08/03/2025
Imos pôr fim à comodidade derivada do nosso silêncio e rachar coa discreçom que nos impón o ideário que quere individualizar e agochar a opressom estrutural das mulheres.
Vivemos num tempo de retrocessos no que como mulheres trabalhadoras temos que ter claras quais som as nossas urgências e as nossas metas emancipatórias.
A raíz da situaçom geopolítica mundial, estamos a sofrer umha nova ola reacionária instrumentalizada polo sistema produtivo que se sustenta na precarizaçom dos trabalhos feminizados e na nossa exploraçom sexual e reprodutiva.
Normalizamos assistir a genocídios televisados, golpes de estado perpetrados pola NATO e a completa desumanizaçom das pessoas em busca de refúgio.
Enquanto, umha nova carreira armamentística colhe impulso, o que conleva um recorte direto nos recursos e serviços vitais, minguando a nossa qualidade de vida e afiançando assim as fendas salariais derivadas da divisom sexual do trabalho.
Qualquer crise é resolvida através dos corpos das mulheres, mentres o capitalismo, artífice das violências mais atrozes contra a humanidade, atreve-se a julgar o nosso comportamento quando tentamos rebelar-nos e desafiar as diretrizes que nos marca o patriarcado.
Luitemos por um sistema justo, solidário e igualitário que tenha como eixo económico e social a responsabilidade coletiva dos cuidados. Só assim, as mulheres seremos quem de acadar a liberdade plena.
O capitalismo nom há que reformula-lo, o capitalismo há que destruí-lo!