XIX, danças, cantares, usos e costumes da cidade de Coimbra e arrabaldes. Coimbra situa-se na margem direita do rio Mondego, dispondo-se em anfiteatro sobre as margens deste.
É uma cidade antiga e de seculares tradições, sempre ligadas à boémia estudantil e às suas musas inspiradoras, as mulheres de Coimbra, designadas tradicionalmente por “Tricanas”.
É desta relação entre tricanas, estudantes, Universidade e o rio Mondego que nos falam muitas das tradições Coimbrãs, da maneira de estar, de ser e sentir do seu povo. Esta cidade, conhecida por muitos pelo “trovar”das suas baladas, pela boémia dos seus estudantes e pelas tradições académicas, tem de facto na Universidade um dos seus “ex-libris”, quer pela sua importância cultural, quer pelos seus setecentos anos de história. Foram os estrangeiros os primeiros artistas plásticos que, no primeiro quartel do século XIX, passaram para as telas e, para sempre eternizaram a vida da cidade, os seus costumes, as suas profissões mais características e os seus modos de trajar. Na tentativa de retratar o quadro humano, bem como o seu contexto histórico e sócio-económico, o Grupo Etnográfico da Região de Coimbra pretende manter viva a tradição e autenticidade dos trajos identificativos do povo em meados e finais do séc. O Folclore de Coimbra, pela sua riqueza etno-folclórica, pela variedade de ritmos e coreografias tradicionais, representa só por si uma fonte de riqueza cultural que necessita de ser preservada, recuperada e devolvida novamente ao domínio público através da participação do Grupo Etnográfico da Região de Coimbra em festas de folclore, feiras tradicionais e romarias.