Fna-Nucleo Covilhã

Fna-Nucleo Covilhã Informações para nos contactar, mapa e direções, formulário para nos contactar, horário de funcionamento, serviços, classificações, fotos, vídeos e anúncios de Fna-Nucleo Covilhã, Organização comunitária, Rua S. Salvador nº17 Jardim Público Covilhã, Covilhã.

O Escutismo não é apenas para te proporcionar diversão e aventura.
É uma aprendizagem para te ajudar a estar ao serviço do teu país e de outras pessoas que possam estar a precisar de ajuda.
É isso que os melhores homens estão dispostos a fazer.

O Espírito Escutista...Uma Caminhada de Comunhão PermanenteO escutismo não é apenas uma etapa da vida; é uma jornada que...
18/06/2026

O Espírito Escutista...
Uma Caminhada de Comunhão Permanente
O escutismo não é apenas uma etapa da vida; é uma jornada que nasce na juventude e se fortalece ao longo dos anos.

No Corpo Nacional de Escutas (CNE), aprendemos os valores fundamentais da fraternidade, do serviço e da entrega ao próximo. É no CNE que o jovem escuteiro descobre o sentido da vida comunitária, a alegria da natureza e o compromisso com a construção de um mundo melhor.
Mas o verdadeiro escutismo não termina com a idade. Ele é uma chama que continua acesa, encontrando continuidade e aprofundamento na Fraternidade Nuno Álvares (FNA).

Se no CNE se planta a semente da aventura, da descoberta e do ideal, na FNA colhem-se os frutos da maturidade, da experiência e da vivência serena do mesmo compromisso de serviço e missão.

Estes dois movimentos só fazem sentido caminhando em uníssono, ligados por um fio invisível de comunhão, partilha e fraternidade. Não são realidades separadas, mas expressões diferentes de um mesmo ideal: servir, crescer e transformar o mundo à luz dos princípios escutistas.

Quem viveu verdadeiramente o escutismo sabe que a Promessa feita não se dissolve com o tempo. Pelo contrário, fortalece-se na ação concreta do quotidiano, no testemunho silencioso, na disponibilidade para servir e na fidelidade aos valores assumidos.

Na caminhada da vida, o escutismo permanece.
Seja no entusiasmo vibrante do CNE ou na dedicação madura e tranquila da FNA, o essencial é manter vivo o espírito escutista, para que cada passo dado seja sempre testemunho de fraternidade, serviço e amor ao próximo.
Porque, acima de tudo, somos família.

Termino como comecei.
O que é isto do " ESPIRITO ESCUTISTA"!?
Algo tão simples quanto isto:

"Ser escuteiro não é algo que se faz; é algo que se é.
O espírito escutista é precisamente essa maneira de ser e de viver."
Robert Baden-Powell of Gillwell

Bom diahoje, reflitamos sobre o acto de liderar...Vivemos numa época em que a palavra liderança parece estar em todo o l...
16/06/2026

Bom dia
hoje, reflitamos sobre o acto de liderar...
Vivemos numa época em que a palavra liderança parece estar em todo o lado. Fala-se de liderança transformadora, servidora, colaborativa, estratégica, emocional.
Multiplicam-se livros, cursos, conferências e especialistas que procuram explicar como liderar melhor.

Mas talvez devêssemos começar por uma pergunta mais profunda:
O que esconde a liderança quando é excessivamente proclamada?
Por detrás de alguns discursos sobre liderança pode esconder-se uma simples necessidade de poder.
Nem sempre quem procura liderar procura servir.
Por vezes procura reconhecimento, influência, estatuto ou validação pessoal.
A liderança transforma-se então numa forma elegante de exercer autoridade sem lhe chamar autoridade.
Também pode esconder uma cultura de dependência. Exalta-se a figura do líder e esquece-se a força da comunidade. Fala-se muito de quem conduz e pouco daqueles que caminham juntos.

No entanto, uma comunidade verdadeiramente saudável não vive da genialidade de uma pessoa, mas da participação, do compromisso e da corresponsabilidade de todos.

Há ainda uma outra realidade frequentemente oculta: a fragilidade humana.
A imagem de segurança e confiança que muitos líderes transmitem pode esconder dúvidas, receios, cansaço e limitações. Afinal, por detrás de cada cargo existe uma pessoa, e por detrás de cada pessoa existe a mesma condição humana que une todos os homens e mulheres.
E é aqui que surge uma verdade que merece ser recordada, especialmente por aqueles que vivem ou viveram o ideal escutista.

O simples facto de um dia termos sido despertos para o escutismo não nos torna imunes às fragilidades do ser humano. Não nos coloca acima dos outros. Não nos liberta do orgulho, da vaidade, da necessidade de reconhecimento, da tentação de controlar ou da dificuldade em aceitar opiniões diferentes.
Podemos usar uniforme, usar distintivos, desempenhar funções de responsabilidade e acumular décadas de experiência.
Ainda assim, continuamos a ser homens e mulheres sujeitos às mesmas tentações que afetam qualquer ser humano.

Talvez o maior erro seja acreditar que os anos de serviço nos colocam ao abrigo dessas fragilidades.
Não colocam.
Pelo contrário.
Quanto maior a responsabilidade, maior deve ser a vigilância interior.
Aquilo que começou como serviço pode, sem darmos conta, transformar-se em protagonismo.

O desejo sincero de ajudar pode converter-se na necessidade de controlar. A autoridade moral conquistada pelo exemplo pode degenerar na expectativa de ser admirado ou obedecido.

É por tudo isto que a liderança exige muito mais do que competência.
Exige humildade.
Uma humildade verdadeira, não aquela que se proclama em palavras, mas aquela que nasce da consciência profunda das próprias limitações. A humildade de reconhecer que continuamos a aprender. A humildade de aceitar que podemos errar. A humildade de ouvir antes de falar. A humildade de compreender que ninguém é dono da verdade nem proprietário do espírito escutista.
E talvez seja precisamente aqui que reside o maior desafio.

Para contrariar tudo aquilo que a liderança pode esconder, precisamos de procurar uma inspiração maior do que nós próprios. Precisamos da coragem de olhar para dentro, de reconhecer as nossas fraquezas e de pedir, com sinceridade, luz para discernir, sabedoria para decidir e força para servir.
Porque a verdadeira liderança não nasce da afirmação do ego.
Nasce da capacidade de o dominar.
Não nasce da procura de seguidores.
Nasce da vontade de formar outros líderes.
Não nasce do desejo de ocupar o centro.
Nasce da capacidade de colocar os outros no centro.

No escutismo, como na vida, o verdadeiro líder não é aquele que caminha à frente para ser visto. É aquele que caminha ao lado para encorajar. É aquele que permanece quando os aplausos desaparecem. É aquele que serve mesmo quando ninguém repara. É aquele que continua fiel aos seus princípios quando já não existem cargos para ocupar nem reconhecimento para receber.
Porque no final da caminhada, quando os títulos, as funções, os distintivos e as homenagens perderem importância, restará apenas uma pergunta verdadeiramente essencial:

A nossa liderança serviu para nos engrandecer a nós próprios ou para fazer crescer os outros?
Se a resposta for o crescimento dos outros, então a missão foi cumprida.
E talvez seja essa a mais bela expressão do espírito escutista permanente: servir sem procurar recompensa, liderar sem procurar protagonismo, caminhar com humildade e deixar, na vida daqueles que connosco se cruzaram, um rasto de esperança, de fraternidade e de bem.

Não é a liderança que nos engrandece.
É a humildade, a fé, o serviço e o amor com que a exercemos.

sugestão:
Conceito em constante amadurecimento...
neste livro- "AUXILIAR CHEFE ESCUTA".

Bom dia Caros e prezados seguidores desta página e publico em geral.Hoje vamos  abordar um tema que há muito trago em me...
15/06/2026

Bom dia Caros e prezados seguidores desta página e publico em geral.
Hoje vamos abordar um tema que há muito trago em mente e que vou desenvolver com a prestimosa colaboração de todos os que estiverem disponiveis e pretendam acrescentar memórias à memória...

No CNE como na FNA: um jornal periódico de Agrupamento, Núcleo ou Região.
Porque não?

O tempo passa, as épocas mudam e cada um de nós segue o seu caminho. Mas há algo que permanece: o espírito do nosso movimento.

Ao longo dos anos, nesta Fna-Nucleo Covilhã que começou a ser construído há quase cinquenta anos, muitos foram aqueles que deram de si, que caminharam, que serviram e que deixaram a sua marca.

Histórias vividas em trilhos, acampamentos, reuniões, desafios superados e momentos de verdadeira fraternidade.
Histórias que, muitas vezes, ficam apenas na memória de quem as viveu.
É com esse propósito que nasce a minha ideia de criar um Jornal ou Revista da Região.

Esta ideia não é nova. Já anteriormente, em 2003 e novamente em 2012, tive a oportunidade de desenvolver uma experiência semelhante através da publicação de onze números do jornal:
"O Nosso Lenço Castanho",
os quais vou partilhando por aqui. E tenho a certeza de que muitos gostam de os ler, recordar e apreciar.

Por isso pergunto: porque não reiniciar e dar continuidade a esta ideia?

Essa experiência mostrou-me a importância de registar memórias, partilhar testemunhos e valorizar os percursos daqueles que, diariamente, constroem o movimento.
Hoje, porém, sinto que este desafio pode e deve ir mais além.
Existe toda uma Região, já com seis Nucleos em atividade, que se quer cada vez mais forte e em crescimento contínuo. E esse crescimento não deve acontecer apenas em termos quantitativos, mas também, e sobretudo, em termos qualitativos.
Construir memória torna-se, assim, uma missão essencial. Porque as pessoas passam, as gerações renovam-se, mas o movimento permanece, com outros rostos, outros passos e outras vivências, mas sempre fiel ao mesmo espírito de fraternidade, amizade, serviço, lealdade e honra.

Este projeto não terá custos, uma vez que será desenvolvido em formato digital. Pretende valorizar os percursos de quem construiu e continua a construir o nosso caminho. Pretende também inspirar os vindouros, mostrando que o escutismo se faz de pessoas, histórias e valores vividos no quotidiano.

Reconhecendo e valorizando a revista oficial nacional da FNA:
"O Compasso",
não pretendemos, de forma alguma, substituí-la ou competir com ela. Sabemos que conta com uma equipa editorial eficaz, experiente e bem estruturada.
Pelo contrário: pretendemos complementar esse trabalho, contribuindo para que não se perca o vasto manancial de experiências, vivências, iniciativas e histórias que são muitas e caracterizam a nossa Região.

Falamos de uma Região com identidade forte, a segunda mais antiga a nível nacional, detentora de uma história rica e de um percurso que merece ser preservado, valorizado e partilhado.
Porque quem preserva a história honra o passado, respeita o presente e ajuda a construir um futuro mais sustentado e promissor.

Gostava muito de poder contar com todos nesta caminhada.
Este jornal será o espelho do empenho de cada um de nós e sei que nenhum escutista, à boa maneira do movimento, acredita em projetos impossíveis quando existe vontade, espírito de equipa e sentido de missão.

A tua experiência, o teu percurso e as tuas memórias são parte desta história que queremos preservar.

Vamos, juntos, construir hoje as memórias que amanhã alguém irá ler, recordar e continuar.

Hoje deixo-vos este repto em conjugação com uma partilha de algo de uma das memórias já preservadas...
Até breve COLABORADORES.

Sempre Alerta:" Uma Escola de Vida para Construir o Futuro"Há palavras que, pela sua simplicidade, escondem um significa...
14/06/2026

Sempre Alerta:
" Uma Escola de Vida para Construir o Futuro"

Há palavras que, pela sua simplicidade, escondem um significado profundo.
No Escutismo, uma dessas palavras é "Alerta".
Mais do que uma saudação ou uma expressão tradicional, ela representa uma atitude perante a vida.

Estar alerta é estar disponível para servir, atento às necessidades dos outros, preparado para agir quando a situação o exige e consciente do papel que cada um desempenha na construção de uma sociedade melhor.

Desde que o Escutismo chegou a Portugal, em 1923, inspirado pela visão de Baden-Powell, milhares de jovens e adultos encontraram neste movimento muito mais do que uma atividade de tempos livres. Encontraram uma verdadeira escola de cidadania, de caráter e de valores.
Uma escola onde se aprende fazendo, convivendo, partilhando e servindo. Uma escola onde cada desafio, cada caminhada, cada acampamento e cada momento de vida em equipa se transforma numa oportunidade de crescimento humano.

Quando olhamos para trás, recordamos inevitavelmente as aventuras vividas, os jogos, as construções em campo, as canções à volta da fogueira e as amizades que resistiram ao passar dos anos.

Mas, com o tempo, percebemos que a maior riqueza do Escutismo nunca esteve apenas nessas memórias. A verdadeira riqueza encontra-se nas lições que ficaram gravadas no nosso modo de pensar, de agir e de estar na vida. Aprendemos a assumir responsabilidades, a respeitar os outros, a trabalhar em equipa, a ultrapassar dificuldades, a confiar e a sermos dignos da confiança que os outros depositam em nós.

Aprendemos que liderar não significa mandar, mas servir; que a liberdade exige responsabilidade; e que a felicidade se torna maior quando é partilhada.

É precisamente nesta formação integral da pessoa que o Escutismo se encontra com os Direitos Humanos. Não através de discursos complexos ou de conceitos abstratos, mas através da vivência diária dos valores que reconhecem a dignidade de cada ser humano.
O respeito pelo próximo, a solidariedade, a justiça, a igualdade, a fraternidade, a paz e a defesa da natureza não são apenas ideias bonitas escritas em documentos; são princípios que se tornam realidade quando são vividos no quotidiano.

O Escutismo não procura formar seguidores passivos, mas cidadãos conscientes, capazes de pensar, decidir e agir de acordo com valores sólidos. Homens e mulheres íntegros, leais, responsáveis e comprometidos com o bem comum. Pessoas capazes de respeitar os direitos dos outros porque compreendem também os seus deveres. Pessoas que reconhecem na diversidade uma riqueza e não uma ameaça. Pessoas que sabem que a construção de um mundo melhor começa sempre pelos pequenos gestos de cada dia.

Num tempo em que tantas vezes se exaltam o individualismo, a competição desenfreada e a indiferença perante o sofrimento alheio, o Escutismo continua a propor um caminho diferente.
Um caminho assente na simplicidade, na proximidade, na entreajuda e no serviço.
Um caminho que recorda que o verdadeiro sucesso não se mede apenas pelo que acumulamos para nós próprios, mas também pelo bem que somos capazes de fazer aos outros.

Baden-Powell deixou-nos um desafio que continua tão atual hoje como há mais de um século: procurar deixar o mundo um pouco melhor do que o encontrámos. Essa continua a ser a essência da missão escutista.

Uma missão exigente, mas profundamente transformadora, porque não procura apenas mudar circunstâncias; procura formar pessoas capazes de mudar vidas, começando pela sua própria.
E talvez seja esta a maior razão para olhar o futuro com esperança. Ao longo das gerações, milhões de jovens aceitaram este convite para viver de forma mais consciente, mais solidária e mais comprometida. Hoje, vemos novos rostos a vestir o lenço, a aprender os mesmos valores e a descobrir o mesmo ideal de serviço que inspirou tantos antes deles. Neles encontramos a certeza de que esta chama continua acesa e de que o sonho de Baden-Powell permanece vivo.

Enquanto houver jovens dispostos a acreditar que vale a pena servir, partilhar, respeitar, proteger e construir; enquanto houver quem compreenda que a verdadeira grandeza está no caráter e não no poder; enquanto houver quem escolha fazer do mundo um lugar melhor, haverá razões para acreditar no futuro.
Porque o Escutismo não é apenas uma memória do passado. É uma proposta para o presente e uma esperança para o amanhã.
E a maior de todas as esperanças é saber que as novas gerações continuam a abraçar esta inspiradora forma de viver, garantindo que os valores de hoje serão a herança luminosa de um mundo melhor amanhã.
Sempre Alerta para Servir!
Jorge Moreira Silva
texto retirado do jornal Nucleo que a foto representa

Ser Português, Ser Escuteiro, Ser do Mundo...Neste Dia de Portugal, celebramos mais do que uma nação. Celebramos uma his...
10/06/2026

Ser Português, Ser Escuteiro, Ser do Mundo...
Neste Dia de Portugal, celebramos mais do que uma nação. Celebramos uma história, uma cultura, uma língua e um povo que, ao longo dos séculos, soube olhar para além do horizonte e partir ao encontro do desconhecido.
Também o escutismo nos ensina a fazer esse caminho.
Aprendemos a amar a nossa terra, a respeitar as nossas raízes, a honrar aqueles que vieram antes de nós e a servir a comunidade onde vivemos. É nesse amor pela Pátria que nasce um profundo sentimento de pertença, uma verdadeira portugalidade feita de valores, de memória e de compromisso.

Mas o escutismo leva-nos mais longe. Ensina-nos que as fronteiras não limitam a fraternidade, que a diferença não impede a amizade e que cada ser humano é nosso irmão.
Ao usarmos o mesmo lenço, os mesmos princípios e a mesma Promessa, descobrimos que pertencemos a uma família espalhada pelos quatro cantos do mundo.
Ser escuteiro é, por isso, viver esta maravilhosa dualidade: ter os pés firmes na terra que nos viu nascer e o coração aberto à humanidade inteira.

Hoje, ao celebrarmos Portugal, recordamos que a maior riqueza de um povo não está apenas naquilo que construiu para si, mas também naquilo que foi capaz de oferecer ao mundo. E nós, escuteiros, somos herdeiros dessa vocação de encontro, de serviço e de esperança.

Que nunca deixemos de amar Portugal com orgulho, mas que o façamos sempre com um olhar universal, conscientes de que a nossa Pátria é o ponto de partida para uma missão maior: construir, todos os dias, um mundo mais fraterno, mais justo e mais humano.
Porque um verdadeiro escuteiro leva Portugal no coração, mas guarda o mundo inteiro na sua fraternidade.

Em dia mundial dos oceanos, vamos  falar do mar e como ele une histórias, com alguns factos pouco conhecidos da maioria....
08/06/2026

Em dia mundial dos oceanos, vamos falar do mar e como ele une histórias, com alguns factos pouco conhecidos da maioria.
Pois bem, eis que:
Há algo de profundamente inspirador quando contemplamos a imensidão do oceano.
O horizonte parece não ter fim, as ondas sucedem-se incessantemente e, perante tanta grandeza, percebemos como somos pequenos diante da magnificência da criação.

O mar não é apenas água; é vida, é sustento, é equilíbrio, é beleza. É um dos maiores tesouros que Deus confiou à humanidade.

Neste Dia Mundial dos Oceanos, somos chamados a refletir sobre a nossa responsabilidade para com este património comum. Cada pedaço de plástico que evitamos, cada gesto de respeito pela natureza e cada atitude de preservação ambiental representam um compromisso concreto com o futuro.
Cuidar dos oceanos é cuidar da vida.

Para os escuteiros, esta missão tem um significado ainda mais especial.
A ligação do escutismo ao mar está presente nas próprias origens do movimento.

Muito antes da criação do Escutismo Marítimo, o jovem Robert Baden-Powell encontrava no seu irmão mais velho, Warington Baden-Powell, uma fonte de inspiração. Almirante, jurista, navegador experiente e apaixonado pela vida ao ar livre, Warington conduzia os irmãos Baden-Powell em expedições pelos rios e costas de Inglaterra, despertando neles o espírito de aventura, a autoconfiança e o amor pela natureza.
Foi precisamente dessa vivência que nasceu uma das mais importantes vertentes do movimento escutista.
A pedido de Baden-Powell, Warington escreveu em 1912 a obra
" Escotismo do Mar e Marinharia para Rapazes",
lançando as bases do Escutismo do Mar. Em colaboração com Lord Charles Beresford, desenvolveu um programa educativo que permitia aos jovens aprender navegação, marinharia, disciplina, liderança e trabalho de equipa através do contacto direto com o mar. O seu contributo foi tão marcante que continua, mais de um século depois, a inspirar gerações de escuteiros marítimos em todo o mundo.

Também nós, hoje, somos herdeiros desse legado. O escutismo ensina-nos a observar a natureza com olhos atentos, a protegê-la com ações concretas e a compreendê-la como uma manifestação da obra de Deus.
O desafio lançado por Baden-Powell continua atual: deixar o mundo melhor do que o encontrámos.

Ao longo da Bíblia, a água surge constantemente como sinal da presença e da ação divina. Foi através das águas que Deus libertou o povo de Israel da escravidão, abrindo o Mar Vermelho e conduzindo-o para a liberdade. Foi junto ao mar que Jesus chamou os seus primeiros discípulos, homens simples, pescadores habituados às ondas e aos ventos.
Foi sobre as águas agitadas que caminhou para mostrar que a fé é mais forte do que o medo.
Foi no Mar da Galileia que acalmou a tempestade e devolveu a serenidade aos corações dos seus seguidores.

Mas a água assume ainda um significado mais profundo na mensagem de Cristo. Jesus escolheu-a como sinal visível da renovação interior através do Batismo. Pela água batismal somos acolhidos na comunidade cristã, renascemos para uma vida nova e recebemos o convite para caminhar na luz do Evangelho.
A água torna-se símbolo de purificação, de transformação e de esperança.

Por isso, quando olhamos para os oceanos, não vemos apenas uma imensa extensão de água. Vemos um dom de Deus. Vemos uma fonte de vida. Vemos um apelo à responsabilidade. E vemos um sinal que nos recorda a ligação profunda entre a criação, a fé e a missão de cada cristão e de cada escuteiro.

Neste Dia Mundial dos Oceanos, que saibamos renovar o nosso compromisso de proteger a natureza, de servir os outros e de testemunhar a nossa fé através das nossas ações.
Que sejamos verdadeiros guardiões da criação, conscientes de que cada gesto conta e de que cada pessoa pode fazer a diferença.

Tal como Warington Baden-Powell viu no mar uma escola de carácter e Baden-Powell nele encontrou um caminho de formação para os jovens, também nós somos hoje chamados a descobrir no oceano uma fonte de vida, de aprendizagem e de responsabilidade. Porque se as águas dos oceanos sustentam a vida do corpo, a água escolhida por Jesus para o Batismo renova a mente, fortalece o espírito e purifica a alma.

Que as ondas do mar nos recordem a grandeza da criação e que a água do Batismo nos recorde, todos os dias, que fomos chamados a ser escuteiros de serviço, cristãos de esperança e guardiões do mundo que Deus nos confiou.
Noite tranquila

Aconteceu...Caros irmãos  Escutas.Como tudo o que começa tem um fim, também esta Atividade pertence já  aos anais da his...
08/06/2026

Aconteceu...
Caros irmãos Escutas.
Como tudo o que começa tem um fim, também esta Atividade pertence já aos anais da história.

Nem sempre é possível estar presente em todos os momentos que gostaríamos de viver.
No entanto, há acontecimentos cuja força e significado conseguem ultrapassar a distância e chegar até nós através dos testemunhos, das imagens e das emoções que outros generosamente partilham.
Foi precisamente essa a sensação proporcionada pelo 11.º Acampamento Nacional da Fraternidade de Nuno Álvares, pelo 1.º Acampamento da FEGA e pelo 6.º Jamboree, realizados sob o lema "Todos por Todos – De Brownsea ao Porto".

Ao longo dos últimos dias, as muitas fotografias, vídeos e relatos publicados permitiram acompanhar, ainda que à distância, uma experiência verdadeiramente marcante. Em cada imagem era possível reconhecer rostos felizes, reencontros aguardados, novos laços de amizade e a alegria simples de quem vive plenamente o espírito escutista.
Mais do que atividades, concursos, caminhadas ou cerimónias, aquilo que transpareceu foi algo muito mais profundo: uma grande fraternidade reunida em torno dos mesmos ideais.

Através de cada publicação tornou-se evidente a dedicação da organização, a participação entusiasta dos acampados e a força de uma irmandade que não conhece fronteiras.
Houve algo de particularmente belo em observar como homens e mulheres de diferentes proveniências, culturas e percursos de vida se encontraram unidos pelo mesmo compromisso de serviço, pela mesma Lei e pela mesma Promessa que continuam a inspirar gerações de escuteiros.
As imagens mostraram tendas e construções, atividades e celebrações. Mas revelaram também aquilo que nenhuma infraestrutura consegue criar por si só: a amizade.
Essa amizade que nasce do convívio, se fortalece na partilha e permanece muito para além do encerramento de qualquer campo.

No Escutismo Adulto existe uma magia discreta que só quem vive este ideal consegue compreender plenamente. Uma magia feita de confiança, de disponibilidade, de entreajuda e de fraternidade. E foi essa magia que tantas fotografias e vídeos conseguiram transmitir a quem os observou do outro lado do ecrã.
Por momentos, a distância pareceu encurtar-se. Cada reportagem publicada permitiu sentir um pouco do ambiente vivido, da alegria dos reencontros, da emoção das cerimónias, da beleza dos fogos de conselho e do entusiasmo de quem partilhava esta grande aventura escutista.
A todos os participantes, nacionais e estrangeiros, é devido um profundo reconhecimento pelo testemunho dado.

Através da vossa presença e da forma como viveram este acampamento, demonstraram que o Escutismo Adulto continua vivo, relevante e capaz de construir pontes de amizade e fraternidade num mundo tantas vezes marcado pela divisão e pelo individualismo.
Que cada um regresse a casa levando consigo memórias inesquecíveis, amizades reforçadas e a renovada vontade de servir. E que aqueles que acompanharam este encontro à distância possam guardar também a alegria de ter testemunhado, ainda que indiretamente, um belo exemplo de comunidade, serviço e espírito escutista.
Porque, no final, algumas das melhores imagens não são aquelas que ficam registadas nas fotografias. São aquelas que permanecem gravadas no coração.
E aquilo que as imagens deste acampamento mais revelaram foi algo simples e extraordinário: que a amizade continua a ser uma das mais belas expressões do ideal escutista.

Também acontece HOJE, o Dia Mundial do Ambiente, que por outras palavras nos lembra uma das nossas muitas missões enquan...
05/06/2026

Também acontece HOJE, o Dia Mundial do Ambiente, que por outras palavras nos lembra uma das nossas muitas missões enquanto Escuteiros e cidadãos...
Cuidar da Casa Comum!!

Celebramos hoje o Dia Mundial do Ambiente, uma data que nos convida a refletir sobre a responsabilidade que cada um de nós tem na proteção da natureza e na construção de um futuro mais sustentável.
Para os escuteiros, esta não é apenas uma preocupação ocasional, mas um compromisso permanente.
Desde os primeiros passos no escutismo, aprendemos a admirar a beleza da criação, a respeitar a vida em todas as suas formas e a deixar cada lugar um pouco melhor do que o encontrámos.
O livro- Escuteiro Global - de Frank Opie, recorda-nos que os desafios ambientais não conhecem fronteiras. As alterações climáticas, a poluição, a perda de biodiversidade e o desperdício de recursos afetam toda a humanidade, exigindo cidadãos conscientes e ativos.

O Escuteiro Global é chamado a compreender estas realidades e a agir localmente, sabendo que cada gesto tem impacto no mundo inteiro.
Ao plantar uma árvore, reduzir o desperdício, proteger uma linha de água, promover a reciclagem ou sensibilizar a comunidade para comportamentos mais sustentáveis, estamos a viver o verdadeiro espírito escutista: servir, educar pelo exemplo e construir um mundo melhor.

Neste Dia Mundial do Ambiente, renovemos o compromisso de sermos guardiões da natureza, conscientes de que a Terra não é uma herança recebida dos nossos antepassados, mas um empréstimo que devemos preservar para as gerações futuras.
Porque ser escuteiro é também ser sentinela da criação, transformando a preocupação pelo ambiente em ação concreta, todos os dias.

A acontecer hoje...Reflexão: – Sexta-feira do Tempo Comum“Disse o Senhor ao meu Senhor: senta-Te à minha direita.”Neste ...
05/06/2026

A acontecer hoje...

Reflexão: – Sexta-feira do Tempo Comum

“Disse o Senhor ao meu Senhor: senta-Te à minha direita.”

Neste breve diálogo, Jesus convida-nos a olhar para além das aparências.
Para muitos, o Messias seria apenas um descendente de David, um rei humano. Mas Jesus mostra que Ele é muito mais: é o Senhor que partilha a glória do Pai e ocupa o lugar à Sua direita.

A Palavra desafia-nos a reconhecer Cristo não apenas como uma figura histórica ou um mestre de sabedoria, mas como o Senhor da nossa vida. Muitas vezes dizemos que acreditamos n'Ele, mas continuamos a sentar-nos nós próprios no trono das nossas decisões, dos nossos interesses e das nossas certezas.

O escuteiro adulto sabe que liderar é, antes de tudo, servir. E servir exige humildade para deixar que Cristo ocupe o lugar central.

Quando O colocamos à nossa direita, como companheiro de caminho, aprendemos a olhar os outros com mais fraternidade, disponibilidade e espírito de missão.
Que hoje possamos perguntar-nos: quem ocupa verdadeiramente o primeiro lugar no meu coração?
Se for Cristo, então o nosso serviço, as nossas escolhas e os nossos passos encontrarão um sentido mais profundo.

"Senhor, ensina-me a reconhecer-Te acima de todas as coisas e a seguir-Te com a fidelidade de quem sabe que só em Ti encontra o verdadeiro caminho."

Santíssimo Corpo e Sangue de CristoOntem,  caminhámos em procissão atrás de Cristo presente na Eucaristia, sinal vivo do...
05/06/2026

Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo

Ontem, caminhámos em procissão atrás de Cristo presente na Eucaristia, sinal vivo do amor de Deus pela humanidade.
No pão consagrado e no vinho consagrado, reconhecemos o Corpo e o Sangue de Jesus, alimento espiritual que fortalece a nossa fé, renova a nossa esperança e nos impele à caridade.

A Procissão do Corpo de Deus não é apenas uma tradição; é uma profissão pública de fé. Ao acompanharmos o Santíssimo Sacramento pelas ruas, testemunhamos que Cristo continua presente no meio do Seu povo, caminhando connosco nas alegrias e dificuldades da vida.

Neste dia, merece também uma palavra de apreço a todos os elementos adultos da Fraternidade de Nuno Álvares que se disponibilizaram para participar e acompanhar este solene momento. A sua presença discreta, mas comprometida, traduz o espírito escutista vivido para além da juventude, demonstrando que a Promessa não envelhece e que o ideal do serviço continua a iluminar o caminho de quem escolheu permanecer fiel aos valores do Escutismo.

Ao marcharmos juntos, sob o mesmo lenço e a mesma fé, renovamos o compromisso de sermos cristãos ativos e escuteiros disponíveis, conscientes de que cada passo dado atrás de Cristo Eucarístico é também um passo dado ao encontro dos irmãos.

A nossa presença nesta celebração é testemunho de uma fraternidade que se constrói na oração, no serviço e na comunhão.
Que o Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo fortaleçam a caminhada de todos os irmãos escutas adultos, para que, seguindo o exemplo do Senhor, continuemos a deixar um rasto de alegria, esperança e serviço por onde passarmos.
"Uma vez escuta, escuta para sempre; uma vez discípulo de Cristo, discípulo para toda a vida."

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