Rios e ribeiras

Rios e ribeiras Pela conservação e regeneração dos Rios e Ribeiras de Trás-os-Montes e Portugal

21/11/2025
Sessão sobre Rios e Ribeiras em São Joanico, orientada pelo professor Amílcar Teixeira e Fernando Teixeira
29/09/2025

Sessão sobre Rios e Ribeiras em São Joanico, orientada pelo professor Amílcar Teixeira e Fernando Teixeira

12/09/2025

Após expor as principais ameaças das zonas ribeirinhas, que podemos fazer para melhorar o estado dos nossos rios e ribeiras? A uma escala maior podemos:

• Definir planos de conservação, gestão, recuperação e monitorização de espécies nativas e do respetivo habitat natural;
• Desenvolver programas de reprodução ex-situ para preservar a diversidade genética;
• Reforçar os efetivos populacionais e, desta forma, manter serviços lúdicos associados à atividade da pesca.
• Rever os Planos de Gestão e Exploração contemplando a pesca sem morte, aliada ao aumento da fiscalização.
• Desenvolver ações de comunicação e sensibilização acerca da conservação das espécies nativas e dos ecossistemas dulciaquícolas, dirigidas aos pescadores e ao público em geral.

Saiba mais e consulte a bibliografia em: https://www.rioseribeiras.pt/

Hoje gostávamos de brevemente expor às principais ameaças e pressões sofridas pelos nossos ecossistemas ribeirinhos:● Al...
10/09/2025

Hoje gostávamos de brevemente expor às principais ameaças e pressões sofridas pelos nossos ecossistemas ribeirinhos:

● Alterações hidromorfológicas dos rios fomentadas pela presença de infraestruturas hidráulicas transversais (açudes, barragens);
● Degradação dos ecótonos ripários, agravado pela doença dos amieiros;
● Captação de água, particularmente durante o período estival;
● Poluição das águas por agroquímicos e efluentes urbanos;
● Incêndios rurais e sedimentação dos cursos de água;
● Ocorrência e dispersão de espécies exóticas: (e.g. lagostim-sinal Pacifastacus leniusculus e lagostim--vermelho-da-luisiana Procambarus clarkii, perca-sol Lepomis gibbosus, alburno Alburnus alburnus, achigã Micropterus salmoides, lucioperca Sander lucioperca e lúcio Esox lucius);
● Sobrepesca e pesca ilegal;
● Impactos das alterações climáticas nomeadamente a ocorrência de secas e de temperaturas extremas, contribuam para agravar o risco de extinção da espécie.

A verdemã do norte ou Cobitis calderoni é um pequeno peixe, endémico da Península Ibérica que em Portugal apresenta uma ...
08/09/2025

A verdemã do norte ou Cobitis calderoni é um pequeno peixe, endémico da Península Ibérica que em Portugal apresenta uma distribuição restrita à bacia hidrográfica do rio Tua. Habita nos troços médios e superiores dos rios, de carácter permanente, com águas bem oxigenadas, e substrato de areia e/ou areão, onde frequentemente se enterra.

A espécie encontra-se em estado vulnerável, com declínios populacionais com registos recentes em apenas cinco localizações, verificando-se alterações na qualidade do habitat e da água, que poderá afetar o efetivo populacional.

Estatuto de Conservação:
• Global (IUCN, 2023): Vulnerável (VU)
• Portugal (Livro Vermelho dos Peixes Dulciaquícolas e Diádromos de Portugal Continental, Magalhães et al., 2023): Em Perigo (EN)
Estatuto legal:
• Diretiva Habitats (92/43/CEE) – Anexo II: Espécie de interesse comunitário cuja conservação requer a designação de Zonas Especiais de Conservação e que requer proteção estrita.

Saiba mais e consulte a bibliografia em: https://www.rioseribeiras.pt/

O barbo comum ou Cobitis calderoni é um pequeno peixe, endémico da Península Ibérica que em Portugal apresenta uma distr...
05/09/2025

O barbo comum ou Cobitis calderoni é um pequeno peixe, endémico da Península Ibérica que em Portugal apresenta uma distribuição restrita à bacia hidrográfica do rio Tua. Habita nos troços médios e superiores dos rios, de carácter permanente, com águas bem oxigenadas, e substrato de areia e/ou areão, onde frequentemente se enterra.

Estatuto de Conservação:
• Global (IUCN, 2024): Quase Ameaçado (NT)
• Portugal (Livro Vermelho dos Peixes Dulciaquícolas e Diádromos de Portugal Continental, Magalhães et al., 2023): Pouco Preocupante (LC)

Estatuto legal:
• Diretiva Habitats (92/43/CEE) – Anexo V: Espécies animais e vegetais de interesse comunitário cuja captura ou colheita na natureza e exploração podem ser objeto de medidas de gestão.
• Convenção de Berna – Anexo III: Espécies de fauna estritamente protegidas.

Saiba mais e consulte a bibliografia em: https://www.rioseribeiras.pt/

O bordalo, espécie designada por Complexo Squalius alburnoides (Steindachner, 1866), por apresentar formas de diferentes...
03/09/2025

O bordalo, espécie designada por Complexo Squalius alburnoides (Steindachner, 1866), por apresentar formas de diferentes ploidias (2n, 3n e 4n). É um pequeno peixe, endémico da Península Ibérica que ocorre nas bacias dos rios Douro, Vouga, Mondego, Tejo, Sado, Mira, Guadiana e bacias do sul do país (Quarteira). Apresenta uma coloração com forte contraste do dorso, mais escuro e esverdeado e o ventre, claramente prateado. A espécie encontra-se em cursos de água de características muito diversas, ocorrendo preferencialmente em rios e ribeiros permanentes ou intermitentes, de reduzida largura e profundidade, muitas vezes com macrófitas.

Estatuto de Conservação:
• Global (IUCN, 2024): Pouco Preocupante (LC)
• Portugal (Livro Vermelho dos Peixes Dulciaquícolas e Diádromos de Portugal Continental, Magalhães et al., 2023): Pouco preocupante (LC)

Estatuto legal:
• Diretiva Habitats (92/43/CEE) – Anexo II: Espécie de interesse comunitário cuja conservação requer a designação de Zonas Especiais de Conservação; e que requer proteção estrita.
• Convenção de Berna – Anexo III: Espécies de fauna estritamente protegidas.

Saiba mais e consulte a bibliografia em: https://www.rioseribeiras.pt/

O escalo do norte ou Squalius carolitertii é um peixe de dimensão média (raramente ultrapassa 25 cm), endémico da Peníns...
01/09/2025

O escalo do norte ou Squalius carolitertii é um peixe de dimensão média (raramente ultrapassa 25 cm), endémico da Península Ibérica que em Portugal que apresenta uma distribuição natural pelas bacias hidrográficas dos rios Minho, Lima, Cávado, Ave, Douro, Vouga, Mondego e Lis. Apresenta, por norma, coloração dourada ou acinzentada, corpo alongado e escamas médias com manchas negras no bordo. É uma espécie com grande adaptabilidade a diferentes tipos de sistemas aquáticos, embora prefira rios de pequena ou média dimensão e velocidades de corrente fracas a moderadas. Pouco resistente a situações de degradação significativa da qualidade de água.

Estatuto de Conservação:
• Global (IUCN, 2024): Quase Ameaçado (NT)
• Portugal (Livro Vermelho dos Peixes Dulciaquícolas e Diádromos de Portugal Continental, Magalhães et al., 2023): Pouco Preocupante (LC)

Saiba mais e consulte a bibliografia em: https://www.rioseribeiras.pt/

A boga do norte ou Pseudochondrostoma duriense é um peixe de média a grande dimensão, endémico da Península Ibérica, sen...
29/08/2025

A boga do norte ou Pseudochondrostoma duriense é um peixe de média a grande dimensão, endémico da Península Ibérica, sendo uma das principais características distintivas a presença de uma boca ínfera e um lábio córneo. Em Portugal ocorre nas bacias hidrográficas dos rios Minho, Lima e Neiva, e nas bacias costeiras entre estes rios, bem como nas bacias dos rios Âncora, Cávado, Ave, Douro e Vouga. Habita em rios de média dimensão. Os adultos preferem zonas com correntes moderadas a fortes e substrato grosseiro, enquanto os juvenis se encontram em zonas mais abrigadas, com correntes mais fracas e substrato composto por areia e vasa. Também pode ocorrer em albufeiras.

Estatuto de Conservação:
• Global (IUCN, 2024): Quase Ameaçado (NT)
• Portugal (Livro Vermelho dos Peixes Dulciaquícolas e Diádromos de Portugal Continental, Magalhães et al., 2023): Quase Ameaçado (NT)

Estatuto legal:
• Diretiva Habitats (92/43/CEE) – Anexo II: Espécie de interesse comunitário cuja conservação requer a designação de Zonas Especiais de Conservação; e que requer proteção estrita.
• Convenção de Berna – Anexo III: Espécies de fauna estritamente protegidas.

Saiba mais e consulte a bibliografia em: https://www.rioseribeiras.pt/

O panjorca do esla ou Achondrostoma asturicense é um pequeno peixe, endémico da Península Ibérica, que em Espanha ocorre...
27/08/2025

O panjorca do esla ou Achondrostoma asturicense é um pequeno peixe, endémico da Península Ibérica, que em Espanha ocorre nas bacias hidrográficas dos rios Douro e Minho. Em Portugal ocorre nas bacias hidrográficas dos rios Douro (Tua e Sabor) e Minho. Uma das principais características distintivas é a presença duma coloração alaranjada na base das barbatanas peitorais, pélvicas e a**l, mais intensa no período de reprodução. Habita cursos de água de montanha, mas também em rios com alguma profundidade, substrato grosseiro e pouca vegetação (Doadrio et al., 2023).

Estatuto de Conservação:
• Global (IUCN, 2024): Informação insuficiente (DD)
• Portugal (Livro Vermelho dos Peixes Dulciaquícolas e Diádromos de Portugal Continental, Magalhães et al., 2023): Em Perigo (EN)

Achondrostoma asturicense foi recentemente descrita por Doadrio et al. (2023), anteriormente reconhecida como Achondrostoma arcasii. Contudo, persistem algumas dúvidas sobre a identidade taxonómica da população nacional, reconhecidas pelos mesmos autores.

Estatuto legal:
• Diretiva Habitats (92/43/CEE) – Anexo II: Espécie de interesse comunitário cuja conservação requer a designação de Zonas Especiais de Conservação; e que requer proteção estrita.
• Convenção de Berna – Anexo III: Espécies de fauna estritamente protegidas.

Saiba mais e consulte a bibliografia em: https://www.rioseribeiras.pt/

Boa tarde a todos! Estamos de volta com uma pequena serie de publicações onde iremos apresentar as espécies piscícolas d...
25/08/2025

Boa tarde a todos! Estamos de volta com uma pequena serie de publicações onde iremos apresentar as espécies piscícolas do nordeste de Portugal.

Hoje começaremos com a truta de rio ou Salmo trutta o qual é é um peixe de dimensão média-grande, com uma barbatana adiposa situada entre as barbatanas dorsal e caudal (típica dos salmonídeos) e coloração contrastante entre o dorso, mais escuro, e o ventre, mais claro. Sobressaem ainda pontuações negras e outras vermelhas ou alaranjadas. A truta-de-rio ocorre no norte e centro Portugal nas bacias dos rios Minho, Lima, Cávado, Ave, Douro, Vouga, Mondego e Tejo, que constitui o limite sul da distribuição geográfica natural. Habita troços de cabeceira de rios e riachos com águas correntes, limpas, frias e bem oxigenadas, com substrato grosseiro (blocos, pedras e calhaus rolados) que conferem refúgio juntamente com as raízes e ramos pendentes da vegetação ribeirinha, dominada por amieiros, salgueiros, freixos e choupos, que promovem elevado ensombramento e fornecem matéria orgânica (folhada, sementes), essencial para o funcionamento energético de rios de montanha.

Estatuto de Conservação:
• Global (IUCN, 2024): Pouco Preocupante (LC)
• Portugal (Livro Vermelho dos Peixes Dulciaquícolas e Diádromos de Portugal Continental, Magalhães et al., 2023): Quase Ameaçado (NT)

Para finalizar, dizer que toda a informação que irá ser publicada junto com a bibliografia já está disponível no nosso site: https://www.rioseribeiras.pt/

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Largo Da Igreja Nº48
Atenor
5225-011

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