07/06/2026
No âmbito do evento o mundo p**a e avança... 3ª edição realizámos a Caminhada “Ler a Lagoa do Paúl” tendo por base o trabalho de uma equipa da Universidade de Aveiro (UA) - Tiago Laranjo, orientado pelo professor Paulo Silveira e pela doutora Tânia Vidal, docentes do Departamento de Biologia (DBio) e investigadores do CESAM (Centro de Estudos do Ambiente e do Mar). Apesar do interesse, beleza natural e sinais positivos da recuperação da vegetação ripícula como o junco e o bunho, os problemas ambientais estruturais da Lagoa do Paúl mantêm-se, pelo que é necessário continuar a sensibilizar as entidades competentes para as necessárias medidas de proteção e recuperação ambiental deste ecossistema.
Pode-se ler no Relatório:: “Mesmo com toda a biodiversidade da flora que encontramos na lagoa e na área envolvente, tanto agora, como outrora, a vegetação não é gerida da melhor forma. Com as sucessivas intervenções desde 2002, a lagoa perdeu espécies aquáticas chave e a sua bem formada galeria ripícola, permitindo a progressiva ocupação de espécies exóticas, invasoras e de algumas espécies ruderais, normais em áreas com alguma influência humana. Uma das maiores problemáticas das intervenções de 2011 foi a extração do leito da lagoa, e com este, o banco de sementes deixado pelas plantas autóctones da lagoa, impedindo a recolonização do local pelas mesmas espécies depois da intervenção (Nienhuis et al., 2002).“
**aeavança