21/05/2026
Coimbra ensina-nos a viver de uma forma que nenhuma outra cidade consegue explicar. Ensina-nos através das noites sem fim, das amizades que parecem eternas, das guitarras que ecoam pelas ruas antigas e da saudade que começa antes mesmo da despedida chegar. E é na Serenata Monumental onde tudo isso se torna impossível de esconder.
Quando o silêncio toma conta da Sé Velha e o primeiro acorde corta a noite, cada estudante sente que está a viver algo maior do que uma tradição. Porque naquele instante passam pela memória todos os anos vividos em Coimbra: os medos do primeiro dia, os risos partilhados, as noites intermináveis, os abraços apertados e todas as pessoas que transformaram esta cidade em casa.
A Serenata Monumental não é apenas música. É saudade antecipada. É sentir o peito apertar ao ouvir palavras que parecem escritas para cada estudante ali presente. É perceber que a vida avança depressa demais e que há momentos tão bonitos que quase não cabem na saudade.
Coimbra tem esse poder raro: marca-nos de forma irreversível. Afinal, há cidades onde se vive… mas Coimbra é uma cidade que vive dentro de nós para sempre. F**a nas memórias, nas músicas, nas fotografias antigas e naquele vazio estranho que aparece sempre que alguém pronuncia o nome da cidade.
E quando tudo terminar, quando as capas forem rasgadas, os últimos abraços dados e a despedida finalmente chegar, ficará apenas a verdade que todos os estudantes acabam por descobrir: quem passa por Coimbra nunca parte por completo. Porque leva consigo uma parte da cidade para sempre e sabe que, mais cedo ou mais tarde, acabará inevitavelmente por voltar.
AE-ESTeSC, Por ti, Para ti! 💙💛