15/09/2026
Dia 5 de setembro de 2026, Nazaré
Crónica do antigo elemento Luís Rocha “Rochinha”
Ao Aposento saiu um “David Ribeiro Telles” que, tal como o 1º da corrida, pesava quase 600kg, alto, comprido, bem armado e com 4 anos.
Cedo evidenciou comportamento reservado, nomeadamente com arrancadas de manso não obstante ter permitido lide.
Saltaram João Diogo, Lourenço Pinto e Daniel Caleiro para as 3as, Fred Abreu a rabejar, Daniel Feijoca e Manuel Bento para as 2as, Salvador Sottomayor 1as e João Armando para a cara.
Cite correto, recuou muito bem na cara do toiro retirando impacto na investida que se adivinhava, e foi, violenta mas o toiro, antes de chegar ao Salvador e na passada, repentinamente, baixa e abana a cabeça para o lado esquerdo não permitindo ao João fechar-se com o braço esquerdo nem aos ajudas intervirem.
Recomposto, citou de novo e a 2a tentativa foi muito idêntica à 1a.
Na 3a o toiro foi crescendo, bateu e o João, na “briga” para f**ar na cara, parecia condenado ao insucesso mas o Manel Bento deita-lhe a mão e já parecia que se ia consumar ali mas o toiro sentindo peso na cara derrotou com ainda mais violência inviabilizando a tentativa.
A 4a foi a sesgo com ajudas carregadas e consumou-se.
Concluindo, pega dura com um toiro a bater forte mas em que tudo fluiu e decorreu sem sobressaltos, com naturalidade tendo f**ado evidenciada a capacidade, serenidade e decisão do grupo.
Apenas um reparo. Na 2a tentativa o João foi demasiado rápido ao toiro, quis resolver depressa. Foi para a 2a tentativa como se estivesse a ir para a 3a ou 4a.
Não obstante esteve sempre digno, bem e na próxima terá mais sorte.
Ainda uma nota final.
Nestes toiros chatos, entre tentativas (logo após a 2a) recomenda-se que o rabejador entre discretamente ao toiro e lhe dê uns “calmantes”. Todos criticam mas todos o fazem.
O Fred esteve atento e fez o que pode.
Pelo Aposento, venha vinho.