12/10/2026
Na morte temos oportunidade de dar sentido e homenagear a vida de quem partiu.
Pessoas e animais criam laços que não mais se desembaraçam. A forma como vivemos a perda e o luto vai definir o que carregamos connosco.
As vivências são transformativas… mas o cérebro é-nos um lugar estranho que aprende estratégias de sobrevivência que nem sempre são positivas.
Assim negamos a dor ou vivemos nela sem nunca aprender a viver COM ela.
Esse trabalho inclui a ritualização da despedida.
Ontem uma família perdeu a sua gatinha de 18 anos.
Conseguiram acompanhá-la nos momentos finais, em família e com a tranquilidade possível.
Sem certezas, em dor, com medos. Fizeram-no.
Permitiram-se (pais e criança), chorar no regaço uns dos outros e no corpinho a quem devotaram tantos cuidados.
Não se apressaram; não forçaram o momento.
Autorizaram-me que aqui deixasse (depois de discutirmos as opções de encaminhamento do corpo), a “urna” que fizeram.
O ritual dá espaço às emoções e auxilia o cérebro a aceitar a realidade do acontecimento.
Aprender a viver é aceitar a plenitude da existência. No seu princípio e no seu (aparente) fim.
Que façamos bons lutos 🫂🙏