Unidos Em Defesa de Covas do Barroso

Unidos Em Defesa de Covas do Barroso Associação local pela defesa do ambiente, do património e da qualidade de vida em Covas do Barroso. Não à Mina, Sim à Vida!

Seguimos os princípios do comunitarismo, da participação cívica e da autodeterminação coletiva.

11/10/2026

Este é o motivo que demos à GNR quando nos perguntou porque estamos a impedir os trabalhos da empresa: Esta luta chegou a um ponto sem retorno. Temos que fazer justiça com as próprias mãos! Não somos ouvidos e o estado não está do nosso lado. Continuaremos a lutar de todas as formas possíveis até acabar com este projeto.

Não aceitamos ser sacrificados para benefícios de privados e para gerar cadeias de riqueza fora de Portugal, ficando nós com a poluição e o prejuízo.

Acompanha-nos ao longo desta semana para saberes tudo sobre o bloqueio da população de Covas do Barroso às máquinas da empresa que nos quer impôr a maior mina de lítio a céu aberto da europa.

Partilha os nossos vídeos, comenta e fala sobre a nossa luta com as pessoas que conheces!

NÃO À MINA! SIM À VIDA!

10/10/2026

Ontem parámos as máquinas.
Chegámos ao fim da nossa paciência.
Há quase 10 anos que nos dizem para esperar. Para aceitar. Para baixar os braços.
Hoje respondemos: não.

Esta é a nossa terra.
Esta é a nossa aldeia.
E nós ainda estamos aqui.

NÃO À MINA. VIVA O BARROSO!

09/10/2026

Hoje, Covas do Barroso levantou-se. ✊

Há quase 10 anos que lutamos contra a Mina do Barroso. Hoje, chegámos ao limite: juntámos as nossas aldeias e pusemos o corpo à frente das máquinas para defender a nossa terra, a nossa liberdade e a vida da nossa comunidade.

Não vamos desistir. Enquanto houver esperança, haverá luta.

Precisamos de um país inteiro atento ao que está a acontecer em Covas do Barroso. Esta luta é de todos. E toda a ajuda é bem-vinda. 

NÃO À MINA. VIVA O BARROSO!

07/10/2026
04/10/2026

O nosso modo de vida é um de liberdade. Podermos ir ao monte quando quisermos, passear, caçar, pescar. Cultivar e colher do nosso trabalho, em terrenos que herdámos de pais e avós. Fazer da serra a nossa casa. Mas tudo isto está posto em causa com a servidão administrativa autorizada pelo governo. Com ela, a Savannah tem licença para ocupar terrenos, contra a nossa vontade, e trabalhar neles. O governo serve assim interesses privados, em vez de proteger a população que diz representar. Ninguém devia ser obrigado a viver com o quotidiano que nos estão a impor, a paredes meias com seguranças privados e com usurpações de terrenos.

Mas sabemos que pelo país inteiro muita gente se indigna com tudo isto, exactamente como nós. Vamos continuar a resistir a este projecto, e para isso precisamos da ajuda de toda a gente. Ajuda-nos a amplificar a nossa voz e partilha a nossa história. É hora de esta injustiça virar debate nacional.

🌿 NÃO À MINA, SIM À VIDA!

02/10/2026

Douw Steyn é especialista em poluição do ar. Depois de rever a Declaração de Impacto Ambiental da Mina do Barroso considera o estudo técnico precário. O próprio painel de avaliação ambiental encomendado pela Agência Portuguesa do Ambiente reconheceu as fraquezas do estudo técnico, e mesmo assim emitiu uma recomendação favorável ao desenvolvimento da mina. 

A Declaração de Impacto Ambiental é emitida pela Agência Portuguesa do Ambiente, um órgão com a responsabilidade de zelar pelo ambiente, pela saúde das pessoas,  e por certificar-se de que o desenvolvimento das indústrias não põe em causa o bem estar das populações. No entanto, vemos uma declaração favorável condicionada ser emitida, a favor de uma mina de lítio cujos verdadeiros impactos no ambiente e na saúde da população não foram devidamente estudados, o que comprova, neste caso, em relação à poluição atmosférica.

Não podemos permitir o avanço de uma mina que pode pôr em causa a saúde da população e o meio ambiente. Não vamos ser complacentes com um projeto que coloca a nossa saúde em segundo plano. Não aceitamos ser sacrificados!

NÃO À MINA!

29/09/2026

A grande maior parte das pessoas não vende os seus terrenos à Savannah. O Baldio também lhe veda acesso. Por isso, a empresa teve de recorrer a duas servidões administrativas: ou seja, pediu ao governo licença para entrar nos terrenos privados e baldios para fazer prospecções, mesmo se contra a vontade de proprietários e compartes. Tem-no feito, de lá para cá, desrespeitando continuadamente a população, trabalhando fora das áreas delimitadas e instalando segurança privada na aldeia, criando assim um clima de vigilância.
Denunciamos agora mais um abuso por parte da empresa. Numa época de falta de água, apanhámo-los a retirar água de um ribeiro no baldio, fora da área de concessão. Tentam assegurar-nos de que a água da população não está em risco com este projecto, e que os nossos direitos vão ser respeitados, mas basta a experiência das duas servidões administrativas para perceber a realidade.

A nossa mensagem continua a ser a mesma:
NÃO À MINA!!📢

27/09/2026

Em desafio à mina que nos querem impor na aldeia, o Libo tem escrito desde o início da luta canções de resistência e de amor ao nosso Barroso. Aqui, em Covas do Barroso, não precisamos que falem por nós, não precisamos que decidam por nós o que é o melhor para a nossa região, não precisamos que se metam ao volante de um futuro que é nosso. Temos voz própria, representada como nunca nas canções do Libo. E esta voz, alimentada por outras vozes por todo o país, continuará a dizer alto e bom som: Não passarão.

🚫Não à Mina. Viva o Barroso!🌿

24/09/2026

🌿 Nas cidades, “baldio” quer muitas vezes dizer sítio abandonado, sem zelo. Lugar de ninguém. Aqui em Trás-os-Montes acontece precisamente o contrário.

O baldio é o lugar de todos. É uma área que nem é pública (pertencente ao Estado) nem é privada (com proprietário individual). Pertence à aldeia – ou, mais precisamente, a quem a aldeia reconhece como “comparte” do baldio. Tem um Conselho Directivo que é eleito para o gerir, mas as decisões mais relevantes são levadas às assembleias de compartes, onde são colectivamente discutidas. Aqui, em Covas do Barroso, estas assembleias chegam a ter 100 pessoas.

Historicamente, o baldio foi essencial ao nosso modo de vida, já que permitia que quem não possuísse terras pudesse na mesma manter gado, levando-o a pastar ao monte. Mas ainda hoje é essencial para o sustento dos agricultores. Recorremos a ele para lenha, mato para as camas dos animais, apanhar cogumelos silvestres, caçar e pescar. E é, acima de tudo, um lugar de memórias, de liberdade, onde brincávamos em pequenos, onde namorávamos às escondidas e onde passávamos tempo com a nossa família.

A mina que querem fazer na nossa aldeia é principalmente em área baldia. Quando dizemos “não” a este projecto, estamos também a lutar por esta herança ancestral que nos deixaram, e que queremos deixar aos vindouros. Uma herança que é ao mesmo tempo de todos e de ninguém.

🚫Não à mina! O baldio à sua gente!

20/09/2026

Em janeiro deste ano, o Governo anunciou um financiamento público de 110 milhões ao projeto da Mina do Barroso. Este é um projeto de uma empresa privada, a Savannah Resources, que ameaça uma região classificada como Património Agrícola Mundial.

Recorde-se que este projecto pressupõe quatro minas a céu aberto, recorrência a explosivos, gasto diário de certa de um milhão de litros de água e uma barragem de rejeitados tóxicos com 140 metros de altura. Ao financiá-lo, o Estado apoia um projeto contestado pelas populações, que violou direitos de participação pública e cuja Declaração de Impacte Ambiental, segundo parecer do Ministério Público, deve ser anulada.

⚡A transição energética não pode implicar o sacrifício de comunidades que mantêm relações sustentáveis com a terra. Pelo contrário, proteger o ambiente passa por reconhecer a importância ecológica destas comunidades e criar condições para a sua continuidade. Ao financiar um projecto destes, o Governo faz uma escolha política: proteger interesses privados em vez de salvaguardar os direitos das comunidades que afirma representar. Por essa razão, é um governo sem credibilidade para invocar o interesse público.

A UDCB continuará a trabalhar para travar este projeto, fazer valer os direitos das populações e defender o património comum da região. 🌱

🌿 Verde já é o Barroso!

🚫 NÃO À MINA!

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Covas Do Barroso

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