Onde há gato, não há rato

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19/06/2026

🐾🐱 CAMPANHA MUNICIPAL DE APOIO À ESTERILIZAÇÃO DE ANIMAIS DE COMPANHIA 🐶🐾

O Município de Almodôvar lançou a Campanha Municipal de Apoio à Esterilização de Animais de Companhia (cães e gatos), uma iniciativa que visa promover o bem-estar animal, incentivar a posse responsável e contribuir para a prevenção do abandono e da sobrepopulação de cães e gatos no concelho. 🤝❤️

📅 Período da campanha:
A campanha decorre entre os dias 18 de junho e 30 de agosto de 2026.

👥 A quem se destina?
Destina-se a residentes permanentes no concelho de Almodôvar que sejam detentores de cães e gatos de companhia devidamente identificados eletronicamente e registados no Sistema de Informação de Animais de Companhia (SIAC). 🔎💻

💰 Valores do apoio financeiro:
Através desta medida, o Município irá atribuir apoios financeiros para a realização de esterilizações em Centros de Atendimento Médico-Veterinário do concelho, comparticipando:

🐱 Gatos machos: Até 40 euros

🐶 Cães machos: Até 60 euros

🐱 Gatas: Até 60 euros

🐶 Cadelas: Até 100 euros

⚠️ Condições e pormenores importantes:

A atribuição do apoio não pode ser superior ao montante efetivamente gasto pelo detentor do animal.

Diz respeito unicamente ao ato médico de esterilização.

Fican a cargo do detentor do animal eventuais valores remanescentes, decorrentes de outros atos ou encargos respeitantes ao pré e pós cirurgia determinados pelo Médico Veterinário (deslocações, medicação pós-cirurgia, colar isabelino/body ou similar, acompanhamento pós-cirúrgico, ou outro). 🩺🏥

📝 Como apresentar a candidatura?
Os interessados deverão apresentar candidatura:

📧 Através do endereço eletrónico: [email protected]

📍 Ou presencialmente, junto do Gabinete de Apoio ao Munícipe e Freguesias

Nota: Deverá aguardar posteriormente a validação do processo pelos serviços municipais.

🌱 O nosso compromisso:
Esta campanha enquadra-se na estratégia municipal de proteção e bem-estar animal, procurando reduzir o número de animais errantes, prevenir ninhadas indesejadas e promover uma convivência mais equilibrada entre pessoas e animais. ✨🐕

INFORMAÇÃO COMPLETA no nosso Portal Institucional 👇

https://cm-almodovar.pt/municipio-promove-campanha-de-apoio-a-esterilizacao-de-animais-de-companhia-entre-junho-e-agosto/

Congresso animal, Faro19 de junho 2026
19/06/2026

Congresso animal, Faro
19 de junho 2026

19/06/2026

VOLUNTARIADO NÃO É UMA COLÓNIA DE FÉRIAS

Ainda há quem tenha uma visão muito romantizada do voluntariado na causa animal.

Todos os anos surgem pessoas que gostariam de ajudar porque gostam muito de animais. Por vezes são pais que procuram uma atividade enriquecedora para os filhos, uma forma de os sensibilizar para o respeito pelos animais, para a responsabilidade e para o compromisso. A intenção é geralmente boa, mas muitas vezes aquilo que procuram não é verdadeiramente voluntariado. É uma experiência.

Uma das nossas voluntárias foi abordada por uma mãe que explicava que a filha adorava gatos e que gostaria muito de ajudar. Como acontece com qualquer pessoa que manifesta esse interesse, foi-lhe explicado como funcionava a realidade no terreno: os horários, a regularidade e o facto de os animais terem de ser alimentados a determinadas horas, todos os dias, independentemente do estado do tempo, da disposição de quem cuida deles ou dos restantes compromissos que possam surgir.

A conversa continuou e ficou combinado acertarem dias. Seguiu-se algum silêncio. Mais tarde surgiu a explicação de que determinados dias não eram possíveis porque existiam atividades e compromissos fixos. Depois apareceu uma mensagem espontânea a dizer qualquer coisa como “hoje podemos ir”.

E foi precisamente aí que ficou evidente o desencontro entre a ideia e a realidade.

Os animais não funcionam em função da disponibilidade das pessoas. Não sabem que esta semana estamos motivados e que na próxima já não estamos. Não sabem que surgiu um programa mais interessante, que estamos cansados ou que simplesmente não nos apetece sair de casa.

Quando alguém assume um determinado compromisso, os animais passam a depender dessa pessoa. Se não aparecer e não avisar, os animais podem ficar sem comer. Se avisar à última hora, o problema não desaparece; é apenas transferido para alguém que já tem a sua vida organizada ao minuto e que terá agora de encontrar forma de encaixar mais uma deslocação, mais uma tarefa e mais uma responsabilidade.

Talvez seja precisamente aqui que a visão romantizada do voluntariado começa a desfazer-se. Porque gostar de animais é importante, mas aquilo que permite que os animais continuem a ser alimentados, acompanhados e protegidos não é o entusiasmo dos primeiros dias, a vontade de experimentar ou a procura de uma atividade enriquecedora para ocupar algum tempo livre. O que permite que isso aconteça é a capacidade de cumprir um compromisso repetidamente, mesmo quando está frio, mesmo quando chove e mesmo quando existem dezenas de outras coisas mais agradáveis para fazer.

Isto não significa que as crianças devam ser afastadas da realidade dos animais. Significa apenas que existe uma diferença entre sensibilizar uma criança para o respeito pelos animais e entregar-lhe uma responsabilidade da qual dependem seres vivos. A primeira pode e deve acontecer. A segunda exige maturidade, regularidade e compromisso, qualidades que muitos adultos ainda não conseguiram adquirir.

Aprender a respeitar os animais, compreender as suas necessidades e desenvolver empatia são aprendizagens valiosas. Isso pode acontecer de muitas formas: acompanhando os cuidados prestados aos animais da família, participando em campanhas de recolha de alimentos, ajudando na construção de abrigos, aprendendo sobre esterilização, abandono e bem-estar animal ou, simplesmente, percebendo que os animais não existem para satisfazer vontades momentâneas.

O que as associações dificilmente conseguem fazer é transformar-se em espaços de ocupação de tempos livres ou em programas ocasionais de sensibilização. A esmagadora maioria funciona já muito para além dos seus limites, com voluntários sobrecarregados, recursos escassos e uma sucessão permanente de urgências. Quem assume uma responsabilidade tem de o fazer porque está verdadeiramente disponível para a cumprir e não apenas porque, naquele momento, a ideia parece interessante ou enriquecedora.

O voluntariado não é uma colónia de férias. Os animais não existem para proporcionar experiências, preencher tempos livres ou enriquecer currículos escolares. Existem e dependem de pessoas que percebem que a responsabilidade não é algo que se assume quando é conveniente.

É algo que se assume porque alguém depende dela.

Chegamos no vazio, mas já começam a aparecer os cartazes.Com grande expectativa.Até já!
19/06/2026

Chegamos no vazio, mas já começam a aparecer os cartazes.

Com grande expectativa.
Até já!

Se for verdade, parabéns!
19/06/2026

Se for verdade, parabéns!

🇨🇷🦜 A Costa Rica decidiu encerrar seus últimos zoológicos estatais e oferecer uma nova oportunidade para centenas de animais silvestres.

Com essa iniciativa, o país deixou de manter animais silvestres em zoológicos públicos e passou a priorizar ações voltadas à recuperação e conservação da fauna.

Cerca de 300 animais, entre eles papagaios, araras, preguiças, macacos, crocodilos, corujas, tartarugas e outros répteis, foram transferidos para centros de resgate e reabilitação preparados para atender suas necessidades de forma mais adequada.

Um detalhe que chamou atenção é que esses espaços não serão abertos à visitação. O foco é proporcionar ambientes mais tranquilos, onde os animais possam viver com menos interferência humana.

A proposta é que eles recuperem comportamentos naturais e, quando possível, retornem à vida livre.

Fonte: Costa Rica Shuts Down State Zoos, Ends Animal Captivity, 2024

Até já!
19/06/2026

Até já!

Enquanto espécie, somos pérfidos.
19/06/2026

Enquanto espécie, somos pérfidos.

Hoje quero deixar um agradecimento público à extraordinária equipa da OHG.Muitas pessoas acreditam que trabalhar com ani...
19/06/2026

Hoje quero deixar um agradecimento público à extraordinária equipa da OHG.

Muitas pessoas acreditam que trabalhar com animais é algo "fofinho", repleto apenas de momentos ternurentos. A realidade é bem diferente. Trabalhar na OHG é um desafio diário, física e emocionalmente exigente.

Ao longo deste ano despedimo-nos de muitos dos nossos seniores e de outros animais que marcaram profundamente o nosso percurso. Recebemos animais em estados de sofrimento que nos partem o coração: tumores, ferimentos graves, piometras, abcessos severamente inflamados, situações de abandono e tantas outras que nos deixam marcas difíceis de apagar.

Mas o trabalho não termina aí. Manter o CAT limpo, seguro e digno para todos os animais exige um enorme esforço diário. A isso somam-se os cada vez mais numerosos pedidos de ajuda: socorros, capturas, esterilizações, acolhimentos, orientações e tantas outras respostas que a comunidade espera de nós.

Felizmente, também recebemos muito carinho, apoio e reconhecimento. Cada palavra de incentivo, cada donativo, cada gesto de ajuda faz a diferença e dá-nos força para continuar.

Ainda assim, o dia a dia da OHG é duro. Por isso, esta publicação tem um propósito muito especial: reconhecer publicamente o trabalho desta equipa incrível, que todos os dias dá o seu melhor, muitas vezes em silêncio, com amor, respeito, dedicação e um compromisso inabalável para com os animais e para com a OHG.

A todos os que fazem parte desta equipa, o meu mais profundo obrigada. O que fazem diariamente é muito mais do que trabalho. É entrega, é compaixão e, muitas vezes, verdadeiros milagres feitos com amor.

Obrigada por nunca desistirem.

18/06/2026

‼️ CARTA ABERTA AO BASTONÁRIO DA OMV ‼️

Exmo Senhor Bastonário da OMV , Dr. Pedro Fabrica

Queremos começar esta carta aberta realçando a sua proposta de uma campanha de esterilização com a qual estamos inteiramente de acordo. Destacamos o que disse em 28 de Abril, em entrevista ao Jornal de Noticias:
" Por­tu­gal tem toda a capa­ci­dade cirúr­gica atra­vés da atual rede de CAMV e CRO para garan­tir a este­ri­li­za­ção da grande mai­o­ria de ani­mais de com­pa­nhia. Em três ou qua­tro anos, con­se­guem garan­tir a este­ri­li­za­ção de 60 a 70% da popu­la­ção canina e felina em Por­tu­gal, per­cen­ta­gem a par­tir do qual con­se­gui­mos a infle­xão do número de ani­mais sem deten­to­res, con­tro­lando, final­mente, o pro­blema dos ani­mais de com­pa­nhia em Por­tu­gal. A solu­ção está dis­po­ní­vel, haja real­mente visão e deter­mi­na­ção gover­na­men­tal para o fazer".
Foram palavras judiciosas que divulgámos com muito prazer e que muitos seguidores da Campanha de Esterilização de Animais de Companhia (CEAA ) apreciaram devidamente.
Se desde 2016 se tivessem feito campanhas de esterilização a sério, ter-se-iam poupado muitos milhões de euros em infraestruturas de acolhimento e o abandono e os cães na rua estariam talvez erradicados.
Queremos, por conseguinte, unir a nossa voz à sua, esperando que não despreze a nossa companhia nesta tão necessária causa.
Mas, infelizmente, não podemos estar mais em desacordo com o Sr. Bastonário quando num recente artigo que intitulou "Cães à solta, famílias em risco " se opõe ao CED para os cães errantes.
Claro, que se a campanha que o Sr. Bastonário ambiciona, e nós também, se realizasse , seria estancada a principal fonte dos cães que estão na rua e que são as ninhadas indesejadas de animais com dono.
Mas, mesmo assim, será sempre preciso parar a reprodução que se produz na rua por parte dos cães que não são recolhidos.
Vamos considerar as câmaras, Sr. Bastonário, como entidades responsáveis que sabem quais são os cães nos seus concelhos que podem ser esterilizados e continuar na rua e os que devem ser recolhidos, uma vez que a sua responsabilidade civil é igual em ambos os casos.
V. Ex^ pode discordar do CED para os cães errantes mas não pode desvirtuar a medida em si que o titulo do artigo induz.
O CED não solta cães porque os cães errantes estão, agora , neste momento, nas ruas , sobretudo nos campos do norte e centro do país. O que se pretende evitar são os nascimentos pois as ninhadas que não são retiradas antes dos 3 meses adoptam as características singulares dos cães de matilha, que os tornam animais não adoptáveis (sim, Sr. Bastonário, a adopção não é solução para estes cães ), medrosos mas não agressivos, que fogem das pessoas.
O Sr. Bastonário falou numa média de 4 mordidas por dia em Portugal mas estas devem ser maioritariamente imputadas a animais em contexto doméstico.
Quanto aos acidentes rodoviários que também refere no artigo, os dados do Censo para os Animais Errantes ( pags 126 a 134), mostram que os meses com mais atropelamento de cães são os de Dezembro e sobretudo Janeiro que correspondem a períodos de intensa actividade pirotécnica que leva à fuga de centenas de animais com dono.
E o CED dos cães oferece a oportunidade de vacinação para a raiva e para a desparatisação.
Quanto aos parques de matilhas, por si sós, não resolvem o problema. Recolher animais e deixar outros no exterior( basta uma cadela...) a reproduzirem-se conduz a uma necessidade sempre crescente de adicionar parques pois não se podem misturar matilhas sob pena de os cães se matarem uns aos outros. Os cães errantes são animais que percorrem diariamente km e mesmo num parque de matilhas, claramente sempre melhor do que uma box, nunca serão felizes. Tentemos , pois, evitar que se reproduzam. Eles são o produto da politica animal que (não) temos, somos responsáveis pela sua existência e temos o dever ético de os respeitar.
Deixámos para último o assunto mais espinhoso sobre o qual tem de haver clareza,
Com a legislação actual é fácil eliminar animais assilvestrados ( artº 11 da Portaria 146/2017) .
Dai que inevitavelmente quando se descarta o CED para os cães errantes, não adoptáveis, com canis e associações cheios, e se é confrontado com a questão " que fazer então dos cães que estão na rua ?" de imediato surge o abate como o destino abjecto e trágico que lhes estaria reservado.
V. Exª , Sr. Bastonário, tem o óbice de ter na sua direcção o Dr. Ricardo Lobo , oponente, desde o primeiro momento, do fim dos abates que chegou , no passado , através da sua clinica, a prestar serviços de capturas de cães assilvestrados a duas câmaras do norte do país ( Portal BASE, contratos públicos)
Por conseguinte, tem de compreender a rejeição, por parte do movimento animal, quando a OMV se inclina para um campo sem opções viáveis e com uma argumentação frouxa contra o CED para os cães errantes.
V. Exª refere no seu artigo que "desde 2025 a Secretaria de Estado da Agricultura e alguns partidos têm defendido a criação de um CED Cães" e é nossa esperança que se consiga, este ano, finalmente, concretizar uma proposta que reúna um consenso maioritário para ser aprovada.
E se o próximo OE trouxer um reforço considerável de verba para a esterilização animal , permitindo reunir competências públicas e privadas, talvez se possa concretizar, a médio prazo, a erradicação do abandono e dos cães nas ruas de que V. Exª fala.
É esse o objectivo que nos move desde há 17 anos.

Com elevada consideração, apresentamos os melhores cumprimentos
Pela Campanha de Esterilização de Animais Abandonados (CEAA)
Margarida Garrido

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