20/06/2026
Voltamos aos Picos.
Desta vez, não fomos focados em fazer a ascensão a um cume, mas sim numa travessia de montanha. O objetivo era fazer uma parte do percurso do “El Anillo de Picos”, numa extensão de cerca de 30 km em dois dias. Saímos cedo de Barcelinhos, porque a viagem ainda dura pelo menos 6 horas. Estacionámos em Caín e, daí, niciámos o percurso a pé pela Rota do Cares em direção a Poncebos. Mas por pouco tempo. Ao fim de 2 km, estávamos a sair desta e a entrar no Canal de Trea, numa subida de cerca de 1200 m de acumulado positivo, em pouco mais de 4 km de distância. Lá em cima, fomos até ao refúgio Vega de Ario (1630 m). A meteorologia
cumpriu o prometido: nuvens baixas, nevoeiro e chuva daqui para a frente. Mas estávamos preparados.
O nosso destino era o refúgio Vega Redonda (1460 m). Dadas as condições meteorológicas, optámos por descer até aos Lagos de Covadonga (1130 m) e, daí, “navegar” pelo nevoeiro até ao refúgio. Foi um autêntico exercício de orientação e navegação. Ao fim de 23 km a caminhar, lá chegámos ao refúgio, e o jantar já estava à nossa espera.
No dia seguinte, a meteorologia era outra – um dia completamente limpo. Do refúgio Vega Redonda saímos cedo em direção ao refúgio Vega de Huerta (2038 m). Daqui tem-se uma vista privilegiada para a face sul da Peña Santa, que é o ponto mais alto do Maciço Ocidental dos Picos da Europa. Daqui descemos direto a Caín, num percurso total de 17 km. A dormida foi no parque de campismo em Santa Marina de Valdeón. Tirámos um dia para descanso e para conhecer melhor os lugares, as pessoas e os costumes locais – e aproveitar as tantas cerejas que lá existem
nas árvores e de que ninguém quer saber.
No regresso, tivemos oportunidade de subir ao Gilbo (1679 m), junto a Riaño, numa atividade mais turística e fisioterapêutica para recuperar do empeno dos primeiros dias.