04/04/2026
Há momentos em que o tempo parece suspender-se… instantes que nos tocam profundamente, que marcam vidas e atravessam a própria história.
Ontem, na nossa Igreja de Monte Redondo, vivemos um desses momentos únicos e inesquecíveis. A nossa paróquia reuniu-se para celebrar o mistério maior da nossa fé: a Paixão de Cristo e a Sua Ressurreição — não como uma memória distante, mas como uma presença viva, capaz de tocar cada coração presente.
Através da música, do silêncio, da meditação e da força da imagem, fomos conduzidos por uma experiência profundamente espiritual. O Quinteto da Camerata de Cordas de Leiria envolveu-nos com a beleza da música, o grupo Fratelli — com Emanuel Silva e Sara Silva — deu voz à emoção, e o Agrupamento de Escuteiros 1054 (Lobitos, Exploradores, Pioneiros, Caminheiros e Chefes) trouxe vida aos quadros que recriaram momentos marcantes: do Monte das Oliveiras à traição de Judas, da crucificação à morte de Jesus, da sua descida da cruz até ao sepulcro e, por fim, à Ressurreição, e deu corpo e essência às meditações com textos que nos fizeram refletir sobre nós mesmos e a nossa vida.
A igreja estava cheia — não apenas de pessoas, mas de presença, de entrega, de fé. As luzes apagadas não trouxeram escuridão, mas abriram espaço à interioridade, ao encontro pessoal com o mistério. E, nesse silêncio profundo, cada emoção encontrou o seu lugar.
Foi um belo momento espiritual. Um momento que tocou todos os que estiveram presentes.
O nosso sincero obrigado a todos os que se dedicaram a esta missão e tornaram possível uma vivência tão intensa e envolvente da Sexta-feira Santa.