08/06/2026
Caros amigos
Dada a falta de um número mínimo de pessoas para nos mantermos activos o nosso grupo chegou ao fim enquanto secção do Centro Recreativo de Assafarge Ficam muitas memórias felizes e boas amizades. Foi um sonho que valeu a pena, mas temos de aceitar tudo o que não depende de nós.
A comunidade de Assafarge não se mostra interessada na conservação do património rústico e na biodiversidade local, sendo muito difícil mobilizar as pessoas. Apesar das caminhadas e passeios registarem elevada afluência de pessoas, a participação em oficinas e tertulias atraiu mais amigos de Coimbra e até de outras cidades l, do que das aldeias de Assafarge.
Sabemos que a única ONG de Ambiente de Coimbra, a Milvoz - Associação de Protecção e Conservação da Natureza inicialmente com sede em Assafarge irá mudar a localização da mesma para outra localidade onde existe apoio, abertura e maior interesse no excelente trabalho que têm vindo a realizar. Os nossos amigos estão mais do que aptos a esclarecer questões que os seguidores desta página possam ter 😊
Lamentamos que o projeto do centro interpretativo não se tenha concretizado, assim como muitos outros que idealizámos em 2018, como a mata pedagógica ou os prados, mas cada um de nós pode fazer a diferença na sua própria casa..
Talvez um dia surja um maior interesse pelas cortelhas, pelos muros de pedra seca e pelos caminhos rurais que vão desaparecendo.
A diversidade de espécies de plantas e animais silvestres será cada vez mais importante para contar a nossa história humana e natural e para sinalizar a qualidade do ambiente em que vivemos, num mundo cada vez mais rendido ao betão e ao asfalto e a costumes importados de outras cidades ou mesmo de outros países.
Esperamos que o bom senso das pessoas as ajude a reconhecer a beleza que permanece, e que está cada vez mais dependente de escolhas pessoais e familiares.
Foram mais de 5 anos de muita dedicação e amor pela Casa Comum na aldeia onde vivi a primeira infância, com múltiplos eventos muito participados e bem sucedidos, mas sem impacte real na valorização pública dos espaços verdes que ainda podem ser preservados.
Obrigada a todos os que contribuíram para tantos encontros felizes, aos que estiveram presentes de corpo e alma, aos que tanto nos ensinaram e sobretudo aos que plantam árvores que sabem que não verão alcançar a sua dimensão plena.
É também de gestos simples, sem propaganda, como os de plantar e semear, de simplesmente aproveitar e ver florir o que a natureza sempre nos deu, da decisão de deixar de lado pesticidas, ou de não fazer queimas em casa, que está um futuro mais saudável para todos.
Espero que sejamos capazes de zelar melhor pela Casa Comum, como tanto pediu o Papa Francisco, começando na nossa própria casa, conhecendo as plantas e animais que nos rodeiam.
Oxalá possamos evoluir e ser muito melhores enquanto agentes de conservação da Vida e da saúde das nossas comunidades.
CSF