10/07/2026
Almoço convívio assinala abertura oficial de respostas sociais da Misericórdia de Lagoa
A Santa Casa da Misericórdia promoveu, a 29 de junho, um almoço convívio para assinalar o arranque da abertura das respostas sociais da instituição (apoio domiciliário e centro de dia), iniciadas no dia 1 do mesmo mês. Um encontro entre utentes, funcionários, órgãos sociais da Santa Casa e diferentes entidades oficiais.
O executivo municipal marcou presença com o presidente Luís Encarnação, o ‘vice’ Ruben Palma e a vereadora Ana Martins, num convívio que contou ainda com Águas da Cruz, líder da Assembleia Municipal, e José Fernandes, da União das Freguesias de Lagoa e Carvoeiro, bem como representantes das Santas Casas de Vila do Bispo e de Estômbar.
O padre Nuno Coelho foi também um dos convidados e protagonizou o momento de bênção das viaturas que estão ao serviço da instituição. Ao Lagoa Informa, Paulo Francisco, provedor da Santa Casa, destacou a importância deste dia. “Foi um momento simbólico para realçar a prestação destes serviços à comunidade: o apoio domiciliário e o centro de dia. Na prática, começaram a funcionar a 1 de junho e, ao longo destas semanas, temos vindo a integrar mais pessoas”, afirmou.
Já com 16 utentes no centro de dia e 18 no apoio domiciliário, o provedor refere que, em julho, estes números irão aumentar, pois “a procura pelos serviços está a crescer”.
“No apoio domiciliário estamos quase no limite, pois já contamos com 18 pessoas. E já estamos a sentir a falta de uma carrinha para poder dar resposta aos pedidos que estão a surgir. No centro de dia, temos mais margem e capacidade para aceitar pessoas, uma vez que podemos chegar aos 30”, revela.
Atualmente com 12 funcionários, a Santa Casa da Misericórdia de Lagoa será a única instituição do concelho a cobrir todo o território e a prestar serviços de apoio domiciliário em todas as freguesias. Começou por Lagoa e Carvoeiro, seguiu depois para Alfanzina, Vale d’El Rei, Caramujeira, Sesmarias, Calvário, Mexilhoeira da Carregação e Parchal.
Neste mês de julho, já terá utentes em Ferragudo, seguindo-se, mais à frente Porches, de onde já há pedidos. Os custos destes serviços de apoio seguem os valores tabelados pela Segurança Social e praticados pelas restantes IPSS.
BALANÇO POSITIVO
Em pouco mais de 30 dias a prestar estes serviços à comunidade, o balanço é positivo e a satisfação das famílias apoiadas é grande.
“Houve um trabalho invisível difícil para colocar tudo em marcha, operacionalizar e olear tudo isto, até entrar em funcionamento. Mas depois existe esta satisfação de ver que as coisas estão a acontecer, que aquilo para que tanto trabalhamos e nos esforçamos está a ser realizado. É muito bom sentir a felicidade das famílias por terem encontrado aqui um apoio importante. Temos situações de pessoas sozinhas e isoladas, sem apoio nenhum, que aqui encontraram uma solução. Em alguns casos, no apoio domiciliário, os nossos serviços vão locais mais remotos do concelho, por estradas de terra, dar apoio só a uma pessoa, mas que precisa muito. É a nossa missão o espírito de apoiar e ajudar que nos caracteriza”, refere Paulo Francisco.
No futuro, o provedor pretende reforçar o apoio domiciliário para que seja “uma realidade diferenciadora”. “Defendemos que as pessoas devem ficar nas suas casas enquanto podem e nós vamos lá prestar os serviços de higiene, alimentação, roupa lavada e queremos levar também os nossos serviços de animação”, explica, acrescentando que está a ser criada uma equipa de jovens voluntários para esse efeito.
📷FotoGravanita
✍Rui Pires Santos