18/12/2025
🟣 Quantas vezes nos sentamos com os nossos jovens para conversar sobre eles?
🟢 Dentro e fora da sala de aula, construímos espaços para que se conheçam e se liguem? Criamos espaços seguros de partilha, descoberta e reflexão?
🟣 Enquanto educadores, sabemos o que gostam ou não gostam, os obstáculos que enfrentam, o que os interessa e move?
Ao longo do Laboratório de Comunicação em Público para Jovens criámos espaço para diferentes rodas de conversa participadas, dinâmicas e interessantes.
🌎 Na 1ª parte desta sessão, numa 1ª roda de conversa, teletransportámo-nos até à aldeia ou cidade onde cada um nasceu e ficámos a conhecer pessoas, locais, cultura e características que são pedaços da história de cada jovem. Sem pagar um único euro e em pouco tempo, ganhámos uma viagem maravilhosa que nos levou por terras dentro de Portugal, Guiné-Bissau, Brasil, Angola e Timor-Leste.
👩🦰👨🏾🦱 Na segunda roda de conversa falámos de professores, melhores amigos, líderes e solidão, e destacámos alguns estudos e dados pertinentes(*).
Os jovens falaram sobre professores que gostam do que fazem e se importam com eles, que os viram e ouviram, que os incentivaram a aprender mais pelo exemplo e por oportunidades que lhes deram. Os melhores amigos são aqueles que apoiam, compreendem, em quem podem confiar e com quem podem falar de tudo. Entre os diferentes líderes trazidos à conversa, houve quem falasse de líderes políticos ou mesmo de pessoas da própria família. No meio da conversa falámos de um tema difícil: a solidão. Concluímos que todos já nos sentimos sozinhos e cada um partilhou momentos de maior solidão e o que fez para ultrapassar.
🧠 Duas rodas de conversa no início da sessão que trouxeram mais proximidade, conexão, significado e empatia ao grupo, que ficou mais coeso e motivado para prosseguir nesta aventura que é aprender a comunicar em público e desenvolver competências intrapessoais, interpessoais, cognitivo-criativas.
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📚(*) Sabiam que...
A solidão, segundo dados da OMS, afeta 1 em cada 5 jovens?
🧒🏻 Um em cada cinco jovens entre os 13 e os 29 anos afirma sentir solidão. Organização Mundial da Saúde (OMS) apela, por isso, à criação de políticas nacionais de promoção da conexão social, defendendo que a saúde social deve ser tratada com a mesma prioridade que a saúde física e mental.
👧🏾 A Estes dados encontram ressonância noutras investigações internacionais como o estudo recente The Global Flourishing Study, da OCDE, que envolveu mais de 200 mil participantes em 22 países, mostra que os jovens adultos entre os 18 e os 29 anos sentem-se mais infelizes, inseguros e sozinhos.
A solidão e o isolamento social destacam-se como problemas de saúde pública e, segundo a OMS, nos jovens os níveis aumentam.
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