30/01/2026
...:::... H U M A N S O F B O A B A Y E L A - Edição especial 7° Milenário ...:::...
"Cheguei à república em setembro de 2024. Tinha vindo da Madeira, o lugar onde vivo, e fiquei imediatamente fascinada com a dimensão de tudo: a cidade imensa, a quantidade de pessoas diferentes que cruzavam o meu caminho, o clima incrivelmente quente. Tudo parecia novo, vibrante e vivo.
Quando entrei em casa e me sentei no meu quarto da altura (Lyn-Kopo) senti-me estranhamente em casa. Havia um conforto difícil de explicar, uma sensação de pertença imediata. Fiquei encantada com a história da casa, com as pinturas que cobriam as paredes e com o património que ali vivia em cada canto. Passei horas a observar as obras, à procura de novos significados e interpretações escondidas nos detalhes.
Mal conheci os membros que cá viviam, apercebi-me que este seria um lugar livre, cheio de emoção, partilha e memórias. Um espaço que, de alguma forma, me tornaria numa pessoa melhor. Quando entrei na sala de jantar e li as frases escritas nas paredes, senti um conforto profundo , como se conhecesse todas aquelas pessoas e tivesse rido daquelas piadas.
Nada se compara ao sentimento de pertença e família que esta casa me deu. Não podia ter escolhido melhor, mesmo tendo escolhido sem querer pelo idealista. Foi, sem dúvida, uma das melhores decisões da minha vida. Toda a história, as paredes, a arte, o hino e os poemas... tudo isso fez com que quisesse ficar."
#122 :: Ana Catarina Fernandes Correia :: Estudante em Antropologia :: Nos tempos livres gosta de escrever, ouvir músicas, desenhar e pintar :: Bay-Semilha. Mor da casa conta-nos como foi a sua primeira vez na casa