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O vocabulário numa degustação de chocolate ajuda-nos a descrever aquilo que sentimos ao cheirar e provar. Para isso usam...
12/10/2026

O vocabulário numa degustação de chocolate ajuda-nos a descrever aquilo que sentimos ao cheirar e provar. Para isso usamos o básico do que podemos sentir, e usamos os 5 sabores:

🍫 Frutado, aromas ou sabores que lembram maçã, frutos vermelhos ou citrinos. Não signif**a necessariamente que tenha sido adicionada fruta!

🍫 Floral, aromas delicados que fazem lembrar jasmim, rosa ,flor de laranjeira ou otras flores

🍫 Ácido, o sabor que estimula a salivação e pode trazer frescura e vivacidade, como sentimos ao provar citricos.

🍫 Adstringência, a sensação de secura e de “boca a repuxar” que podemos sentir num chá preto forte ou num dióspiro ainda verde. É uma sensação tátil, diferente do sabor amargo.

🍫 Umami, um dos cinco sabores básicos, associado a um sabor rico e persistente, como encontramos nos cogumelos, no queijo curado ou no tomate maduro.

Mas também podemos seniors sabores como por exemplos e associar a torra, onde encontramos notas que lembram pão torrado, frutos secos tostados ou café.

Não é preciso encontrar a palavra “perfeita”. Comece por perguntar: “A que é que isto me faz lembrar?” O paladar também se treina com curiosidade e prática. E o que sentimos não e igual a toda a gente pois muda conforme as nossas memórias e experiencias.

Para muitos povos originários, talvez esta distinção nem faça sentido. O cacau não precisa de ser chamado “cerimonial” q...
05/10/2026

Para muitos povos originários, talvez esta distinção nem faça sentido. O cacau não precisa de ser chamado “cerimonial” quando a relação com a terra, as plantas e os alimentos já faz parte de uma visão sagrada da vida.

“Cacau cerimonial” é um termo relativamente recente e, nos últimos anos, tornou-se também uma etiqueta de mercado.

Por isso, para nós, o cerimonial não está na etiqueta.

Daqui, longe do território onde o cacau nasce, não nos cabe apropriar de uma relação que pertence a quem vive nesse lugar e a mantém viva.

Podemos, sim, reconhecer e respeitar a sua origem: a terra, o ecossistema, as pessoas, os conhecimentos e as formas de cuidar que existiam muito antes de o cacau chegar às nossas mãos.

Um cacau pode ser excelente, biológico, agroflorestal ou de especialidade sem precisar da palavra cerimonial. Talvez o nome mais humilde seja simplesmente pasta de cacau.

Quem usa o termo cacau cerimonial, terá que fazê-lo com essa consciência: não para reivindicar uma tradição que não nos pertence, mas para lembrar que este cacau tem uma origem, uma memória e relações que começaram muito antes da nossa chávena.🤎

Nos últimos anos, algumas tabletes de chocolate têm-se destacado por incorporarem ingredientes locais ou reinterpretarem...
02/10/2026

Nos últimos anos, algumas tabletes de chocolate têm-se destacado por incorporarem ingredientes locais ou reinterpretarem iguarias tradicionais em chocolate bean to bar. Estas tabletes com sabores adicionais têm cativado a curiosidade dos consumidores e contribuído para a expansão do mercado de bean to bar. Não só deliciosos, estes chocolates oferecem uma viagem gastronómica, permitindo-nos descobrir e saborear a cultura e a história de cada país, ou a identidade única de cada marca. Eis alguns exemplos:

🍫Fjak (Noruega): Brown Cheese
🍫Nearynogs (Irlanda do Norte): Irish Coffee
🍫Pump Street (UK): Sourdough & Sea Salt
🍫Mission Chocolate (Brasil): Goiabada
🍫Fuwan Chocolate (Taiwan): Rose Lychee Oriental Beauty, Milk Tea
🍫Hasnaâ (França): Canelé
🍫Sweet Escalier (Japão): Miso & Yuzu
🍫Feitoria do Cacao (Portugal): Pastel de Nata

Já provou alguns? Ou conhece outro chocolate que lhe fez viajar?

O chocolate negro não é necessariamente “negro”. A intensidade da cor de um chocolate bean to bar é influenciada não só ...
30/09/2026

O chocolate negro não é necessariamente “negro”. A intensidade da cor de um chocolate bean to bar é influenciada não só pela percentagem de cacau sólido, mas também pela genética do cacau. O interior dos grãos crus de cacau comum é geralmente violeta ou arroxeado. No entanto, algumas variedades de cacau produzem grãos de cor branca ou esbranquiçada. Quando o chocolate é feito com este tipo de cacau, mesmo que seja “negro”, a cor resultante é mais clara. Consequentemente, mesmo com a mesma percentagem de cacau, as cores do chocolate bean to bar podem variar signif**ativamente.

Em contraste, o chocolate negro industrial apresenta uma variação de cor mínima. Isto deve-se principalmente ao uso de variedades de cacau altamente uniformizadas. Além disso, o processo industrial de transformação do cacau envolve sempre a alcalinização. Este processo altera os compostos fenólicos e pigmentos do cacau, resultando numa cor mais escura e num sabor menos interessante.

Frutos secos, fruta, café, sal, bolacha, caramelo… já reparaste em tudo o que pode aparecer dentro de uma tablete de cho...
26/09/2026

Frutos secos, fruta, café, sal, bolacha, caramelo… já reparaste em tudo o que pode aparecer dentro de uma tablete de chocolate? 🍫

No mundo do chocolate, chamamos inclusões aos ingredientes adicionados para criar novas combinações de sabor, aroma e textura.

Mas numa boa tablete, a inclusão não deve simplesmente esconder o chocolate. O mais interessante acontece quando os dois se complementam, e o resultado é maior do que a soma das partes. 🤎

No bean-to-bar, onde o cacau e a sua origem continuam a ter um papel central, escolher uma inclusão também é um exercício de equilíbrio e criatividade.

E tu, qual seria a tua inclusão perfeita? 👇

🍫 Negro, de leite ou branco: afinal, o que os distingue?A diferença não está apenas na cor. Está sobretudo na forma como...
21/09/2026

🍫 Negro, de leite ou branco: afinal, o que os distingue?

A diferença não está apenas na cor. Está sobretudo na forma como o cacau entra em cada chocolate — e nos ingredientes que o acompanham.

🖤 Chocolate negro
É onde o cacau fala mais alto. Feito a partir de nibs de cacau e açúcar, apresenta normalmente um perfil mais intenso e uma expressão mais direta dos aromas do cacau.

🤎 Chocolate de leite
Aos nibs de cacau e ao açúcar junta-se leite, trazendo mais cremosidade e suavidade ao sabor. É o equilíbrio entre a intensidade do cacau e a doçura do leite.

💛 Chocolate branco
Aqui, o protagonista é outro: a manteiga de cacau. A sua cor naturalmente clara resulta da utilização desta fração mais delicada e luminosa do cacau, combinada com açúcar e leite.

E quando encontramos “70% cacau” numa embalagem?
Signif**a que 70% do chocolate provém do cacau — podendo incluir nibs de cacau e manteiga de cacau — e os restantes 30% correspondem, por exemplo, ao açúcar.

🔎 E há um hábito que vale sempre a pena: ler a lista de ingredientes. É aí que percebemos realmente o que estamos a comer — e um bom chocolate não precisa de uma lista interminável.

Agora diz-nos: negro, de leite ou branco — qual é o teu favorito? 👀🍫

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Chocolate Negro e Saúde: O que nos diz a ciência?O chocolate negro tem vindo a despertar um interesse crescente na comun...
19/09/2026

Chocolate Negro e Saúde: O que nos diz a ciência?

O chocolate negro tem vindo a despertar um interesse crescente na comunidade científ**a, sobretudo quando produzido a partir de cacau fino (Fine Flavour Cacao) e transformado segundo os princípios Bean to Bar.
Mas será que todos os chocolates são iguais? A resposta é não.

A qualidade de um chocolate começa muito antes da fabricação da barra. A variedade genética do cacau, o terroir, a fermentação, a secagem e a torra influenciam tanto o perfil sensorial como a preservação dos compostos naturalmente presentes no cacau. Entre estes compostos destacam-se os flavanóis, um grupo de polifenóis estudado pelo seu potencial efeito na saúde cardiovascular.

A Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA) reconhece que a ingestão diária de 200 mg de flavanóis de cacau contribui para a manutenção da elasticidade dos vasos sanguíneos, favorecendo uma circulação sanguínea normal, quando provenientes de produtos ricos em flavanóis.

Importa, no entanto, distinguir:

Chocolate industrial – frequentemente elaborado com cacaus de diferentes origens, maior processamento, maiores quantidades de açúcar e ingredientes adicionais.
Chocolate Bean to Bar – produzido em pequena escala, com foco na origem do cacau, na transparência da cadeia de produção e na preservação das características naturais da matéria-prima.

Embora o teor de cacau (70%, 80% ou superior) seja um indicador importante, a percentagem, por si só, não garante qualidade. Um chocolate de origem, produzido com cacau fino e um processamento cuidado, pode oferecer uma experiência sensorial muito mais rica e preservar melhor os compostos naturais do cacau.

As atuais orientações nutricionais sugerem que 20 a 30 g de chocolate negro (≥70% cacau) podem integrar uma alimentação equilibrada, tendo em conta o seu valor energético.

O Bean to Bar não representa apenas uma forma diferente de fazer chocolate. Representa uma filosofia de valorização da origem, do produtor, da biodiversidade e da qualidade.
Porque conhecer o chocolate é também compreender o cacau.

(*Publicamos novamente porque houve um erro nas informações🙏)Guarde este calendário!O movimento Bean to Bar é impulsiona...
14/09/2026

(*Publicamos novamente porque houve um erro nas informações🙏)
Guarde este calendário!
O movimento Bean to Bar é impulsionado por uma comunidade global de produtores, transformadores, investigadores, chefs e apreciadores de chocolate fino. Ao longo do ano, vários eventos internacionais promovem a partilha de conhecimento, a inovação, a sustentabilidade e a valorização do cacau de origem.

Neste calendário reunimos alguns dos principais eventos internacionais entre setembro de 2026 e fevereiro de 2027, para que profissionais, estudantes e apaixonados pelo chocolate possam acompanhar as datas mais relevantes do setor. Guarde esta publicação para consulta ao longo do ano e partilhe-a com quem faz parte da comunidade do chocolate Bean to Bar!

Guarde este calendário!O movimento Bean to Bar é impulsionado por uma comunidade global de produtores, transformadores, ...
14/09/2026

Guarde este calendário!
O movimento Bean to Bar é impulsionado por uma comunidade global de produtores, transformadores, investigadores, chefs e apreciadores de chocolate fino. Ao longo do ano, vários eventos internacionais promovem a partilha de conhecimento, a inovação, a sustentabilidade e a valorização do cacau de origem.

Neste calendário reunimos alguns dos principais eventos internacionais entre setembro de 2026 e fevereiro de 2027, para que profissionais, estudantes e apaixonados pelo chocolate possam acompanhar as datas mais relevantes do setor. Guarde esta publicação para consulta ao longo do ano e partilhe-a com quem faz parte da comunidade do chocolate Bean to Bar!

Chocolate sustentável: basta olhar para os selos? 🌱🍫Biológico. Fairtrade. Rainforest Alliance…Os selos podem ajudar-nos ...
11/09/2026

Chocolate sustentável: basta olhar para os selos? 🌱🍫

Biológico. Fairtrade. Rainforest Alliance…

Os selos podem ajudar-nos a fazer escolhas mais informadas. Estabelecem critérios, criam mecanismos de controlo e tornam algumas práticas mais visíveis.

Mas sustentabilidade não cabe inteira num selo.

Por detrás de um chocolate existem muitas perguntas que uma certif**ação, por si só, nem sempre consegue responder:

Como foi cultivado o cacau?
Cresceu numa monocultura ou num sistema com maior biodiversidade?
Quanto recebeu quem o produziu?
De onde vem exatamente?
Quantos intermediários existem até chegar à barra?
Quem transforma o cacau e onde f**a o valor criado ao longo desse caminho?

E há ainda algo menos fácil de medir: a relação com o território.

Uma plantação de cacau pode ser também um ecossistema onde convivem árvores de sombra, frutos, plantas, insetos, animais, água e solo e onde conhecimentos locais acumulados ao longo de gerações fazem parte da forma de cuidar da terra.

Por isso, talvez a pergunta não seja apenas:

“Que selo tem este chocolate?”

Mas também:

“Que história existe por detrás dele?”

Os selos podem ser uma ferramenta importante. Mas uma cadeia verdadeiramente sustentável exige também transparência, biodiversidade, relações comerciais mais justas, rastreabilidade e respeito pelas pessoas e pelos lugares onde o cacau começa.

Porque sustentabilidade não começa na embalagem.
Começa muito antes do chocolate. 🌱

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