Música nos Hospitais

Música nos Hospitais Levamos música onde o cuidado acontece. Da neonatologia aos paliativos, humanizamos os cuidados com quem recebe, acompanha e cuida. Siga-nos 🩵

A Música nos Hospitais é um projeto de intervenção musical, único e inovador com a perspetiva de humanizar contextos de cuidados de Saúde.

A Associação Portuguesa de Música nos Hospitais e Instituições de Solidariedade (APMHIS) forma músicos que possam atuar numa perspetiva de Humanização e Melhoria da Qualidade de Vida, para tocarem junto de crianças e idosos que estão institucionalizados devido a questões de fragilidade social e/ou de saúde.
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É uma associação sem fins lucrativos fundada em 2006. A equipa é composta por 22 músicos que intervêm em Lisboa, Almada, Santarém e Porto, num total de 11 instituições: 7 Hospitais, 1 Maternidade e 3 Lares, tendo chegado a mais de 16.500 beneficiários no ano de 2012 (utentes, familiares/acompanhantes e profissionais de saúde).
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MISSÃO
Levar a música aos serviços pediátricos nos hospitais e instituições de idosos, através de músicos profissionais com formação específ**a para intervenção nestes meios.

OBJECTIVOS
- Humanizar os espaços nas instituições de saúde protocoladas
- Melhorar a qualidade de vida das pessoas (utentes, acompanhantes e profissionais)
- Melhorar o ambiente sonoro
- Usar a música como mediadora das relações humanas
- Possibilitar ruturas na rotina institucional
- Criar tempos e espaços de criatividade e interação artística, em que haja uma comunicação harmónica e partilha construtiva de emoções
- Que a música possibilite o encontro interpessoal para além das dinâmicas institucionais, fortalecendo redes de convivência solidária.
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Você pode nos ajudar, sabe como?
- Compre o nosso CD no nosso site http://www.musicanoshospitais.pt
- Faça um donativo através do NIB 0010 0000 3739 8540 0017 5
- Atribua-nos a consignação do seu IRS através do NIF 507 613 058
- Ligue para o número solidário 760 450 760 (custo 0,60 + IVA)

Sofia (nome fictício), 17 anos, sozinha numa cama de hospital que lhe f**a grande demais. O telemóvel era o único sítio ...
03/09/2026

Sofia (nome fictício), 17 anos, sozinha numa cama de hospital que lhe f**a grande demais. O telemóvel era o único sítio onde ainda cabia o mundo lá de fora.
Estava agarrada ao ecrã, no Tik Tok, sem dar por nós. E foi o nome da app que nos soprou a cantiga: "o Tico Tico tá, tá outra vez aqui, o Tico Tico tá comendo o meu fubá." Ao fim de dois versos, levantou os olhos e sorriu, e por uns minutos foi f**ando connosco.
Já íamos a sair quando disse, quase de lado: "Eu toco acordeão, sabiam? O Tico Tico também sei."
Há 20 anos que levamos música à pediatria. E, ainda assim, os adolescentes não se cansam de nos surpreender.

01/09/2026

Setembro é mês de regressos. E por aqui, também de reencontros. Hoje estivemos, como habitualmente, no Lar Granja Luís Rodrigues, com o apoio da . Durante agosto, alguns músicos descansaram e outros asseguraram as intervenções. O cuidado não tira férias, e por isso as nossas intervenções também não.

Cada intervenção começa bem antes da primeira nota: os músicos chegam com antecedência para preparar o carrinho com todos os instrumentos e objetos sonoros que levam. E quando não há carrinho… improvisa-se com uma cadeira de rodas. 😅

Por trás desta aparente simplicidade, há muito cuidado: todos os objetos são desinfetados antes e depois de cada intervenção e, durante a sessão, cada objeto é manipulado, no máximo, por uma pessoa, reduzindo o risco de contágio cruzado.

Os nossos músicos são profissionais e têm formação específ**a para trabalhar em contextos hospitalares, incluindo todos estes procedimentos. Porque para levar música a estes contextos, é preciso muito mais do que saber tocar e cantar.

E agora contém-nos: e vocês? Já estão de volta das férias? 👀

17/08/2026

“Desfolhei um malmequer
num lindo jardim de Santarém…”
E depois há aquele “bem me quer”, dito baixinho, quase como quem não quer interromper a música, mas também não quer deixar de fazer parte dela. E que bonito é ouvir justamente isso: um “bem me quer” que parece sair da canção e f**ar ali, entre quem canta e quem escuta, entre quem dá e quem recebe, como uma coisa antiga e simples que ainda sabemos fazer: querer bem.
É também por isto que o nosso trabalho acontece de forma continuada e não em visitas pontuais. Porque é preciso tempo para criar relação, para nos reconhecermos, para que a música deixe de ser uma visita e passe a fazer parte daquele lugar.
E é nesse tempo que acontecem momentos como este. 🧡🩵
A Música nos Hospitais está semanalmente no Lar Granja Luís Rodrigues, com o apoio da Santa Casa de Almada.

13/08/2026

Foi assim que terminamos, há dias, o nosso ciclo de intervenções nos Cuidados Paliativos Casa de Saúde da Idanha, com o apoio da . Saímos como entramos: com presença, respeito, escuta e um sorriso.

Aqui, como em todos os nossos projetos, trabalhamos exclusivamente com músicos profissionais, porque sabemos que levar música a contextos de saúde exige preparação, experiência, responsabilidade e disponibilidade.

Por isso, se conhece uma empresa, fundação ou entidade que possa querer apoiar este trabalho, ajude-nos a chegar até ela.

Há muitos lugares onde a música ainda não chega, e que precisam muito de a receber.

06/08/2026

Aprende-se sempre muito nas Unidades de Cuidados Paliativos. Talvez uma das aprendizagens mais importantes seja o valor da simplicidade.

Vivemos numa cultura que associa apoio a fazer mais, dizer mais, encher o silêncio, alegrar, distrair, e tentar mudar o estado de espírito de quem temos à frente. Mas raramente é isso que faz falta.

Ao longo destes anos, temos descoberto que, muitas vezes, o mais necessário está precisamente no contrário. Numa canção cantada quase em surdina. Num instrumento que mal se ouve. Na escolha de não ocupar todo o espaço, deixando que a música caminhe ao lado de quem a escuta.

É esta simplicidade que só é possível porque trabalhamos com músicos profissionais, preparados para utilizar a música em contextos complexos e exigentes. E isso não depende da quantidade de notas, do volume da voz, do virtuosismo ou da complexidade de um arranjo. Depende da capacidade de perceber o momento e de colocar a música ao serviço dele.

Este momento foi vivido na Casa de Saude da Idanha, no âmbito do programa Humaniza, da Fundação “la Caixa”.

Voltámos ao ISJD - Lisboa e Carnaxide, para mais um momento de música nos Cuidados Paliativos, no âmbito do programa Hum...
06/08/2026

Voltámos ao ISJD - Lisboa e Carnaxide, para mais um momento de música nos Cuidados Paliativos, no âmbito do programa Humaniza, com o apoio da Fundação "la Caixa". Como era Dia dos Avós, juntámo-nos também à festa que a instituição preparou.

Foi um dia para reencontrar pessoas de quem já tínhamos saudades. Há lugares que nos lembram porque é que este trabalho faz sentido, e o Instituto São João de Deus é um deles.

A Música nos Hospitais é uma Associação sem Fins Lucrativos que trabalha com músicos profissionais na humanização dos cuidados de saúde. Se conhece uma entidade que possa apoiar este trabalho, fale connosco.

A equipa de enfermagem tinha-nos dito que ela gostava muito de bailarico. Por isso, entrámos com uma música à altura.Uma...
05/08/2026

A equipa de enfermagem tinha-nos dito que ela gostava muito de bailarico. Por isso, entrámos com uma música à altura.

Uma de nós tocava triângulo enquanto cantava. E ela, que tem ELA e já pouco conseguia mexer-se, estendeu as mãos, como que a pedir o triângulo para tocar. Pegou nele e tocou, e que bem tocava. Por baixo da máscara de oxigénio, adivinhava-se a boca aberta num sorriso. E, naquele momento, começaram a cair-lhe as lágrimas, que não paravam, enquanto sorria. Até nós deixámos escapar uma lágrima.

Foi um daqueles momentos que f**am. Não temos dúvida: por uns minutos, ela foi feliz.

22/07/2026

Hoje o país acordou em choque com a notícia da morte de Luís Represas.
Por coincidência, no início desta semana uma das canções a que deu voz já tinha encontrado o seu caminho até este quarto.
Não sabemos o que esta senhora ouviu. Não sabemos o que recordou. Mas sabemos apenas que, durante aqueles minutos, a música voltou a criar um espaço de encontro, de serenidade e de humanidade.
Talvez seja este o maior legado de um artista: continuar a estar presente na vida das pessoas, mesmo quando já não está entre nós. Obrigada pelas canções que continuam a criar encontros como este. 🧡🩵

Estreamos hoje as Notas de Serviço, onde os nossos músicos partilham alguns episódios que acontecem nas suas intervençõe...
21/07/2026

Estreamos hoje as Notas de Serviço, onde os nossos músicos partilham alguns episódios que acontecem nas suas intervenções regulares.

A primeira é sobre quem manda quando estamos a tocar. Spoiler: nunca somos nós 😉.

Se acredita no nosso trabalho, siga-nos e partilhe os nossos conteúdos, para nos ajudar a chegar a mais pessoas.

Um músico português numa unidade de paliativos na China?!?O Carlos Martins, um dos nossos músicos,  está em Chengdu (Sic...
16/07/2026

Um músico português numa unidade de paliativos na China?!?
O Carlos Martins, um dos nossos músicos, está em Chengdu (Sichuan) e foi visitar uma unidade de Cuidados Paliativos do West China Hospital. Contou o que fazemos. Pediram-lhe para explicar melhor, depois para mostrar. Ele mostrou.

Nas palavras dele: "Encontrei muito amor nesta unidade, a milhares de milhas de Portugal. Senti o mesmo amor, o mesmo cuidado. Não há fronteiras na música, já sabemos disso. Não há fronteiras no amor, às vezes não pensamos nisso. Toda a gente quer a mesma coisa, colo, segurança e carinho, seja aqui ou aqui, nesta China que me acolhe."

Se conhece uma entidade que possa apoiar este trabalho, fale connosco.

Endereço

Rua António Maia, N. º 7/3. º Dto
Amadora
2720-044AMADORA

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