04/06/2026
A PRO.VAR continua totalmente empenhada em colaborar com o Governo e com todas as entidades envolvidas para que as medidas de apoio agora anunciadas possam chegar ao maior número possível de empresários que verdadeiramente necessitam delas.
Nos próximos dias continuaremos disponíveis para reuniões de trabalho e para apresentar contributos que permitam aperfeiçoar estas medidas, corrigir situações de injustiça e garantir que nenhuma empresa viável fique para trás.
Entre as propostas que apresentaremos, destacamos a necessidade de serem consideradas empresas que, durante o período da COVID-19, eram classif**adas como microempresas e que hoje, apesar de terem crescido para a categoria de pequenas empresas, continuam a suportar os impactos financeiros desse período extraordinário.
Defendemos igualmente que sejam analisadas situações de empresas que, por diferentes circunstâncias, f**aram excluídas dos apoios concedidos durante a pandemia, apesar de terem sofrido os efeitos das restrições impostas à atividade económica.
Outro ponto que consideramos essencial é a criação de mecanismos que permitam reestruturar os empréstimos contraídos junto da banca e do Turismo de Portugal durante a pandemia, através do alargamento dos prazos de pagamento, permitindo reduzir o esforço financeiro mensal e aumentar a capacidade de sobrevivência de muitas empresas que continuam viáveis.
Mas importa também dizer que estes apoios, sendo importantes, não resolvem os problemas estruturais da restauração.
Por isso, a PRO.VAR continuará a defender, nas próximas reuniões, um verdadeiro plano de reestruturação do setor, assente em medidas que consideramos essenciais:
• Redução do IVA das comidas para 6%;
• Criação de mecanismos de alívio da TSU em setores de mão de obra intensiva;
• Implementação de um modelo simplif**ado de tributação por faturação para microempresas (FORFAIT), inspirado nos sistemas existentes noutros países europeus;
• Reforço da regulação, qualif**ação e profissionalização do setor, promovendo concorrência leal e combatendo a informalidade.
O objetivo é simples, retirar milhares de empresas do atual modo de sobrevivência e criar condições para que possam investir, crescer, pagar melhores salários e competir de forma justa.
A restauração em Portugal é muito mais do que um setor económico, é emprego, turismo, cultura, identidade e uma das maiores razões pelas quais milhões de pessoas escolhem visitar Portugal.
Pela sua ligação à produção nacional, ao turismo, ao emprego e às economias locais, a restauração possui uma capacidade única de gerar riqueza e de criar um efeito multiplicador (efeito virtuoso), em toda a economia. Cada medida justa e bem desenhada para o setor traduz-se em benefícios muito para além dos restaurantes, alcançando toda a cadeia de valor e contribuindo para um país mais competitivo, mais sustentável e mais próspero.
É esta visão que continuaremos a defender junto dos decisores políticos, em nome das empresas, dos trabalhadores e da gastronomia, com especial atenção à gastronomia tradicional portuguesa, um património cultural imaterial de valor incalculável, que importa preservar, valorizar e transmitir às gerações futuras.