Feminismo para tod.s

Feminismo para tod.s Conversas informais sobre igualdade de género, defesa dos direitos humanos e cidadania.

O teatro tem uma forma muito própria de nos colocar no lugar do outro, de nos confrontar com realidades que nem sempre v...
08/04/2026

O teatro tem uma forma muito própria de nos colocar no lugar do outro, de nos confrontar com realidades que nem sempre vemos — ou escolhemos não ver — e muitas vezes não vivemos. Mais do que um espelho da sociedade, o teatro pode ser um motor de intervenção e transformação.

No encontro com as histórias que ganham vida em palco, abrem-se espaços de reflexão que podem questionar preconceitos, desafiar normas e provocar mudanças na forma como vemos, sentimos e agimos sobre temas que atravessam a forma como vivemos em sociedade.

Mudanças que se fazem sentir tanto em quem assiste como em quem cria e interpreta — atores, atrizes e encenadores que, ao dar corpo a estas narrativas, também se (re)pensam e se transformam.

Será no palco que nos encontraremos com Juliana Catarino e Miguel Matos, cruzando experiências e olhares, e refletindo sobre o teatro como espaço e instrumento de criação e expressão capaz de comunicar, questionar, despertar consciências e transformar.

🗓 16 abril | 18h30
📍 Pavilhão Multiusos de Febres

✨ Vem construir esta conversa connosco!

Gratuita e aberta a toda a comunidade.

Em março, no mês em que se assinala o Dia Internacional da Visibilidade Transgénero, estivemos à conversa com o Sal, num...
31/03/2026

Em março, no mês em que se assinala o Dia Internacional da Visibilidade Transgénero, estivemos à conversa com o Sal, num encontro que nos convidou a escutar um percurso de descoberta, afirmação e construção de si.Uma vida que se começa a afirmar quando surge a consciência de que existem tantas caixas quantas nenhumas. Caixas essas que o Sal ajudou a desmontar com a humildade e a paciência que usa para esclarecer quem quer compreender, dos mais curiosos aos que ainda resistem. Ao longo da conversa, foi desconstruindo conceitos, palavras e ideias feitas, abrindo espaço para reconhecer outras formas de ser e de existir. Uma conversa que nos mostrou que talvez a fluidez seja mais real do que as fronteiras em que as culturas nos fizeram acreditar.
Foi também uma tarde de escuta, em que nos deixámos envolver pela presença de alguém que procura explorar a fundo e encontrar a sua realidade, mas sem nunca deixar ninguém desconfortável.
O percurso do Sal é, como o de tantas outras pessoas que se debatem consigo próprias, um caminho também feito de obstáculos, que pode tornar-se uma luta interna e externa, num mundo que nem sempre acompanha aquilo que é fundamental expressar para se viver em sintonia com a sua natureza. Mas é também um caminho que se transforma quando existe apoio. No seu caso, a certeza de ter nascido na família certa, onde a aceitação, o cuidado e o amor permitiram que esta aproximação ao seu verdadeiro eu se tornasse mais segura e real.

A esta conversa juntou-se também a rede ex aequo, que acolhe jovens LGBTQIA+ e cria espaços de partilha e lugares onde se questiona e onde se reconhece que, tantas vezes, o erro está apenas no olhar de quem julga. E que são também promotores de momentos de aprendizagem e formação. Porque o conhecimento liberta mentalidades. E, com ele, libertamo-nos tod*s.

Obrigada Sal, pela coragem e por sairmos desta Roda pessoas mais esclarecidas.
Obrigada Rede Ex Aequo, pela presença e pelo apoio.
Obrigada Fátima, por registares mais uma roda, através da tua lente cheia de sensibilidade.
Obrigada Associação FotografARTE, por nos abrirem a Roda a mais um momento de afirmação.

24/03/2026

O projeto Feminismo para tod.s promove, no próximo dia 28 de março, às 16h30, na Associação FotografArte, em Cantanhede, mais uma sessão das suas Rodas de Conversa, desta vez dedicada à temática das pessoas transgénero.

A sessão contará com a participação de Sal Fialho e terá como ponto de partida a sua experiência pessoal, abrindo espaço à reflexão sobre o processo de descoberta da identidade de género, os caminhos que levam à decisão de iniciar uma transição e os desafios associados a esse percurso. O encontro abordará ainda os preconceitos persistentes na sociedade, bem como a importância das redes de apoio.

A iniciativa pretende promover a escuta e o diálogo em torno das realidades trans, contribuindo para uma maior compreensão e para o reforço de uma sociedade mais informada e inclusiva.

O projeto Feminismo Para Tod*s nasceu em 2022, criado por quatro amigas — Ana, Célia, Sofia e Tânia — como uma iniciativa de cidadania ativa que procura contribuir para uma sociedade mais equilibrada, justa e inclusiva.

As Rodas de Conversa realizam-se regularmente em diferentes locais do concelho de Cantanhede, promovendo momentos de reflexão, partilha e debate sobre feminismo, igualdade de género e direitos humanos.

A participação é gratuita e aberta a toda a comunidade.

Em março vamos abrir espaço para falar sobre pessoas transgénero a partir da experiência vivida de Sal Fialho.Partiremos...
20/03/2026

Em março vamos abrir espaço para falar sobre pessoas transgénero a partir da experiência vivida de Sal Fialho.

Partiremos do seu percurso pessoal para refletir sobre o processo de descoberta da identidade de género, os caminhos que levam à decisão de iniciar uma transição e os desafios que se enfrentam ao longo desse percurso. Abordaremos os preconceitos ainda presentes na sociedade e também as redes de apoio que ajudam a tornar estes caminhos possíveis.

Um momento de escuta e reflexão coletiva, aberto a todas as pessoas que queiram compreender melhor as realidades trans e contribuir para uma sociedade mais informada e inclusiva.

📅 28 março | 16h30
📍 Associação FotografArte

✨ Vem construir esta conversa connosco!

Aberta a toda a comunidade. Gratuita.

✨ SER ARTISTA, SER MULHER ✨ Esta sessão marcou o arranque do 4.º ciclo de Rodas de Conversa e integrou a 4.ª edição do p...
27/02/2026

✨ SER ARTISTA, SER MULHER ✨

Esta sessão marcou o arranque do 4.º ciclo de Rodas de Conversa e integrou a 4.ª edição do projeto cultural “Gente da Nossa Terra”, dedicada à pintora naturalista Maria Amélia de Magalhães Carneiro.

A relação entre arte, vida e feminismo serviu de ponto de partida para refletir sobre visibilidade, reconhecimento e memória das mulheres nas artes. Maria Amélia construiu o seu caminho no início do século XX, numa época em que o acesso das mulheres à formação artística era limitado. Dina Lopes traçou o seu percurso já no final do século XX, quando, apesar da maior presença feminina nas escolas de arte, persistia a invisibilidade das mulheres artistas na História da Arte.

Separadas por quase um século, ambas evidenciam que determinação, confiança e persistência — bem como o apoio e a inspiração familiar — foram determinantes para afirmarem o seu lugar no mundo artístico. Em contextos distintos, responsabilizaram-se pelas suas vidas, pessoais e criativas, e encontraram formas de continuar o seu caminho, mostrando que, mesmo quando o contexto impõe limites, há espaço para agir, decidir e fazer acontecer, e para inspirar gerações.

A sessão reforçou a importância de preservar a memória das mulheres nas artes, inspirando gerações, e de valorizar a obra pelo seu mérito, independentemente de quem a cria.

✨ Agradecimentos:
À Dina Lopes, por nos desafiar a pensar as múltiplas camadas de ser artista.
À Maria Manuel Carneiro, por nos fazer recuar no tempo e entrar na vida da pintora.
Ao Município de Cantanhede, por acolher esta Roda na sua programação cultural.

📸 Ana Cristina Silva (fotos 4,5,6,7,8)
📸 (fotos 1,2,3,9,10,11)

A relação entre arte, vida e feminismo será o ponto de partida para uma conversa, entre telas e pincéis, sobre visibilid...
14/02/2026

A relação entre arte, vida e feminismo será o ponto de partida para uma conversa, entre telas e pincéis, sobre visibilidade, reconhecimento e memória das mulheres nas artes — os caminhos que foram sendo abertos, os obstáculos que persistem e as camadas que atravessam a experiência de ser artista e mulher.

Esta Roda de Conversa integra a 4.ª edição do projeto cultural “Gente da Nossa Terra” e é dedicada a Maria Amélia de Magalhães Carneiro (1883–1970) — pintora naturalista que encontrou inspiração nas aldeias gandaresas de Cantanhede, fundou a primeira escola de arte do concelho de Cantanhede e foi uma das primeiras mulheres a frequentar a Academia Portuense de Belas Artes.

Convidadas:

✨ Dina Lopes | Artista plástica, licenciada em Pintura pela ARCA – EUAC. Desenvolve uma investigação artística centrada na memória, no tempo e na identidade, cruzando diferentes linguagens e explorando, desde 2000, uma técnica própria baseada na sobreposição de imagens e transparências, num diálogo entre passado, presente e futuro.

✨ Maria Manuel Magalhães Carneiro | Licenciada em Filologia Germânica pela Universidade de Coimbra. No âmbito da investigação genealógica a que se tem dedicado, coordenou diversas iniciativas de divulgação da vida e obra da pintora naturalista Maria Amélia de Magalhães Carneiro, sua tia-avó.

🗓 21 fevereiro | 15h00
📍 Sala de Exposições Temporárias do Museu de Arte e Colecionismo de Cantanhede

✨ Vem construir esta conversa connosco!

Gratuita e aberta a toda a comunidade.

Um retrato do terceiro ciclo.Palavras que nos acompanharam ao longo das Rodas de Conversa de 2025: as que se disseram, a...
29/01/2026

Um retrato do terceiro ciclo.
Palavras que nos acompanharam ao longo das Rodas de Conversa de 2025: as que se disseram, as que se ouviram, as que se sentiram e as que levamos connosco para o próximo ciclo.

Que palavra queres que sobressaia no novo ciclo?

Até já!

Agradecemos ao Jornal Boa Nova a divulgação do Projecto Feminismo para Tod*s. Espreita a notícia aqui!
26/01/2026

Agradecemos ao Jornal Boa Nova a divulgação do Projecto Feminismo para Tod*s. Espreita a notícia aqui!

✨ LADO A LADO ✨ O projeto Feminismo para Tod*s nasceu da necessidade de dar voz a quem a costuma ter silenciada e de exp...
23/01/2026

✨ LADO A LADO ✨

O projeto Feminismo para Tod*s nasceu da necessidade de dar voz a quem a costuma ter silenciada e de expor injustiças que não se apagam com o passar do tempo. Mas cedo percebemos que este caminho não se faz apenas entre mulheres. Tod*s, em algum momento, já sentimos — ou viremos a sentir — o peso dos estigmas sociais a limitar escolhas, a cortar asas, a castrar a liberdade de ser e estar. Por isso, na construção de uma sociedade mais justa e de vidas mais livres e realizadas, tod*s somos necessários.

Chegámos orgulhosamente à 35.ª Roda de Conversa, onde recebemos o movimento HeForShe Coimbra. A sua presença reforçou a ideia de que a responsabilidade de mudar não é só de algumas pessoas: é de cada um de nós, todos os dias, em cada espaço, em cada ação, em cada palavra. Reforçou também que a mudança ganha força, impacto e visibilidade quando é coletiva.

Ao longo destes três ciclos, trouxemos novos temas, revisitámos outros e abrimos espaço a novas vozes e experiências. Mas também houve silêncios e cadeiras vazias, que dizem muito sobre o tanto que ainda há para desconstruir — transformar — alcançar.

Construímos consciência, confiança na possibilidade de fazer a diferença e um sentido profundo de pertença: a possibilidade de existir tal como se é, sem pedir desculpa. Estas conquistas são a força motriz do projeto: foram elas que nos trouxeram até aqui e que nos fazem continuar a sonhar com mais um ciclo, mantendo-nos lado a lado — a melhor forma de chegarmos mais longe.

✨ Agradecimentos:
Ao .coimbra , por inspirarem caminhos para um feminismo coletivo.
À Associação fotografARTE , por nos continuar a receber no seu espaço.

📸 Ana Cristina Silva
🎂 Em Banho-Maria Cake Design





Endereço

Praça Marquês De Marialva, Nº 32 A
Cantanhede
3060-133

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