A Comissão de Utentes - Juntos pelo nosso Hospital surge na sequência de proposta emanada durante reunião pública no CCC (Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha) efectuada, em 15 de Fevereiro de 2012, durante a qual também foi elaborada Petição a enviar à Assembleia da República - e após o conhecimento de Proposta da Administração Regional de Saúde de Lisboa propondo uma reestruturaç
ão das Unidade de Saúde do Oeste Norte, integrando o CHON e o H. Torres Vedras, redistribuindo Serviços essenciais - com opções aparentemente centradas unicamente em critérios economicistas e que não resultam (pelo contrário) em ganhos de eficiência bem como no acesso aos Cuidados de Saúde por parte das populações da Região Oeste. A Comissão Executiva de Utentes - Juntos pelo nosso Hospital - acabaria por ser constituída durante reunião no auditório da Câmara Municipal no dia 30 de Março de 2012. Reconhecendo o protagonismo das Instituições de Saúde que são a Alma e o Coração de toda uma Região pela qual têm sido responsáveis, a População ratificara já, aliás, no dia 24 de Fevereiro de 2012, a sua discordância e preocupação, sobre aquela Proposta da ARS, quando cerca de 2 mil pessoas envolveram o conjunto dos Hospitais das Caldas da Rainha – num abraço simbólico. Não se devendo ignorar este grande exemplo de Cidadania em que se apelou ao dever de honrar - e não apagar ou inverter mesmo - o papel essencial que o Sector da Saúde sempre representou nesta área geográfica, em consequência, cabe a esta Comissão dialogar com os Órgãos da Tutela e Autárquicos bem como outras Comissões de Utentes ou levar a cabo as iniciativas, que se entenderem por bem, no sentido de contribuir para se obterem os consensos mais alargados - atentos os objectivos expressos nas "linhas de orientação" que se publicam noutro local deste blogue. Blogue que afinal é veículo informativo de todas as actividades relativas a esta Comissão de Utentes e aos eventuais desenvolvimentos de reestruturação das Unidades de Saúde Oestinas. O Sector da Saúde representa um papel essencial na nossa Sociedade e particularmente nesta área geográfica da região Oeste, na qual Caldas da Rainha assume o papel de centralidade urbana.
2. Compreendemos a necessidade de racionalização dos custos com a Saúde e compreendemos o momento difícil do País mas não a desarticulação dos cuidados hospitalares da região.
3. Traçando no mapa as áreas de atracção naturais dos Hospitais de Loures, V. Xira, Santarém e Leiria, sobra no Oeste uma vasta região geográfica habitada por cerca de 350 mil habitantes e servida actualmente por 6 Hospitais, sendo 4 de agudos, cada um deles com as suas limitações (Caldas da Rainha, Alcobaça, Peniche e Torres Vedras). Esta área geográfica e populacional justifica amplamente a existência de um Novo Hospital servindo todo o Oeste.
4. Enquanto tal não for possível, devido à actual conjuntura, as instituições actuais e a identidade das sub-regiões devem ser respeitadas, mantendo cuidados hospitalares adequados e fluxos de drenagem racionais, de forma a assegurar a acessibilidade e a qualidade de serviço a todos os 350 000 habitantes da região Oeste.
5. Sendo Caldas da Rainha o principal centro de cuidados hospitalares da região Oeste – considerando inclusive a diminuição da área de atracção do Hospital de Torres Vedras em razão da entrada em funcionamento do Hospital de Loures, — o Nosso Hospital não pode perder valências que determinem perda de diferenciação e nomeadamente as valências básicas de internamento.
6. A Comissão preocupa-se com a qualidade do Serviço Nacional de Saúde, em todas as suas vertentes, no que concerne aos habitantes do concelho de Caldas da Rainha e de outros concelhos da sua área de influência com os quais existam sinergias, defendendo a manutenção da qualidade assistencial e a existência de condições materiais e de recursos humanos.
7. O termalismo e o Hospital Termal devem ser defendidos numa perspectiva de relançamento económico da região e nomeadamente no desenvolvimento do Turismo e de todas as actividades complementares ligadas à saúde e ao bem-estar.
8. Independentemente da exploração da vertente de bem-estar das águas termais, o Hospital Termal deve manter uma vertente assistencial clara no âmbito do Serviço Nacional de Saúde.
9. A Comissão contempla a possibilidade de vir a criar uma associação com personalidade jurídica que possa ser reconhecida como parceiro indispensável para a tomada de decisões estratégicas na área da Saúde respeitantes a esta área geográfica.
10. A Comissão irá ratificar periodicamente a sua actuação, em assembleias abertas a toda a população, mantendo um diálogo permanente nas redes sociais sobre todos os aspectos da sua actuação. (informação retirada na integra de http://comissaoutenteschon.blogspot.pt/)