23/04/2026
Aos Aluviões
Estamos agora nos dias finais da vossa (com “V” minúsculo, afinal ainda são Aluviões) jornada nesta Grandiosa Academia enquanto Aluviões.
Durante este ano, foram acolhidos nesta nossa casa, que passou a ser também a vossa. Muitos de vocês largaram o conforto do conhecido, do lugar onde nasceram, onde cresceram, onde têm as vossas famílias e amigos de sempre para enfrentarem os desafios que vêm com o construir uma nova vida numa nova cidade, numa nova realidade, numa nova família.
Raramente é fácil.
Mas aqui estão vocês. E antes de passarem diante da tribuna e deixarem de ser sedimentos malcheirosos para passarem a ser vegetação duvidosa, queria deixar-vos duas mensagens.
A primeira é que espero que, durante este ano, tenham aproveitado ao máximo. Afinal de contas, só se é Aluvião uma vez e, perguntem a quem quiserem, nunca há ano como este!
Espero que tenham corrido, comido, bebido, rido e outras coisas acabadas em “ido” e não menos importantes, mas também amado, estudado, dançado, abraçado e, quem sabe, até chorado um pouco.
Fazem agora parte da História da Faina Académia e a História da Faina Académica parte de vós.
E, acreditem, virá o dia em que recordarão com muita saudade tudo o que viveram.
A segunda mensagem é de gratidão.
A vossa experiência deste ano não seria possível sem o esforço da Excelsa Soberana e Sublime (e mesmo muito boa) Salgadíssima Trindade, austero Conselho do Salgado, dinâmicas e algo caóticas Comissões de Faina, trajados em geral e, até, desse grupo mal frequentado conhecido como Mestres Cagaréus.
Estas pessoas deram o seu tempo, esforço, dinheiro e bastante paciência para fazerem deste um ano inesquecível para vocês. De entre as muitas coisas que poderiam ter feito, escolheram dedicar-se a proporcionar-vos o que, um dia, alguém lhe proporcionou a eles.
Honrem esse esforço!
E a melhor forma de o honrarem será, quando o tempo chegar, fazerem o vosso melhor para dar a uma nova Safra de Aluviões aquilo que um dia vos foi dado, de livre vontade e com um sorriso nos lábios.
E berrarem, bem alto, com orgulho e coração, Aveiro é Nosso.
Cagaréu Carvalhão