13/04/2026
Grande participação no passeio do passado sábado, dia 11 de abril, para identificação e conhecimento das muitas plantas silvestres existentes no Jamor, seus usos terapêuticos e alimentares entre outros. No esplendor da primavera visitámos as Malvas (Malva sylvestris L.), muito utilizadas na antiguidade e ainda hoje em lavagens e infusões no tratamento de problemas do foro digestivo e inflamações cutâneas, as Capuchinhas ou Chagas (Tropaeolum majus L.) que possuem propriedades antibióticas e anti-inflamatórias benéficas para tratar as vias nasais, as Labaças (Rumex crispus L.) muito utilizadas em sopas de feijão, principalmente no Alentejo onde chamam Catacuzes e que têm ação diurética, purificadora do sangue e também as Serralhas (Sonchus oleraceus L.), o Amor de Hortelão (Galium aparine L.), o Espargo bravo (Asparagus acutifolius L.), a Acelga brava (Beta maritima L.), o Cardo Mariano (Silybum marianum L.). Muitas outras, de que falaremos mais aprofundadamente noutras publicações, estiveram no nosso passeio.
São ofertas da natureza para nós, para os insetos, aves e outros seres que nos rodeiam, que nos envolvem numa paisagem de serenidade e cujos ecossistemas nos prestam serviços. E que interrogam as roçagens drásticas e as práticas a que chamam a “limpeza” das florestas. Se os decisores soubessem....talvez não as fizessem.