Existem registos da procura das terras que hoje compõem a aldeia desde o início do século XIX. Destes registos pode-se salientar que em 1824 existiam 30 proprietários com direito a regadio pela levada do rio, com início a montante da ponte de Cartamil. Destes 30 somente 3 tinham como residência a Mata, sendo que os restantes residiam em várias aldeias, localizadas umas muito próximas e outras bastante afastadas. A sua distribuição efectuava-se da seguinte forma: 13 residiam em Fajão, 3 na Teixeira, 2 em cada uma das seguintes terras: Relvas, Casal Novo, Ceiroquinho, Vidual e Cavaleiros e, por fim, 1 residia em Folques. Na Mata existiu um local considerado mais nobre, junto ao Rio, onde foi desenvolvida uma quinta que contemplava uma casa de dimensões generosas, tornando-a maior que as que normalmente foram edif**adas na região. Esta casa, de traços arquitectónicos típicos da Beira, com paredes em pedra e telha em lousa, foi pertença da família Campos, sendo a seu tempo visitada pelas individualidades da região e empregando uma parte signif**ativa da população das aldeias envolventes. A aldeia possui uma capela, construída por iniciativa de António Nunes Pereira, e teve a sua inauguração em 6 de Agosto de 1878. Encontra-se devotada a Nosso Senhor dos Milagres e tem a si associada uma festa anual, a princípio a 6 de Agosto mas mais recentemente realizada perto do dia 15 do mês de Agosto.