28/09/2026
Missa pelos Falecidos - 26 de Setembro de 2026
A unidade de cuidados continuados “O Poverello” (palavra Italiana que significa “o Pobrezinho”, referido a S. Francisco de Assis, a quem é dedicada esta Unidade de Saúde, integrada na Rede de Cuidados Continuados Integrados (RCCI), organiza, mensalmente a Eucaristia pelos irmãos que entraram no “Pórtico da Vida” (nome que damos á Casa Mortuária da Unidade). Na verdade, a morte não é fim, mas uma nova vida que se abre, “porque aqueles que partiram não nos deixaram sós, deixaram um pouco de si e levaram um pouco de nós” Frase de Antoine-de-Saintexupery na obra Le Petit Prince.
Cumprindo este dever que todos temos de, na gestão do luto de quem sofreu a perda de um familiar ou amigo, de recordar que as relações afetivas permanecem e sobrevivem à ausência física, celebramos. Nos dias 26 de setembro de 2026, a Eucaristia pelos irmãos falecidos nesta Unidade, tendo comparecido muitos dos familiares que, a convite d´O Poverello” quiseram unir-se a esta celebração litúrgica pela vida. Como celebramos os falecidos dos meses de julho e agosto, o número de familiares falecidos ultrapassou os cinquenta, tendo a celebração contado com a presença de mais de oitenta pessoas, se contabilizarmos os Utentes, os profissionais de saúde e os voluntários.
A emoção tomou conta de todos, sobretudo quando foram chamados os familiares de cada irmão falecido, que ali foi recordado. O Frei José Lima, Presidente do Conselho de Administração, e presidente desta celebração eucarística, em memória, entregou uma imagem e Nossa Senhora com o menino nos braços, recordando-nos que aos braços da Mãe do Céu foram aconchegar-se os que partiram. Numa saudação pessoal, e num abraço sentido, ao representante de cada familiar, o Frei José Lima segredou as palavras de “coragem!”, “estamos convosco!”, “rezamos por vós!
No final da celebração, e num gesto de homenagem que pretendeu arrancar um sorriso á dor, Frei José Lima convidou todos a saudar os falecidos, num gesto de gratidão, com uma sentida salva de palmas, à qual todos aderiram, quebrando o “gelo” de um adeus que sempre acontece, mas transformado num “até já!” e num “brevemente nos voltaremos a ver.