Centro de Recreio Popular, Académico dos Penedos Altos
Decorria o ano de 1954, quando um grupo de habitantes do Bairro dos Penedos Altos teve a ideia de fundar uma associação desportiva e cultural, o Académico dos Penedos Altos. Foi arrendada uma casa, nas traseiras do prédio do Riscado, na Rua da Igreja, para o efeito. Em 24 de junho de 1954, a nova coletividade filiou se na Fundação Nacional pa
ra a Alegria no Trabalho, F N A T, nos termos dos artigos vinte e quatro e vinte e cinco dos estatutos daquele organismo, publicados em anexo ao Decreto Lei número trinta e sete mil oitocentos e trinta e seis, de 24 de maio de 1950. A frequência de pessoas na sede aumentou ao ponto de a direção ter de procurar um espaço mais amplo, onde pudessem ser desenvolvidas mais atividades culturais, desportivas e recreativas. Surgiu a ideia de arrendar a antiga casa da Quinta dos Melos, da qual eram proprietárias Dona Maria Isilda Campos Melo, Dona Maria Teresa Lima Campos Melo Moitinho de Almeida e Dona Maria Beatriz Lima de Campos Melo. Feitas as diligências necessárias, a associação mudou se para a nova sede no ano de 1955, ocupando o rés do chão. O andar superior estava ocupado pelo rendeiro da família Campos Melo, provisoriamente, até que se concluísse a construção de uma casa no bairro. Nesse mesmo ano começaram a praticar se as modalidades de voleibol e futebol de onze, disputando de imediato os campeonatos da Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho, F N A T. No ano de 1957 foram criadas as modalidades de ténis, badminton, hóquei em patins e ténis de mesa. Em 1963 surgiu a formação de um grupo de teatro, que apresentou várias comédias, farsas e revistas. Nos finais da década de sessenta, o Académico participou nos Torneios de Primavera, na modalidade de futebol de salão, saindo vencedor nos anos de 1970, 1991, 1992 e 1997. A F N A T, Delegação da Covilhã, no ano de 1966 organizou um concurso de presépios a nível regional, no qual o Académico foi premiado, recebendo o respetivo diploma. Esta associação continuou a inovar nas suas atividades e, no ano de 1971, introduziu a modalidade de basquetebol. Em 1979, o Académico participou nos campeonatos da segunda divisão na modalidade de voleibol e, nesse mesmo ano, marcou presença no torneio organizado pelos Unidos do Tortosendo, nas modalidades de basquetebol e futebol de salão. No ano de 1986 organizou o primeiro torneio de tiro ao alvo e, em 1987, participou no segundo torneio do Sport Club da Pousadinha e no primeiro torneio da Associação Desportiva de Belmonte. Nos anos noventa a direção do Académico enfrentou o problema da venda da sua sede e dos terrenos anexos. Os senhores Engenheiro Laurentino Agostinho de Almeida, Moisés Agostinho de Almeida e José Luís Carrilho de Almeida pretendiam adquirir a associação para aí construírem uma urbanização que incluía a demolição da sede. A coletividade não desistiu de defender o seu património e pediu a intervenção da Câmara Municipal da Covilhã, então presidida pelo Engenheiro Jorge Pombo. Em 1988 o Académico participou nas Marchas Populares da Covilhã, obtendo o segundo lugar da classificação geral e o primeiro lugar no traje. No ano de 1999 entrou no Torneio Quadrangular Juvenil do C D West Athletic, disputado no pavilhão do I N A T E L, sagrando se campeão. Nos finais de 1999 o Presidente da Câmara Municipal da Covilhã garantiu que o Académico não ficaria sem sede. A Câmara reuniu com os proprietários do edifício e chegou a consenso, tendo sido posteriormente lavrada a escritura de posse, registada no ponto oito da ata de 14 de janeiro de 2000. Começaram de imediato as obras de remodelação de todo o espaço, com renovação e requalificação do interior. As novas instalações foram inauguradas a 23 de setembro de 2001 pelo Presidente da Câmara Municipal da Covilhã. Com as instalações renovadas, que vieram embelezar e dar nova vida à sede do Académico dos Penedos Altos, a associação continuou a dignificar o bairro. Contudo, nos últimos anos, em diversas assembleias revelou se a existência de dívidas significativas. Em 2012 houve mudança de direção, presidida por Miguel Rebelo, com Filipe Antunes na Assembleia Geral e João Brás no Conselho Fiscal. Todos se empenharam em reduzir o passivo da associação. Esta nova direção apostou em novas atividades como o pool, o pool português, a ginástica, o futsal, os torneios de matraquilhos e a criação de uma academia de patinagem artística. Foram remodeladas várias salas da coletividade, dinamizando as atividades e promovendo o aluguer para parcerias com esteticistas, explicadores, fisioterapeutas e outros profissionais que solicitaram os serviços da associação. Apostou se novamente nos tradicionais bailes do bairro, no baile do emigrante, nas quermesses e nas sempre apreciadas marchas populares. Ano após ano tem se registado uma diminuição constante do passivo. As modalidades e atividades introduzidas devolveram vida a uma casa que antes estava vazia. Atualmente é intenção da direção, dos associados e dos moradores elevar o nome da coletividade aos patamares superiores, com empenho, dedicação e determinação.