No final de 1999 princípio de 2000 houve, na sede da Junta de Freguesia, uma reunião de meia dúzia de pessoas para trocarem ideias sobre a construção, em Arrifana, de um Centro de Dia. Por essa altura falava-se bastante do apoio aos mais idosos, de equipamentos sociais, pressentia-se uma aragem favorável à criação de condições que pudessem proporcionar apoio à “ terceira idade”, - apoio esse tradu
zido não só no fornecimento de refeições e satisfação de necessidades básicas mas também, em espaço adequado, proporcionar em determinadas horas, convívio e entretenimento. Mas dela saíram orientações…
Assim, procedeu-se a um levantamento da população adulta da freguesia, definindo-se vários escalões etários. O resultado desse “estudo” foi, deveras, surpreendente: Quase 60% da população havia já ultrapassado os 50 anos, com a particularidade - que se assinala por mera curiosidade - de terem sido detectadas cinco ou seis pessoas com idade para além dos noventa anos! Esta revelação foi determinante para se avançar com o projeto do Centro de Dia. A sua necessidade, a curto prazo, parecia evidente. As reuniões periódicas prosseguiram, pesquisaram-se estatutos, escolheu-se o nome da instituição, tratou-se da parte burocrática e, finalmente, a 25 de Maio de 2000 foi assinada no Cartório Notarial da Guarda, a escritura de constituição da associação “OS AMIGOS DE ARRIFANA” - Liga de Solidariedade Social e Melhoramentos. Outorgaram o documento: Rev. Cónego Manuel Joaquim Geada Pinto, Maria de Ascensão Patrocínio Alpendre, Manuel Antunes Martins, António Manuel dos Santos Elias, Luís Manuel Fernandes Cruz, Adérito Pereira Cairrão, Carlos Manuel Alpendre, José Monteiro Miragaia, Eliseu Dias Martins. Abriu-se a inscrição para sócios. A primeira etapa estava cumprida! Os nove elementos subscritores dirigiram a Associação, em regime de Comissão Instaladora, durante 20 meses, tendo em Janeiro de 2002 promovido a primeira Assembleia Geral da Liga para eleição dos corpos sociais. Durante este período a C.I. procedeu à organização interna da coletividade, abriu a inscrição para sócios, escolheu o terreno para a implantação do Centro, obteve a garantia da doação do mesmo por parte da Diocese e deu passos para a elaboração do projeto. A partir de 2002, a direção eleita prosseguiu o objetivo traçado, conseguindo um ano depois a aprovação do projeto e também em 2003, celebrar a escritura de doação do terreno, - condição fundamental para o licenciamento da obra. Mas nem tudo estava feito: o projeto seguiu depois da Câmara para a Segurança Social onde foi objeto igualmente de alterações, sendo a mais significativa a da substituição da rampa de acesso pela introdução de um elevador. Na satisfação de todas as formalidades e exigências consumiu-se precioso tempo, pelo que só em princípios de 2004 - com tudo aprovado - foi possível formalizar o pedido de apoio financeiro a Sua Excelência o Ministro do Trabalho e da Solidariedade Social, apoio esse concedido e comunicado já perto do final do ano, mas cujo montante ficou bastante aquém do solicitado e necessário, tanto mais que o pedido contemplava já o subsídio atribuído pela Câmara Municipal, a disponibilizar em dois anos. Mesmo assim decidiu-se avançar com a obra. Procedeu-se ao desaterro do terreno, recolheram-se orçamentos e no primeiro trimestre de 2005 adjudicou-se a primeira fase da construção, concluída até ao final do ano. Face à insuficiência de recursos, o ano de 2006 não oferecia perspectivas de se poder ir mais além, pois era necessário, antes, ganhar “folego”, desenvolver atividades e realizar eventos que de algum modo pudessem gerar novas receitas, promovendo-se, inclusivamente, duas campanhas de angariação de donativos, - uma junto da população, com resultado bastante satisfatório e outra mais tarde, já em 2007, junto de empresas instaladas na freguesia, não tendo esta, porém, atingido o resultado esperado, fruto talvez de dificuldades que elas próprias já sentiriam…
A outras “ portas “ se bateu, sem qualquer resultado…
Não obstante, a direção, consciente de que os recursos disponíveis não eram suficientes, adjudicou em 2007 a segunda fase da obra, constituída pelos acabamentos, procurando deste modo ir até onde fosse possível. Felizmente, em finais de 2009 a obra podia considerar-se concluída. Entretanto era necessário prover o equipamento. Novas diligências foram feitas junto da Câmara Municipal e da Segurança Social e, também mais uma vez, se apelou ao contributo da população. O resultado, positivo, permitiu dar condições de funcionalidade ao Centro.
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Uma longa caminhada feita de algum desânimo, incertezas, preocupações, mas também de determinação, de entrega, de satisfação e muita alegria por estarmos neste projeto que valoriza a Terra, que se reveste de vasto alcance social para a freguesia. Demorou, mas acreditamos que VALEU A PENA. Agradecimentos são devidos: Á Diocese da Guarda pela doação do terreno; à Segurança Social, Câmara Municipal, Junta de Freguesia e ao Grupo de Cantares pelo apoio concedido; ás Empresas que colaboraram e, finalmente, aos sócios e população em geral pelo interesse sempre demonstrado e pelo contributo dado. A todos, o BEM HAJA sincero da Direção.