08/06/2026
BACH, CONWAY E LEIBNIZ
matemática oculta, consciência e vida universal
- Conferência e recital de canto lírico, piano e violoncelo
Qurta-feira, 1 de Julho, 19h30-22h
Palácio dos Aciprestes, Linda-a-Velha - Fundação Marquês de Pombal
Entrada livre mediante inscrição neste formulário: https://shorturl.at/93Sz4
Prosseguindo com o seu ciclo de «Música e Filosofia», a Nova Acrópole Oeiras-Cascais irá dedicar este evento ao compositor Johann Sebastian Bach e aos filósofos Anne Conway e Gottfried Leibniz.
Leibniz, comentando as teses da Lady Conway, afirma «todas as coisas estão cheias de vida e consciência», e esta dama do Círculo de Cambridge reitera a ideia do Cristo-Logos do qual emana toda a a criação composta por espíritos densos e subtis regidos por um principal. De algum modo, a matéria é espírito densificado. O amor permite a harmonia entre os opostos e a ascensão mística, a glória do regresso da luz à Luz.
A música de Bach é a expressão desta vida e luz, dessa consciência que procura um porto de abrigo superior como está bem latente na Cantata BWV 56 – «O meu percurso pelo mundo é como uma viagem de barco». É a própria água da Vida que percorre as vicissitudes humanas, mantendo sempre a atenção no farol do divino. Água pura oriunda do cume da montanha interior de um dos maiores génios da humanidade: BACH.
PROGRAMA
Violoncelo solo por Ricardo Ferreira
– Prelúdio da Suite para Violoncelo nº 1 em Sol Maior de Bach, BWV 1007
Comunicação por Paulo Loução:
«Christiana von Ziegler: génio poético de Leipzig, libretista de Bach»
Piano solo por Jorge Fontes, obras de Bach:
– “Air”, 2º andamento do suite nº 3 para orquestra, em Ré Maior, BWV 1068
– «Nun komm der Heiden Heiland», Prelúdio coral, BWV 659 (arr: Ferruccio Busoni)
– Arioso Concerto nº 5 em Fá menor, BWV 1056 (arr. Alfred Cortot)
– «Jesus bleibet meine Freude», BWV 147 (arr. Kempff)
– «Schafe können sicher weiden», BWV 208 (arr. Egon Petri)
– Prelúdio e fuga em Lá menor, BWV 543 (arr. Franz Liszt)
Comunicação por Paulo Loução:
«Anne Conway e Leibniz: mónadas e vida universal»
Canto lírico e piano por Patrícia Modesto e Jorge Fontes, obras de Bach:
– «Quia respexit», BWV 243
– «Laudaumus te», «Missa em Si menor, BWV 232
– «Ich folge dir gleichfalls», Paixão S. João, BWV 245
– Ich bin vergnügt in meinem Leiden, BWV 58
– Árias da cantata BWV 209, “Non sa che sia”: 3. Parti pur, e con dolore | 5. Ricetti gramezza e pavento
– «Erbarme dich», Paixão segundo São Mateus, BWV 244
A encerrar, por Patrícia Modesto, Jorge Fontes e Ricardo Ferreira:
– Bachianas, ária nº 5, de Heitor Villa-Lobos, arranjo para piano, violoncelo e soprano
Informações:
[email protected]
961 836 813
PATRÍCIA MODESTO
Patrícia Modesto, soprano, é mestre em Ensino da Música – vertente de Canto, pela Escola Superior de Música de Lisboa, com classificação máxima na apresentação da tese.
Foi distinguida com o 1.º Prémio no Concurso de Canto dos Conservatórios Oficiais de Música (2016) e com o 2.º Prémio no Concurso de Canto José Augusto Alegria(2024). Ao longo do seu percurso, colaborou com diversos maestros e ensembles nacionais e internacionais, entre os quais Sigiswald Kuijken, João Paulo Santos, José Eduardo Gomes, Pedro Carneiro, entre outros.
Atualmente, lecciona Voz, Elocução e Canto na Universidade Lusófona e desenvolve uma intensa atividade artística em Portugal e no estrangeiro.
Para além da sua actividade no repertório erudito, tem também participado em peças de teatro e em concertos de diversos géneros musicias, demonstrando a sua versatilidade artística.
JORGE FONTES
Nasceu em Avelar, onde iniciou os seus estudos de música na escola da filarmónica local. Prosseguiu a sua formação de Piano no Conservatório de Música de Coimbra, e mais tarde, na Escola Superior de Música de Lisboa e na Escola Superior de Música e Artes do Espectáculo do Porto.
Desenvolveu a sua atividade como professor e pianista acompanhador na Escola de Música São Teotónio em Coimbra, Conservatório de Música do Porto e Academia de Música de Cantanhede, onde atualmente leciona. Da sua atividade como concertista destacam-se os concertos que realizou em Lisboa, Sevilha, Coimbra, Porto, e na Cúria, nomeadamente no ciclo de «música e filosofia» que tem vindo a ser desenvolvido pela Nova Acrópole.
RICARDO FERREIRA
Nasce em Guimarães e inicia os estudos musicais em 2002 na Artave, na classe de Violoncelo da Professora Pétia Samardjieva terminando em 2008.
Colaborou com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, Orquestra do Algarve, Orquestra da Madeira, Orquestra Municipal de Sintra – D. Fernando II, Orquestra Aproarte, Orchestra Sinfonica Internazionale Giovanile “Fedele Fenaroli”, Orquestra de Câmara de Braga, entre outras. Teve oportunidade de trabalhar com maestros como, Joana Carneiro, Francesco de La Vecchia, Roberto Perez, Ernst Schelle, Jean-Marc Burfin, Michael Zilm, Nir Cabaretti, Cesário Costa, Scott Sandmeier, Lior Shambadal, entre outros, tendo trabalhado com solistas como, Viktoria Mullova, Guy Braunstein, Natalie Clein, António Rosado, Pedro Burmester, So-Young Yoon, Boris Belkin, Kyoko Yonemoto, Alexandre da Costa, Ruben Simeo, Joel Bello Soares, Gilad Karni, Thomas Mozer, Katarina Karnéus, Javier Perines, entre outros.
Leccionou no Conservatório de Música da Metropolitana, Conservatório D.Dinis, Academia de Santa Cecília e Academia de Música de Lisboa. ACtualmente leciona no Agrupamento de Escolas de Vialonga.
PAULO LOUÇÃO
É investigador do Instituto Internacional Hermes, dirigido pelo antropólogo Fernand Schwarz; director da Escola de Filosofia da Nova Acrópole Oeiras-Cascais, e fundador e coordenador do Círculo Lima de Freitas, que se dedica ao estudo da matemática e geometria sagradas.
Fundador e coordenador do Centro de História Jaime Cortesão.
Como autor tem mais de uma dezena de obras publicadas, entre as quais se destacam Os Templários na Formação de Portugal e Portugal – Terra de Mistérios, ambas publicadas pela Ésquilo e pelo Círculo de Leitores. Também publicou um estudo sobre A Descoberta do Brasil.
Participou em vários documentários realizados pelo Canal «História», nomeadamente na série «Templários», e num documentário realizado pela BBC.
Como filósofo, tem-se interessado pela área do estudo da consciência e, assim, foi o autor do projecto e co-autor do livro Experiências de Quase-Morte – Relatos Verídicos.
Na área do trabalho de campo em antropologia, realizou o Estudo Identitário das Aldeias de Montanha da Serra da Estrela (que deu origem ao livro A Magia das Aldeias de Montanha), a convite do Município de Seia.
Escreveu o seu primeiro romance, A Profecia de João XXIII, propondo um novo olhar sobre a necessidade de se investigar as origens profundas da Civilização e perscrutarmos as nossas raízes. Foi Curador da Exposição Antológica de 2019 dedicada ao pintor Lima de Freitas que teve lugar na Galeria Verney, em Oeiras, organizada pela Nova Acrópole de Oeiras-Cascais em parceria com o Município de Oeiras.
Actualmente, e em parceria com a escritora e investigadora Severina Gonçalves, é responsável pelo Projecto Ulisses que promove expedições aos mais importantes lugares mágicos do Planeta, promovendo o encontro de culturas e a procura das essências da Simbologia das Antigas Civilizações.
Entrevista de Paulo Loução a Rui Unas sobre o tema da Filosofia Prática tal como é lecionado na Nova Acrópole:
https://www.youtube.com/watch?v=jsegEAvL3GU
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Organização:
Nova Acrópole Oeiras-Cascais
Fundação Marquês de Pombal
Apoio:
Câmara Municipal de Oeiras
Para mais informações: Nova Acrópole Oeiras-Cascais