Desde que há memória as festas tradicionais estiveram à conta duma Comissão com um Mordomo, a qual, ao longo do ano, cada qual com as suas próprias caraterísticas da respetiva localidade, angariam o património que sustenta, de forma voluntária e gratuita, a integral realização das Festas. Os tempos de hoje exigem cuidados que antigamente não se vislumbravam. Hoje prolifera a legislação ora nacional, ora regional incluindo regulamentos e taxas camarárias, que tudo impõem a estas Comissões e Mordomos – colocando-lhes cada vez
maiores dificuldades. Urge dar a estas Comissões algum apoio, sobretudo ao Mordomo, criando uma instituição que de algum modo as represente na generalidade. Foi na base desta realidade que nasceu a Associação dos Mordomos das Festas Tradicionais da Ilha Terceira, também designada Associação dos Mordomos da Ilha Terceira, em 4 de julho de 2012, de modo a assegurar um conjunto de atividades que de algum modo ajude, sobretudo na representação destes interesses junto das entidades oficiais, a defender os interesses seculares, tradicionais e populares das nossas populações que os Mordomos das Festas, com as suas Comissões de Festas, tão bem representam. Esta é uma instituição privada sem fins lucrativos. A Associação é encerrada em 2019, sendo que mantém desde 18 de junho desse ano o projeto da Fabiana Ourique sobre os altares do Espírito Santo. Esse projeto visa oferecer às populações um espaço para, dentro da própria conta da Associação, e em formato público, inserirem fotografias dos seus altares, e no âmbito de recolha e divulgação de património cultural. Todas as fotografias são propriedade dos seus autores e estão disponíveis no Facebook da Associação dos Mordomos da Ilha Terceira, dando autorização à Associação para as utilizar em projetos de divulgação da cultura popular. As pessoas enviam a fotografia e informam o seu nome, a data e a localização, dando assim autorização para o seu tratamento no âmbito do projeto antedito. A sua utilização nos projetos de divulgação desta cultura secular, além da autorização referida, é feita de boa-fé e sem intenção de infringir os direitos legais de qualquer pessoa. Sempre que a pessoa requeira alguma correção ou a retirada da sua foto ou dos seus dados, elas serão acertadas ou extraídas do projeto e em conformidade com o pedido feito através da conta do Facebook da Associação.