Fundada em 9 de Julho de 1997, a Associação Nacional de Surfistas (ANS) é uma associação sem fins lucrativos de direito privado, criada originalmente para defender os direitos dos praticantes de surf nas áreas da competição, desenvolvimento, formação, divulgação e protecção do ambiente. Na prática, à época, o que levou à formação da classe de surfistas praticantes com aspirações profissionais na m
odalidade, foi uma atitude crítica do trabalho até então desenvolvido pela Federação Portuguesa de Surf (FPS). Em 14 de Março de 2002, antecipando o espírito da Lei de Bases da Actividade Física e do Desporto (Lei N.º 5/2007 de 16 de Janeiro), a qual viria a limitar a actuação das federações desportivas nas competições profissionais, a FPS delegou e reconheceu naquele seu associado a missão e a capacidade de organizar o Campeonato Nacional de Surf, individual, para profissionais, estabelecendo-se assim uma importante paz e união no desenvolvimento da modalidade em Portugal. Tratando-se de uma Associação de Praticantes (profissionais), o novo Regime Jurídico das Federações Desportivas (Decreto-Lei N.º 248-B/2008 de 31 de Dezembro), veio trazer também, na Assembleia Geral da FPS, importância acrescida a esta associação e potenciou que se criassem, curiosamente, alguns mecanismos que o próprio futebol profissional veio a inspirar-se em 2010. Em concreto, a regulamentação, organização e comercialização das competições desportivas profissionais nacionais é feita no seio da ANS, sendo que à FPS incumbe a missão exclusiva de formar, avaliar e seleccionar os árbitros e criar os regulamentos disciplinares, respectivamente através dos seus órgãos denominados Conselho de Arbitragem e Conselho Disciplinar. Desta forma, a missão da FPS no surf profissional, f**a confiada a um dos seus parceiros e associados, com representação directa junto dos atletas. Desde 2002, o modelo adoptado pela ANS tem sido o de escolher, através de concursos privados, os melhores parceiros comerciais e logísticos para levar a cabo a organização e promoção das competições que lhe tem confiadas e, ao mesmo tempo, focando a sua actuação no surf profissional, contribuir para o melhor enquadramento fiscal e legal dos praticantes e dos promotores de eventos. A associação vem pugnando por uma crescente profissionalização da sua gestão, criando produtos e serviços essenciais para a sua existência e independência financeira. Em 2005, motivado pela existência de uma importante lacuna no quadro de competições nacional e pela própria iniciativa internacional da ASP, a ANS, acrescenta ao seu portfolio de actuação, a organização do Campeonato Nacional de Surf Sub-20 (vulgo Pro Junior, CNPJ). Corolário destas iniciativas é atribuição, em 2008, da primeira Bolsa Desportiva do surf em Portugal, a qual atribuirá um apoio financeiro a vários atletas nacionais elegíveis para representar as cores de Portugal em todas as competições internacionais quer da ASP quer da ISA. Em 2010, criou a marca LIGAPROSURF para, desta forma, potenciar o naming do antigo Campeonato Nacional de Surf Open M/F, criar linhas de merchandising e produtos e revender direitos de imagem e desportivos, sendo que o seu funcionamento é totalmente auto financiado e sem recurso a apoios públicos.