Foi criado pelas nove Associações Empresariais da Região Ave e Cávado o Conselho Empresarial da Região do Ave e Cávado, CEDRAC, estrutura que aglutina os interesses representativos das empresas desta grande região. O Conselho Empresarial é presidido pelo Eng.º João Albuquerque que é simultaneamente o Presidente da ACIB, Associação Comercial e Industrial de Barcelos, sendo a restante Direcção compo
sta por oito Vice-Presidentes, que são os Presidentes da Direcção das Associações constituintes. Na sessão de apresentação o Presidente do CEDRAC referiu qual a matriz de base para o trabalho futuro:
“O CEDRAC tem como finalidade o desenvolvimento homogéneo e sustentado, estudo, defesa e promoção das empresas e instituições sediadas e dos interesses socioeconómicos da região Ave e Cávado”. Esta citação, retirada dos Estatutos do Conselho Empresarial da Região do Ave e do Cávado, consubstancia sumariamente o seu objecto de acção, a sua trajectória no sentido de consolidar e congregar esforços para alavancar e reforçar estratégias comuns de acção e projecção que garantam uma maior afirmação do território afecto no contexto nacional. Esta agregação das várias Associações Empresariais no CEDRAC pretende representar, dar voz e afirmar os interesses empresariais, sociais e económicos de uma das mais importantes regiões do nosso país que conta com mais de 83 mil empresas, com 24% das empresas do Norte, que consequentemente geram um volume de negócios na ordem dos 22 mil milhões de euros, representando 25% de todo o volume de negócios da Região Norte, com uma actividade de exportação de 5.700 Milhões de Euros, constituindo 1/3, 33% das exportações da Região Norte e outro tanto das empresas industrias também do Norte. Esta vontade de união face aos grandes desafios que o país e a região enfrentam, não só a pela situação económica actual mas também pelas perspectivas para o futuro próximo, nasceu de forma colectiva no intuito de afirmar junto das autoridades, junto do governo, junto daqueles que têm alguma intervenção nas empresas da região, uma acção continuada destinada a incrementar o potencial do Ave e do Cávado. De acordo com o Presidente do CEDRAC “Consideramos que é um momento único para podermos mostrar o nosso potencial, mostrarmos que estamos com uma vontade única de fazer um trabalho muito forte, sabendo que os desafios que estão para chegar nos obrigam a um esforço e à união”, afirmando o conjunto de objectivos para o futuro próximo num estado pleno de igualdade entre as nove Associações que constituem o CEDRAC. Segundo João Albuquerque, “é essencial mostrar aos empresários que se as cúpulas associativas foram capazes de fazer algo que não foi feito no nosso distrito durante mais de vinte anos, apesar das tentativas sucessivas de aproximações deste género; se nós conseguimos chegar a este consenso, num acordo de trabalho em conjunto, certamente é um exemplo para aquilo que deverá suceder também no tecido empresarial onde é necessário maior esforço de cooperação entre empresários para alavancarmos os nossos processos industriais, de comércio, de exportação, e também de conquistarmos novos mercados sejam eles dentro do nosso país, sejam eles no estrangeiro. É um exemplo que nós estamos a dar também à classe política nacional, mostrando como um distrito com uma região como a nossa, muito activa ao nível empresarial e de volume de negócios assim como do ponto de vista da qualificação, contando com 84 mil licenciados, o que nos permite também perspectivar novos passos no futuro ao nível da inovação, empreendedorismo, de criação de novas empresas.”
No Cávado e no Ave, só no ano de 2012 foram criadas mais de 10 mil novas empresas, em plena crise económica; é inegável o empreendedorismo constante e presente no tecido empresarial. Como conclusão, o Presidente do CEDRAC deixou a mensagem da necessidade, urgência e vontade deste colectivo em “criar novas condições para o distrito, de afirmar o distrito no contexto do país, de atrair mais investimento, de colocarmos no roteiro o investimento nacional e internacional e de conseguirmos captar novas dinâmicas. Esta é a grande tónica que queríamos aqui hoje apresentar, que está centrada acima de tudo na união de esforços entre nove associações empresariais, que cobrem o comércio, a indústria, o turismo, os serviços, associações dinâmicas, com créditos afirmados individualmente, será expectável que o conjunto consiga fazer muito mais do que a soma das partes individuais. É preciso colocar o Ave e o Cávado na rota de investimento internacional, normalmente centrados nas Regiões Metropolitanas de Lisboa e Porto.”