin Netanyahu, em flagrante desrespeito pelo mandado de captura internacional emitido pelo
Tribunal Penal Internacional (TPI) no passado dia 21 de novembro.
Este mandado foi emitido tendo como base a responsabilidade pessoal de Netanyahu enquanto primeiro-ministro pelos crimes contra a humanidade que têm vindo a ser perpetrados pelo seu governo sobre a população palestiniana de Gaza, incluindo o de condenar uma população civil a morrer de fome como técnica de guerra.
O mandado do TPI é legalmente vinculativo para todos os 125 membros do tribunal, o que inclui a Polónia e obriga todos os estados-membros a procederem à detenção de Netanyahu se
este tentar atravessar as suas fronteiras. A vergonhosa decisão de proteger Netanyahu, impedindo a sua detenção, revela a extensão da cumplicidade do Estado polaco com os crimes de ódio cometidos pelo Estado de Israel, assim como do seu total desrespeito pelos tribunais e pelo direito internacionais.
Esta decisão reveste-se de um carácter tanto mais insultuoso para nós como colectivos de judeus, porquanto a explicação dada para a mesma é de que Netanyahu deve ser autorizado a visitar a Polónia pelo 80º aniversário, a 27 de janeiro de 2025, da libertação do campo de concentração de Auschwitz, onde um milhão e cem mil judeus foram assassinados durante o Holocausto.
Em 2005, a Assembleia-Geral das Nações Unidas designou o dia 27 de janeiro como Dia Internacional de Memória do Holocausto, ao abrigo da Resolução 60/7. Nesta Resolução declara-se que o objectivo desta efeméride é garantir a preservação da memória do Holocausto a fim de “prevenir futuros actos de genocídio”. Contudo, como sabemos, Israel, sob o regime de Netanyahu, foi considerado pelo TPI como estando em “risco iminente” de cometer um genocídio.
Permitir que este criminoso de guerra participe num evento desta natureza constitui um verdadeiro insulto à memória do nossos antepassados judeus que foram cruelmente massacrados em Auschwitz. Esta decisão demonstra a vontade da Polónia de participar no negacionismo do genocídio, e aponta claramente para o quão pouco o governo polaco aprendeu do seu passado ra***ta, que causou o sofrimento de tantos judeus antes, durante e
depois o Holocausto.
Enquanto judeus, apelamos a que, no mínimo dos mínimos, o governo polaco cumpra a sua obrigação de acatar o direito internacional e reverta imediatamente a sua decisão de proteger
Netanyahu. Tudo o que seja menos que isto só poderá ser considerado como um acto de cumplicidade com o genocídio que Israel está a cometer contra o povo palestiniano.

A Memória do Holocausto deve servir o propósito de prevenir o genocídio e não de o apoiar

Enquanto judeus que residem na Europa, muitos dos quais descendentes de sobreviventes do Holocausto, o nosso compromisso é: ‘Nunca Mais, para Ninguém’. Acreditamos que a melhor maneira de propagar as lições a retirar do Holocausto é através de um combate sem tréguas a todas as formas de opressão, apartheid, limpeza étnica, racismo ou genocídio, o que inclui a amplamente documentada e prolongada opressão do povo palestiniano pelo Estado de Israel, assim como o genocídio em curso na Faixa de Gaza.
Opomo-nos a esta situação, em que as nossas identidades judaicas estão a ser mantidas como reféns e a servir de ferramentas para a opressão dos palestinianos em particular e dos muçulmanos em geral. É doloroso assistir a este abuso do nosso trauma colectivo enquanto judeus para servir o perverso propósito de proteger o Estado de Israel da prestação de contas pelos seus crimes. Reclamamos que a memória do Holocausto seja mantida fora do espartilho do pensamento sionista e colonial e queremos recordar ao mundo que nunca haverá desculpa
para o genocídio.

https://jewsforpalestine.eu/?fbclid=IwY2xjawH8c_NleHRuA2FlbQIxMQABHSjofS4sja24UdBnM08srLW_N9pXR3ZDJYzTiMkeeg7BUVgO03xE6xGVqw_aem_JEKr6qcdrw4ulhyvqY7C0w

Na sequência do alegado "pogrom" de Amsterdão, que na realidade corresponde a um conjunto de episódios de violência grat...
14/11/2024

Na sequência do alegado "pogrom" de Amsterdão, que na realidade corresponde a um conjunto de episódios de violência gratuita causada por hooligans do Maccabi de Telavive, o embaixador de Israel em Portugal participou num protesto ao lado do vice-presidente do Chega. O local escolhido para tal foi o monumento de homenagem às vítimas do massacre de Lisboa de 1506, esse sim um pogrom que vitimou milhares de judeus e cristãos novos.
Afinal, por que valores se rege o senhor embaixador?

JPP com Francesca Albanese
07/11/2024

JPP com Francesca Albanese


O nosso companheiro Alan Stoleroff, sábado passado, na manifestação pela Paz e Justiça na Palestina e no Médio Oriente. ...
17/10/2024

O nosso companheiro Alan Stoleroff, sábado passado, na manifestação pela Paz e Justiça na Palestina e no Médio Oriente. Yom Kippur é um dia sagrado no calendário judaico, um dia de jejum e arrependimento. Já percebemos que não há arrependimento nem pudor da parte do governo criminoso de Telavive.
Porém, cada vez mais judeus em todo o mundo, declaram com cada vez mais veemência: "Nunca mais é nunca mais em lado nenhum, em tempos algum" e "Não em nosso nome"

Esta tarde em Lisboa
06/10/2024

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