Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia

Como chegar Website

Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia Fundado em 1934, o Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia é um representante ímpar do folclore da Região do Baixo-Minho. Pára a dança.

Ligado ao mar e ao sargaço, o folclore, em Apúlia, assume características muito específicas e únicas no litoral português. Aqui, o agricultor-sargaceiro, sempre que o movimento das marés prenuncia a aproximação de uma boa "mareada", larga toda a sua atividade nos campos e vai para a praia. Mas, por vezes, a espera pelo "assejo" - o momento exato em que o mar arroja a terra as primeiras algas dando lugar, então, ao início da "mareada" - pode ser longa, e há que preencher esses tempos mortos. A expectativa de mais um dia grande e enriquecedor, torna as pessoas alegres e folgazãs, e todos dão largas à ansiedade que os possui. Logo aparece alguém a tocar concertina, outros cavaquinho, viola, ferrinhos, bombo, reque-reque, e a festa acontece. Homens e mulheres, principalmente os mais novos, juntando-se aos pares, ou em roda, cantam e dançam com a alegria bem característica das gentes da beira-mar. Decorrido algum tempo é necessário prestar atenção ao mar, não vá o lençol de sargaço ter-se já aproximado de terra, e o "assejo" estar iminente. As mulheres sentam-se, languidamente, na areia da praia; os homens, de pé, observam atentamente o comportamento do mar. Se o lençol de sargaço que se vai formando ao longe ainda demora a aproximar-se da costa, a dança recomeça com a mesma alegria e vigor. Até que, a determinado momento, alguém grita a plenos pulmões "Argaço" - e a festa acaba ali para dar lugar à "mareada" - quatro horas de labuta constante, no afã de ser arrecadado todo o sargaço possível. Cada homem, munido do "galhapão" ou da "graveta" corre para o mar, enfrenta as vagas, até onde lhe for possível, sem colocar em risco a sua segurança, e vai arrecadando as algas nelas envoltas. A mulher retira o xaile e o chapéu, coloca-os em lugar resguardado, sobre a areia, e aguarda na borda do mar o momento de ajudar o sargaceiro que vem a terra com cada carga de sargaço. A apanha do sargaço que, como se diz antes, assume em Apúlia características únicas, fez com que o sargaceiro fosse considerado, há longos anos, o ex-líbris do concelho de Esposende. Em Agosto de 1934 realizava-se no Palácio de Cristal, no Porto, a “Grande Exposição do Mundo Português”, onde deveriam fazer-se representar as províncias ultramarinas portuguesas e todos os concelhos do País. O concelho de Esposende enviou uma delegação composta por sessenta sargaceiros - trinta homens e trinta mulheres - por considerar a originalidade e autenticidade do traje que, tudo o indica, parece remontar ao período da ocupação da Península pelos romanos, e ainda pela atividade agro-marítima que representava: a apanha do sargaço. E a delegação do concelho de Esposende a todos surpreendeu e encantou, pelo garbo dos homens e pela beleza das mulheres. António Torres, responsável por aquela delegação, decidiu, então, dar-lhe continuidade. E assim foi fundado o "Grupo dos Sargaceiros de Apúlia". António Torres, à época Presidente da Junta de Freguesia, era um homem dotado para as letras e para a música e, por isso, amante e cioso da cultura tradicional da sua terra, lançou-se com entusiasmo na pesquisa e recolha das danças e cantares ligados a Apúlia e à apanha do sargaço, organizando, assim, o repertório do Grupo Folclórico, e que se mantém até aos dias de hoje, sem alterações nem plágios. Contou, para tal, com a ajuda do Conde de Villas Boas, então comandante do porto de Leixões, e do escritor e etnógrafo esposendense Manuel de Boaventura, dois grandes admiradores de Apúlia e dos Sargaceiros. Em 1940 é também fundada por aquele apuliense a Casa do Povo local, onde o Grupo Folclórico é integrado e passa a designar-se, até aos dias de hoje, "Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia".

É Membro Efectivo da Federação do Folclore Português, e Centro Cultural e Desportivo do Inatel (CCD), inscrito sob o N.° 3331. Para assegurar, na população jovem, o gosto e orgulho por esta cultura própria, existe há vinte anos o Grupo Infantil, com cerca de sessenta crianças, de idades compreendidas entre quatro e doze anos, e que, em sessões semanais, vão aprendendo, a brincar, os usos e costumes tradicionais ligados à faina do sargaco, as danças e os cantares dos sargaceiros. AS DANÇAS E OS CANTARES
Povoação localizada mais a sul da província do Minho e limite desta com o Douro Litoral, as danças detêm características de transição e revelam afinidades com as terras maiatas. Adotam, aqui, os nomes tradicionais Malhão, Chula, Cana-Verde, Vira, Vareira, Regadinho, etc. Mas nenhuma destas danças se identifica com outras de igual nome dançadas no Minho, no Douro ou nas Beiras. Aqui, os passos de dança dos sargaceiros assemelham-se aos movimentos das ondas do mar, ora rápidas e alterosas, ora calmas e deslizando suavemente. Assim, todas têm dois momentos: enquanto o cantador faz ouvir a sua voz, os dançadores movem-se devagar, em passos suaves, braços ao longo do corpo; quando o cantador se cala, para dar lugar ao coro, ou à música mais intensa, logo os braços se levantam e todos imprimem, então, à dança, celeridade e vigor, tal como o vai-vém das ondas do mar em maré viva. O mar e o sargaço, o amor e a saudade, são uma constante nos cantares dos sargaceiros. Na execução musical predomina o som da concertina, acompanhada dos cavaquinhos, viola braguesa e viola-baixo, ferrinhos, reque-reque e bombo. Por todo o Portugal Continental, Açores e Madeira, e pelo estrangeiro (Brasil, Bélgica, Espanha, França, Luxemburgo e Suíça), a sua atividade tem sido constante, quer em festivais, quer em representações etnográficas.

É, reconhecidamente, um representante ímpar do folclore do litoral da Região do Baixo-Minho, quer pelas suas danças, quer pelo traje característico. É considerado, quer pelos etnógrafos, quer pela Federação do Folclore Português, um dos Grupos de maior autenticidade, pelo que a sua presença se torna requisitada nos maiores festivais de folclore do País. Pedro Homem de Mello escreveu: "Em Apúlia tudo é verdadeiro... até o traje".

07/10/2026
16/08/2026
16/08/2026

🎉 86 Anos de História, Comunidade e Dedicação!

A 16 de agosto de 1940 nascia a Casa do Povo de Apúlia. Hoje, celebramos 86 anos de um percurso extraordinário, pautado pelo compromisso, pela proximidade e pelo serviço à nossa comunidade.

Desde o primeiro dia, esta casa tem sido um ponto de encontro e uma referência para várias gerações de apulienses. Nada disto teria sido possível sem o esforço, o carinho e a entrega de todas as pessoas que durante o seu percurso deram e dão o seu melhor por esta instituição.

A todos os que fazem parte desta história: o nosso muito obrigado!

Continuamos juntos, de olhos postos no futuro, a servir Apúlia 💙💛

No próximo dia 15 de Agosto, o Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia organiza mais uma edição do seu tradicion...
08/08/2026

No próximo dia 15 de Agosto, o Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia organiza mais uma edição do seu tradicional Festival de Folclore, integrado nas Festas em Honra de Nossa Senhora da Guia.

Vem celebrar as nossas tradições, a música e a cultura junto ao mar! Às 15h, no palco junto à praia (Apúlia).

Estão todos convidados a juntar-se a nós nesta tarde de muita festa e tradição. Contamos contigo! 🙌✨

Noites de cheias de cor, alegria e tradição ✨
23/07/2026

Noites de cheias de cor, alegria e tradição ✨

19/07/2026

Partilhamos aqui um pouco da nossa participação no XLI Festival de Folclore do Rancho Folclórico de Oliveira Santa Maria 🪗

Agradecemos a forma calorosa como fomos recebidos. A simpatia e o carinho com que nos acolheram deixaram-nos de coração cheio, sem dúvida que ficará na nossa memória ✨

Deixamos também um agradecimento muito especial ao Sr. Florêncio Carneiro pelo carinho e amizade 🫂

15/07/2026

Ontem marcamos presença em mais uma edição do Folclore na Praça e levámos connosco a alegria e as tradições da apanha do sargaço! 🌊✨

Muito obrigado a todos os que nos acompanharam, aplaudiram e encheram o Largo Rodrigues Sampaio de energia. Foi uma noite fantástica de partilha e orgulho na nossa cultura! 👏🎶

Na próxima terça-feira, o Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia vai encher o Largo Rodrigues Sampaio de ritmo,...
12/07/2026

Na próxima terça-feira, o Grupo dos Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia vai encher o Largo Rodrigues Sampaio de ritmo, tradição e muita energia no "Folclore na Praça"! 🌊🎉

Vem assistir e deixa-te encantar pela riqueza das nossas músicas 🎶 e pela singularidade das nossas danças, que prometem contagiar todos com a força e a alegria das nossas gentes. ✨👏🏻

Contamos contigo 😉

05/06/2026

Agradecemos profundamente a todos aqueles que, com tanta generosidade e dedicação, contribuíram com flores e com o seu valioso trabalho para a criação do tapete de flores da procissão do Corpo de Deus. Graças ao esforço partilhado da nossa comunidade, conseguimos manter viva e radiante esta bonita tradição. 🌷🌼🪻

Endereço

Rua Da Casa Do Povo, Nº 26
Apúlia
4740-047

Notificações

Seja o primeiro a saber: enviamos-lhe um e-mail quando Sargaceiros da Casa do Povo de Apúlia publicar novidades e promoções. O seu endereço de e-mail não será utilizado para nenhum outro fim e pode cancelar a subscrição a qualquer momento.

Atalhos

Partilhar