15/01/2026
Efeméride — 77 anos da Estação Ferroviária do Arco de Baúlhe
A 15 de janeiro de 1949 chegou o comboio ao Arco de Baúlhe.
Há 77 anos, a Estação Ferroviária do Arco de Baúlhe abriu as suas portas, tornando-se um marco incontornável da história local e um símbolo de progresso, ligação e desenvolvimento para a região. Ao longo de décadas, foi ponto de encontro de partidas e chegadas, palco de histórias de vida, trabalho e esperança, ligando pessoas, terras e gerações.
Mais do que uma infraestrutura ferroviária, a estação representou um impulso decisivo para a dinâmica económica, social e cultural do concelho de Cabeceiras de Basto, aproximando a comunidade do resto do país e reforçando a sua identidade. Mesmo com as transformações do tempo, permanece na memória coletiva como testemunho de uma época em que o comboio era sinónimo de futuro.
Celebrar os 77 anos da Estação Ferroviária do Arco de Baúlhe é homenagear todos quantos por ali passaram — trabalhadores, passageiros e a comunidade — e reconhecer a importância do património ferroviário na construção da nossa história comum.
Em 1 de janeiro de 1990, a estação Ferroviária do Arco de Baúlhe deixou de funcionar devido ao encerramento do troço de ligação entre Amarante e o Arco de Baúlhe.
No dia 8 de janeiro de 2000, foi assinado um protocolo para a cedência das instalações da estação e integração e dinamização da Secção Museológica Ferroviária, entre a REFER e a Câmara Municipal de Cabeceiras de Basto, ficando esta responsável pela sua conservação, manutenção e gestão, em estreita colaboração com a Fundação Museu Nacional Ferroviário.
Em 23 de maio de 2004 foi inaugurado o Museu das Terras de Basto, integrando o conjunto edificado do Núcleo Museológico Ferroviário do Arco de Baúlhe, que se encontra em funcionamento até aos dias de hoje.
Em novembro de 2005, recebeu a distinção “Melhor Museu Português – Menção Honrosa”, pela APOM (Associação Portuguesa de Museologia).
A 14 de abril de 2007, foi assinado um novo protocolo com a Fundação Museu Nacional Ferroviário, Armando Ginestal Machado, em que se estabelece a gestão partilhada do Núcleo Ferroviário de Arco de Baúlhe.
Aqui encontram-se carruagens, locomotivas, salões e objetos representativos da história desta linha, que ligou a estação da Livração (na Linha do Douro) ao Arco de Baúlhe, destacando-se as peças do trabalho quotidiano dos ferroviários, a automotora a gasolina ME 5 (de produção nacional) e as carruagens utilizadas para fins oficiais e nas quais terão viajado, na Linha do Corgo, o rei D. Carlos e a rainha D. Amélia.
Que esta memória continue viva e inspire as gerações vindouras a valorizar e preservar o legado que nos une.