24/07/2026
Reunimos hoje com a administração da Ecolezíria para obtermos um ponto da situação sobre o Aterro da Raposa. Foi-nos apresentado o trabalho que tem sido desenvolvido no aterro, bem como os processos burocráticos e administrativos necessários para avançar com a finalização do encerramento da célula do Aterro.
Foi-nos também apresentado o plano de ação para o médio prazo, que passa pela construção de uma Estação de Triagem (para recicláveis) e de uma Unidade de Tratamento Mecânico e Biológico. Nos próximos meses serão apresentadas as candidaturas aos fundos de investimento, para posteriormente se avançar com a construção destas estruturas. Consideramos que estes passos são fundamentais para dotar a Ecolezíria das ferramentas necessárias a uma exploração sustentável a médio prazo e para minimizar os problemas que nos trouxeram até este ponto. O que lamentamos é o facto de pecar por tardio: deveriam ter sido implementados há 10 anos.
Ainda assim, saímos desta reunião com a perceção de que a realidade não vai ao encontro das nossas expectativas quanto à necessidade de encerrar de imediato a célula do aterro. Continuamos a considerar urgente esse encerramento, mas o que nos foi transmitido é que não vai acontecer com a rapidez que esperávamos. Foi-nos dito que esse continua a ser o objetivo principal e que os esforços nesse sentido prosseguem, mas as dificuldades em encontrar soluções na região são evidentes. Os acordos noticiados há alguns meses acabaram por não se concretizar, por opção das entidades que iriam receber os resíduos que continuam a ser depositados na Raposa. Existe neste momento um acordo para a receção de parte desses resíduos, que nos foi indicado entrará em vigor assim que estejam reunidas as autorizações necessárias por parte da CCDR.
O restante continuará a ser depositado no aterro, sendo utilizado para a modelação topográfica da célula, tendo em vista o encerramento final.
Parece-nos evidente que, apesar da vontade desta administração em reverter os erros de gestão de administrações anteriores, as dificuldades irão persistir e o encerramento da célula não se realizará num futuro próximo.
Sugerimos à administração que desenvolva mecanismos de comunicação com a população, através dos canais oficiais da Câmara Municipal e da Junta de Freguesia, ou através de uma sessão de esclarecimento.