O Movimento Guidista nasceu em Inglaterra no ano de 1910, dois anos após Lord Robert Baden-Powell (BP) ter formado a Associação de Escuteiros, para rapazes. A sua origem deveu-se à iniciativa de um grupo de raparigas que, em 1909, mostrando vontade em participar nas actividades escutistas, se fardou como os rapazes e apareceu de surpresa no Rally do Palácio de Cristal de Londres, organizado pelos
escuteiros, proclamando-se raparigas escuteiras. BP, admirado com a sua presença, mas animado com a ideia, resolveu criar, com a ajuda da sua irmã Agnes, um Movimento destinado a raparigas, ao qual deu o nome de GUIAS. Para tal, inspirou-se no famoso corpo de soldados das montanhas da Índia, conhecido por aquele nome, que se distinguia pela sua coragem e capacidade de ultrapassar obstáculos e pela sua disponibilidade em ajudar os outros. Mais tarde, foi a sua mulher, Olave Baden-Powell, que desenvolveu o espírito do Movimento Guidista e o promoveu por todo o mundo. A sua enorme dedicação foi reconhecida em 1918 com a entrega da mais alta condecoração do Guidismo inglês, o “Gold Fish”, e com a eleição, em 1930, para o cargo de Chefe Mundial das Guias – distinções que, até hoje, se atribuíram somente a ela. Em Portugal, o Movimento Guidista surge devido ao entusiasmo de antigas guias inglesas residentes em Portugal que, nos anos 20, juntam grupos de raparigas inglesas e portuguesas, no Porto e depois em Carcavelos e na Madeira, com as quais formam as primeiras Companhias. Estas Companhias estão associadas a colégios ingleses e dependem diretamente da Associação Mundial. A 27 de Janeiro de 1967 , nas primeiras promessas da Região, assinalou-se o grande início do guidismo em Braga.